As questões 33 e 34 referem-se à obra de Brandão, Carlos R. Em campo aberto. Escritos sobre a educação e a cultura popular. São Paulo: Cortez, 1995.

Segundo Brandão, a educação popular existe mesmo fora e à margem da escola, não se constituindo em modelo pedagógico único e paralelo, pois apresenta um domínio de ideias e práticas regidas pela diferença. Em seus estudos, Brandão aborda alguns significados assumidos pela educação popular, quais sejam:

I. Educação da comunidade primitiva anterior à divisão social do saber.

II. Educação do ensino público.

III. Educação das classes populares.

IV. Educação da sociedade igualitária.

Quais estão corretas?

As questões 37, 38 e 39 referem-se à obra da EMATER/RS-ASCAR. Diretrizes para ação extensionista na EMATER/RS-ASCAR: a gestão do processo de planejamento. Disponível em: www.emater.tche.br

O processo de planejamento das ações é desencadeado basicamente pela interrelação dos seguintes elementos: políticas e programas públicos, valorização de parcerias estratégicas e de espaços participativos de representação social e das necessidades, problemas e linhas de ação definidas em contato direto com as unidades de planejamento. Neste contexto, o planejamento realizado pela EMATER/RS-ASCAR envolve os seguintes pressupostos:

I. Abrange comunidades rurais, municípios, grupos e associações de beneficiários.

II. Articula-se com instituições parceiras e populações beneficiárias.

III. Amplia o escopo da participação, por meio de processos e canais de discussão necessários à elaboração dos planos de desenvolvimento.

IV. Assume como base geográfica o território de um município, tendo em vista que o conjunto de municípios, ou mesmo de localidades de diferentes municípios, apresentam base geográfica diferenciada.

Quais estão corretas?

Paulo Freire pensou em um método de educação construído em etapas, a partir do diálogo entre educador e educando. As etapas do método de Freire são as seguintes:

I. Etapa de investigação: professor e aluno buscam, em conjunto, identificar palavras e temas mais significativos da vida do aluno, dentro de seu universo vocabular e da comunidade onde vive.

II. Etapa de tematização: o professor desafia e inspira o aluno a superar a visão mágica e acrítica do mundo, para uma postura conscientizada.

III. Etapa de problematização: momento da tomada de consciência do mundo, através da análise dos significados sociais dos temas e das palavras.

Quais estão corretas?

As questões 33 e 34 referem-se à obra de Brandão, Carlos R. Em campo aberto. Escritos sobre a educação e a cultura popular. São Paulo: Cortez, 1995. Ao analisar os projetos de intervenção junto às classes populares, Brandão é enfático ao questionar esse processo, criticando-o por não desvelar a riqueza e as contradições que compõem as culturas das classes populares. Em sua análise, o autor afirma que, desde o tempo do surgimento dos movimentos de cultura popular até os anos recentes, as classificações e categorizações de tipos de culturas foram estabelecidas sobre certos pares de opostos muito rudimentares, EXCETO:

Segundo Mendonça, o papel do patronato na formação de um ensino agrícola estatal permeou, dentre outros objetivos, a construção de uma educação ao “trabalhador rural”, moldada conforme o interesse da classe dominante. Segundo a autora, no início da primeira metade do século XX, a concepção de ensino agrícola elementar e médio no Brasil tinha como propósito:

I. Alicerçar as bases de um sistema socialista no Brasil.

II. Produzir uma identidade inferior ao trabalhador rural.

III. Estruturar ações de marketing rural.

Quais estão corretas?

As questões 35 e 36 referem-se à obra de LEITE, S.C. Escola rural: urbanização e políticas educacionais. São Paulo: Cortez, 2002.

Quando se fala na escola rural, devese pensar no homem rural, no seu contexto, na sua dimensão como cidadão e na sua ligação com o processo produtivo. Nesse processo, é importante questionar sua ligação direta com a qualificação profissional e o seu grau de comprometimento e interferência na formação sociopolítica dos rurícolas e a forma como tem acompanhado as transformações ocorridas no campo.

Com base nas ideias de Leite, analise as assertivas abaixo, assinalando C, para as corretas, e E, para as erradas, considerando as variáveis, que ainda são uma constante na educação do campo.

( ) Elevado índice de analfabetismo, sobretudo nas faixas etárias acima de 25 anos.

( ) Adequada remuneração e qualificação dos professores.

( ) Decrescente processo de municipalização da rede de ensino fundamental que afeta a quase totalidade das matrículas nas séries iniciais das escolas rurais.

