Questões de Concursos

filtre e encontre questões para seus estudos.

Marilena Chauí, em sua obra Boas-vindas à Filosofia, caracteriza o conhecimento filosófico como um trabalho intelectual: “(...) é um trabalho porque, como todo trabalho, produz alguma coisa; e é intelectual, porque é realizado pelo intelecto ou pela razão, e produz ideias. Esse trabalho intelectual (...) não se contenta em obter respostas para as questões feitas, mas, além de exigir que as próprias questões sejam válidas, exige também que as respostas sejam verdadeiras, estejam relacionadas entre si, esclareçam umas às outras, formem conjuntos coerentes de ideias e significações, sejam provadas e demonstradas racionalmente”.
Com a caracterização apresentada no excerto, Marilena Chauí tem por objetivo destacar que as reflexões filosóficas ocorrem de modo
Em sua obra Boas-vindas à Filosofia, Marilena Chauí destaca a seguinte postura do fazer filosófico: “A Filosofia começa dizendo não às crenças e aos preconceitos do dia a dia (...). Por isso começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber. Esse foi o principal ensinamento do patrono da Filosofia, Sócrates, quando afirmou que começamos a buscar o conhecimento verdadeiro apenas quando somos capazes de dizer: ‘Só sei que nada sei’”.
A máxima socrática referida no excerto é considerada fundamental para a
Nas considerações finais de seu artigo, Silva, Bonin e Garrote (2023) perguntam: “Quais são os elementos da cultura digital que contribuem para a reflexão e criticidade dos estudantes no ensino da Filosofia no Ensino Médio?” Acrescentando que, segundo várias pesquisas analisadas, [...] “os recursos digitais são potencializados para engajar os estudantes do ensino médio e promover reflexão crítica na disciplina de Filosofia”.
Além dos recursos digitais, o artigo aponta a relevância de
Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia, olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”. (Chaui, 2010)
Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia que