Técnicas de gravura exigem do artista diferentes conhecimentos de materiais e procedimentos, visto que cada
técnica possui seus procedimentos para a obtenção do
gravado desejado e as ferramentas adequadas para sua
realização, pois dessa forma são obtidos os distintos efeitos visuais que formarão as imagens.
Uma técnica de gravura é descrita da seguinte forma: na
madeira polida é realizado o desenho para se efetuar a
gravação, que é feita a buril. Como a superfície da peça
é muito unida e uniforme, não apresentando nervuras ou
outras massas com maior resistência, o buril trabalha traços mais delicados, pois o corte é facilitado pela maior
uniformidade do material. Os sulcos cavados pelo gravador podem ser cortados na superfície da matriz quase juntos, resultando traços impressos quase unidos.
As caraterísticas descritas acima são do seguinte tipo de
gravura:
Os distintos tipos de buris utilizados na gravação de talho-doce são empregados com finalidades diferentes com
relação ao traçado e ao acabamento das linhas. Cada tipo
de buril produz na matriz um tipo de linha com relação
à sua largura e à sua profundidade que, na hora da impressão, resulta nos variados efeitos de claro-escuro que
a imagem final assume, assim como na proximidade das
linhas.
Comparando-se os cortes produzidos por um buril quadrado com os produzidos por um buril losangular, verifica-se que as linhas abertas com um buril quadrado
As técnicas de gravura em metal se originam em diferentes datas em função de avanços nos domínios da metalurgia e da química. Há uma técnica em que as linhas
que formam as imagens são originadas do cavado, que é
obtido quimicamente pela ação de agentes que corroem
áreas desprotegidas na superfície da chapa de metal. A
formação dessas linhas cavadas é resultado da corrosão
por ácidos no metal desprotegido, e a remoção da proteção é realizada com o auxílio de uma ferramenta com
ponta fina, porém não necessariamente afiada.