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Os agrotóxicos são, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, produtos químicos, físicos ou biológicos utilizados nos setores agrícolas, usados para proteção de cultivos. Seu uso está associado a problemas ambientais e de saúde, tanto do operador, quanto do consumidor final. Este tema vem sendo amplamente debatido na sociedade, buscando-se uma redução de suas aplicações e uma conscientização de todos envolvidos na cadeia sobre o uso correto desses produtos. Com base nas informações acima e nos conhecimentos acerca do uso correto dos agrotóxicos, julgue as afirmações a seguir.
I - O uso de EPI é aconselhado para manuseio de agrotóxicos e relevante para a segurança dos trabalhadores. Sendo os principais: luvas, respiradores, viseira, jaleco e calça, boné árabe, botas e avental impermeável;
II - Os agrotóxicos só poderão ser comercializados diretamente ao usuário com a emissão do Receituário Agronômico por profissional previamente habilitado;
III - O armazenamento na propriedade rural deve ser em local próprio e identificado. Deve permanecer trancado, ser ventilado, com piso impermeável e a construção deve ser em alvenaria;
IV - O horário ideal para a aplicação de agrotóxicos é entre 10h e 15h, porque o clima mais seco é mais adequado para a melhor eficiência dos produtos;
V - Para evitar a deriva, que é quando o agrotóxico não atinge o alvo desejado e pode gerar danos em outras áreas, deve-se aplicar o agrotóxico sem a presença de ventos fortes.
Sobre as atividades em educação sanitária do Programa Nacional de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária, julgue as afirmativas a seguir.
I - a formação de profissionais habilitados para fornecer assistência técnica e disseminar os procedimentos sanitários básicos relacionados a temas específicos da defesa agropecuária;
II - a promoção de intercâmbio de experiências e atualização técnica em educação sanitária, por meio de reuniões técnicas, encontros, seminários e congressos de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária entre instituições, entidades e organismos que tratam do tema;
III - o estímulo ao desenvolvimento do sentido de responsabilidade individual e coletiva, nos segmentos produtivos e sociais envolvidos, quanto à necessidade e benefícios decorrentes da manutenção de padrões elevados de sanidade, inocuidade e qualidade dos produtos e serviços ligados à agropecuária nacional;
IV - a promoção de cursos de educação sanitária para capacitar os profissionais envolvidos na cadeia agropecuária.
Leia o texto a seguir:
“Bactrocera carambolae (mosca-da-carambola) é uma espécie de grande relevância à fruticultura devido ao ataque a diversas plantas de importância agrícola (carambola, manga, tomate, laranja, limão, acerola, caju, goiaba, jambo, pimenta, entre outras). Sua origem é asiática e em 1975 foi introduzida no continente americano através do Suriname.
No Brasil, sua primeira detecção ocorreu em 1996 no município de Oiapoque (Amapá). Atualmente há confirmação de sua presença em três estados – Amapá (AP), Pará (PA) e Roraima (RR). Por ser considerada uma das maiores ameaças fitossanitárias à fruticultura brasileira (mesmo sob controle constitui risco à economia agrícola), ter distribuição restrita e estar sob controle oficial, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) categoriza essa espécie como praga quarentenária presente (PQP) para o país. [...]
O maior risco de introdução da praga é através de partes vegetais contaminados, principalmente frutos. A presença da praga afeta diretamente na economia, pois os produtores da região que tenha registrado foco da praga são impedidos de comercializar para que a praga não seja levada de uma região para a outra.
Anteriormente, foram definidos pelo MAPA os procedimentos oficiais de vigilância que devem ser adotados em todo o país para as ações de prevenção, contenção, supressão e erradicação da B. carambolae. Nesta legislação consta o detalhamento das medidas a serem aplicadas no caso de constatação da praga, assim como a orientação sobre o trânsito de frutos de espécies hospedeiras da praga provenientes de áreas sob quarentena, protegidas ou onde a praga já se encontra erradicada, além do trânsito interestadual. ”
Revista Brasileira de Fruticultura. Atualização sobre a situação de Bactrocera carambolae em Roraima, 2019. Disponível em: