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Segundo o Atlas da Violência de 2025, Sergipe tem a menor taxa do Nordeste no número de mortes de mulheres por 100 mil habitantes. Confirmando essa estatística, a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) informou que o estado tem apresentado uma redução expressiva no número de Mortes Violentas Letais Intencionais (MVIs) e destacou que, para reduzir a violência, incluindo o feminicídio, são necessárias ações combinadas de prevenção e resposta.

Adaptado de https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2025/05/12/sergipe-temmenor-taxa-do-nordeste-no-numero-de-mulheres-mortas-a-cada-100- mil-habitantes.ghtml

Partindo do relato, analise as afirmativas a seguir a respeito das possíveis estratégias adotadas para reduzir os índices de morte violenta de mulheres.

I. A adoção de políticas públicas nos Estados, responsáveis diretos pelas polícias militar e civil, ajuda a explicar essa queda, sobretudo em situações em que as polícias atuam junto com o Ministério Público local em forças-tarefas para a realização de investigações.
II. A facilitação da compra e do porte de armas mediante normativas voltadas a colecionadores e atiradores desportivos disponibiliza armamento para civis, o que favorece a autodefesa e explica a queda nas taxas de feminicídio.
III. O aumento de abordagens de policiamento ostensivo impacta diretamente na diminuição de homicídios motivados por gênero, combatendo mais especificamente a violência doméstica e intrafamiliar.

Está correto o que se afirma em
Nos últimos anos, duas abordagens distintas têm marcado o debate sobre as desigualdades no Brasil. De um lado, pesquisas como as reunidas na obra Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos cinquenta anos, organizada pela cientista política Marta Arretche, enfatizam os efeitos positivos de políticas públicas na redução das desigualdades em diversas áreas — como o acesso à educação básica, aos serviços urbanos, à renda e à participação política. Esses avanços, segundo os autores, resultam de mudanças incrementais nas regras de provisão e financiamento das políticas sociais. De outro lado, estudos como Uma história da desigualdade: a concentração de renda entre os ricos no Brasil (1926-2013), do cientista político Pedro Ferreira de Souza, destacam a persistência histórica da concentração de renda no topo. Para Souza, essa concentração revela uma resistência estrutural às reformas graduais, sugerindo que transformações redistributivas significativas só ocorrem em momentos de crise e ruptura política, devido à capacidade das elites de impor vetos a mudanças mais profundas.
Considerando os dois diagnósticos sobre a trajetória das desigualdades no Brasil, a alternativa que expressa corretamente um ponto de tensão entre as abordagens é a seguinte: