Um homem de setenta anos de idade, ex-fumante havia cinco anos (fumava, desde os dezoito anos de idade, cerca de quarenta cigarros por dia), foi internado com exacerbação do quadro. No exame físico, apresentava-se consciente, cianótico, taquipneico, em uso de musculatura acessória, com distensão das veias jugulares e edema de MMII. A ausculta pulmonar mostrou: murmúrio vesicular diminuído globalmente e sibilos esparsos. A gasometria arterial indicou: pH = 7,20, PaCO2 = 58 mmH2O, PaO2 = 50 mmHg, HCO3 = 32 mEq/L e SaO2 = 87% em ar ambiente.
Considerando esse caso clínico, julgue os próximos itens.
A melhor conduta a ser tomada em relação à insuficiência respiratória desse paciente é a intubação orotraqueal e a ventilação mecânica invasiva.Com diagnóstico de distrofia muscular do tipo Duchenne, João, com doze anos de idade, apresentou, nos últimos meses, piora na função pulmonar com capacidade vital de 600 mL, ou seja, 14% do previsto. Durante esses meses, teve dois episódios de infecção respiratória e, em uma delas, ficou internado no hospital. O paciente relata aumento da sensação de desconforto respiratório, apresentando sinais e sintomas de hipoventilação. João faz uso de ventilação não invasiva durante o sono e quando surge o desconforto respiratório.
Com referência ao caso clínico precedente, julgue os itens subsequentes.
O treinamento muscular inspiratório isocinético ou com carga linear de 30% da pressão inspiratória máxima reduz a deterioração da função pulmonar do caso acima.A doença pulmonar obstrutiva crônica é caracterizada pela redução lenta, progressiva e irreversível do fluxo expiratório. O melhor parâmetro para estimar a gravidade dessa doença é
Um menino de dez anos de idade, com membro superior esquerdo amputado devido a osteossarcoma no um terço médio do úmero esquerdo, apresentava metástase pulmonar. Foi admitido na terapia intensiva após a ressecção dos nódulos pulmonares em uso de dreno de tórax. Respira espontaneamente em oxigenoterapia por máscara do tipo Venturi com FIO2 40% e SpO2 96%. Relata dor à inspiração profunda com pontuação de seis pela escala visual de dor.
Considerando esse caso clínico, julgue os itens subsequentes.
A deambulação deverá ser realizada após a retirada do dreno de tórax.Um homem de quarenta anos de idade, 90 kg, 1,60 m de altura, foi admitido na UTI com quadro de insuficiência respiratória aguda (IRpA). A radiografia de tórax evidenciou consolidação alveolar bilateral. Houve necessidade de intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva (VMI). Os parâmetros de ventilação mecânica no momento eram: modo assistido/controlado, volume corrente de 540 mL, PEEP de 5 cmH2O, frequência respiratória de 12 irpm, FiO2 de 50%, pico de pressão de 45 cmH2O e pressão de platô de 35 cmH2O. A gasometria arterial mostrou pH = 7,25; PaCO2 = 65 mmHg; PaO2 = 50 mmHg; HCO3 = 35 mEq/L e SaO2 = 85%.
Considerando esse caso clínico, julgue os próximos itens.
O volume corrente estabelecido está adequado à finalidade de não gerar grandes pressões transpulmonares, evitando-se, assim, a hiperdistensão.Um homem de setenta anos de idade, ex-fumante havia cinco anos (fumava, desde os dezoito anos de idade, cerca de quarenta cigarros por dia), foi internado com exacerbação do quadro. No exame físico, apresentava-se consciente, cianótico, taquipneico, em uso de musculatura acessória, com distensão das veias jugulares e edema de MMII. A ausculta pulmonar mostrou: murmúrio vesicular diminuído globalmente e sibilos esparsos. A gasometria arterial indicou: pH = 7,20, PaCO2 = 58 mmH2O, PaO2 = 50 mmHg, HCO3 = 32 mEq/L e SaO2 = 87% em ar ambiente.
Considerando esse caso clínico, julgue os próximos itens.
No caso, o diagnóstico de DPOC é possível se houver a presença de dispneia, tosse crônica com ou sem secreção e história de exposição aos fatores de risco da doença. Além disso, a espirometria pós-broncodilatador FEV1/CVF < 70 confirmaria a presença de limitação do fluxo aéreo.