Para bem compreendermos o racismo na contemporaneidade é
preciso entender as concepções e definições em disputa, os modos
de operar e as dinâmicas que vem assumindo o estatuto
ontológico da noção de raça, bem como os desafios postos para a
luta antirracista na atualidade.
Ao contrário do que apregoam as leituras liberais, racismo não é
apenas um problema ético, uma categoria jurídica ou um dado
psicológico, racismo é uma relação social, que se estrutura política
e economicamente, destacando-se, sob o ponto de vista das
análises sociais sobre o tema, as seguintes três concepções:
Ao analisar a violência de gênero, Saffioti (2001) elucida que,
nesse fenômeno, o patriarca conta com numerosos asseclas para
a implementação e a defesa diuturna da ordem de gênero
garantidora de seus privilégios.
Para tanto, a autora adota o conceito de
Gramsci afirma que a sociedade civil não mais compreende o
conjunto das relações materiais de produção mas todo o conjunto
da vida espiritual e intelectual. Além de ser o primeiro teórico a
perceber o lugar, por excelência, da organização da cultura,
Gramsci vê a sociedade civil como uma das esferas do Estado em
seu sentido ampliado, onde o que importa não é a ruptura, mas a
complementaridade na qual se desenvolvem conflitos e lutas
políticas de várias ordens entre as forças que lutam pela conquista
de poder.
Em suma, para Gramsci, a sociedade civil é
A atuação profissional dos assistentes sociais com relação às
demandas das populações LGBT tem sido reconhecida como uma
prática que rompe com os preconceitos, direcionando-se ao
reconhecimento da condição de sujeitos detentores de direitos
civis, sociais e políticos.
Nessa direção, estudiosos recomendam que o assistente social que
atua no processo relacionado ao preconceito e discriminação
contra LGBT deve, em primeiro lugar, atender as demandas
urgentes e, em segundo lugar,
Os paradigmas histórico-críticos e culturais propostos pelo
feminismo, convida-nos a adotar uma perspectiva de gênero em
nossas mediações teóricas, partindo de uma concepção crítica da
visão androcêntrica da humanidade, que acabou por excluir
metade do gênero humano dos espaços socioeconômicos e
políticos.
A perspectiva de gênero propõe lançar um novo olhar sobre a
realidade a partir das mulheres e com as mulheres centrada no
reconhecimento da diversidade de gênero que implica
Uma das constatações de Eurico (2020), em sua pesquisa sobre a incidência do racismo praticado contra
crianças e adolescentes nos Serviços de Acolhimento
Institucional, é a de que o trabalho profissional expressa os valores postos pela branquitude, incorporados
em análises conservadoras que naturalizam o racismo.
Em relação às famílias, são reproduzidos na instituição
estereótipos forjados pelo racismo estrutural, que oculta as determinações sócio-históricas presentes na trajetória e no modo de ser das famílias negras e na sua
capacidade protetiva. De acordo com a autora, trata-
-se do racismo institucional, cujos efeitos na vida das
crianças e adolescentes institucionalizados exigem que
se identifiquem suas duas dimensões: a das relações
interpessoais e a dimensão
A presença e a responsabilização da mulher/mãe que vive
em situação de pobreza continuam aparecendo com certa regularidade em autos processuais de destituição do
poder familiar, de acolhimento institucional, de adoção,
entre outros. No âmbito do Serviço Social, a questão de
gênero tem sido usualmente pensada como sinônimo
de mulheres. Os homens aparecem menos e, quando o
fazem, é por derivação; eles se fazem conhecer a partir
da investigação sobre mulheres. As pesquisas em Serviço
Social acabam enfocando a questão da mulher e menos
as relações de gênero propriamente ditas. De acordo com
Alves (2018), não é por acaso que inúmeras vezes o que
desponta nos estudos do Serviço Social, a esse respeito,
é o interesse pelo conceito de
Ao se analisar as opressões às quais são submetidas as mulheres é
imprescindível incorporar a perspectiva de gênero, que tem como
pressuposto a ressignificação da história, da sociedade, da cultura
e da política a partir das mulheres e com as mulheres.
Essa perspectiva está baseada na teoria de gênero que permite
analisar as mulheres e os homens