( ) Elevado índice de exclusão e repetência de alunos e má distribuição das escolas rurais.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

“Quando se chegou à escola rural isolada, foi preciso que se deixasse de lado os tradicionais conceitos que se tinha sobre a instituição escolar. Não havia construção que lembrasse uma escola, nem várias salas de aulas, nem diversas professoras, nem mesmo uma diretora. A começar pelo aspecto físico precário das instalações, a escola isolada parecia o reino do informalismo e da improvisação”. Esse depoimento vem corroborar com as ideias de Therrien e Damasceno sobre as políticas públicas para a educação rural, quando afirmam:

I. A educação rural, enquanto não for atendida no contexto das reivindicações políticas, econômicas, tecnológicas e sociais do trabalhador do campo, deverá permanecer à margem dos reais empreendimentos do Estado.

II. A multiplicação de programas educacionais e a fragmentação das ações e dos financiamentos têm como efeitos e êxitos principais a legitimação das estruturas de poder do Estado democrático e de direito.

III. Embora exista uma organização das comunidades rurais para a construção e manutenção dessas escolas, elas só se efetivam realmente com a chegada do professor naquela localidade. Portanto, é decisiva para a existência das escolas isoladas rurais a presença não só desses professores, mas também de alunos dispostos a frequentar as aulas.

Quais estão corretas?

As questões 40 e 41 referem-se à obra: Fonseca, Maria T. L. da. A extensão rural no Brasil, um projeto educativo para o capital. São Paulo: Loyola, 1985.

A extensão rural teve o início de suas práticas nos Estados Unidos da América do Norte, após a Guerra da Secessão, período em que houve a transição da agricultura escravagista para a mercantil e capitalista. Os produtores passaram a se organizar em associações agrícolas para discutir seus problemas de comercialização na procura de soluções para o aumento de sua produtividade. Essa política de intercâmbio possibilitou o surgimento de:

I. Feiras e concursos para expor os resultados conseguidos através da troca de experiências.

II. Pesquisas agrícolas organizadas pelos trabalhadores do campo.

III. Conselhos da Agricultura, que atuavam em conjunto com as universidades e colleges.

Quais estão corretas?

As questões 31 e 32 referem-se à obra de AUED, B.; VENDRAMINI, C. R. (Org.). Educação do campo: desafios teóricos e práticos. Florianópolis: Insular, 2009. Dentre as questões abaixo, assinale a única que NÃO contribui para responder alguns dos desafios teóricos e práticos da Educação do Campo.

Em relação à América Latina, Werthein e Bordenave apresentam os objetivos das iniciativas históricas de educação rural na América Latina e dos projetos de educação rural promovidos por organizações governamentais ou não, nacionais ou internacionais. Nesse sentido, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.

Coluna 1 – América Latina

1. Educação rural.

2. Projetos de educação rural das organizações.

Coluna 2 – Objetivos

( ) Aumentar a produtividade agrícola como forma de diminuir os índices negativos da balança comercial dos países da América Latina.

( ) Aumentar a produção agrícola e diminuir a migração em direção aos grandes centros urbanos.

( )Melhorar as práticas de trabalho do agricultor através do ensino de conhecimentos e destrezas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

As questões 35 e 36 referem-se à obra de LEITE, S.C. Escola rural: urbanização e políticas educacionais. São Paulo: Cortez, 2002. As primeiras iniciativas de educação rural têm início entre 1910 e 1920, período em que houve um forte movimento migratório interno, quando um grande número de rurícolas deixou o campo, e iniciou-se um processo de industrialização mais amplo. Na época, a preocupação em conter o fluxo migratório e fixar o homem no campo recebeu o nome de
As questões 40 e 41 referem-se à obra: Fonseca, Maria T. L. da. A extensão rural no Brasil, um projeto educativo para o capital. São Paulo: Loyola, 1985. O processo de implantação de extensão rural no Brasil surgiu com a preocupação do governo com a alta migração rural para as zonas urbanas, situação que contribuiu para o surgimento da escola rural como solução para estancar esse processo. Esta proposta não foi muito além da década de 40, quando novas ideias foram implementadas para que houvesse melhor preparação do homem do campo e elevá-lo a uma condição de vida mais digna, por meio da difusão da ideia e do valor da autoajuda. Esse método só seria concretizado com o aperfeiçoamento e a execução de métodos e técnicas de uma prática não pedagógica e não escolar, denominada:
As questões 31 e 32 referem-se à obra de AUED, B.; VENDRAMINI, C. R. (Org.). Educação do campo: desafios teóricos e práticos. Florianópolis: Insular, 2009. A Pedagogia que defende o resgate da formação docente e a construção problematizadora do conhecimento, com práticas pedagógicas e análises críticas acerca dos fatores culturais, políticos, econômicos e sociais que influenciaram e influenciam as diferentes etapas e processos históricos da educação do campo no Brasil, é a Pedagogia da