Um paciente de 45 anos de idade foi internado em uma UTI devido a quadro de infecção respiratória grave. O paciente estava sob ventilação mecânica invasiva. A análise dos parâmetros ventilatórios mostrou: pressão de pico = 50 cmH2O; pressão de platô = 10 cmH2O; fluxo = 20 L/s; volume corrente = 350 mL; PEEP total = 8 cmH2O. Os valores obtidos na coleta de gasometria arterial do paciente foram: pH 7,38; PaCO2 = 68 mmHg; PaO2 = 60 mmHg; HCO3 = 32 mmol/L; BE = -5 mEq/L.
A respeito do caso clínico precedente, julgue os itens que se seguem.
O valor da resistência encontrada nas vias aéreas (Raw), que é igual a 2 cmH2O/L/s, sugere a presença de secreção, sendo necessária a realização de manobras de higiene brônquica/aspiração.Um homem com sessenta e cinco anos de idade, fumante desde os dezoito anos de idade, foi atendido no pronto-socorro, com dispneia progressiva aos esforços e tosse, com expectoração espessa e frequência respiratória de 30 irpm. Os resultados da gasometria arterial foram: pH = 7,25; PaCO2 = 68 mmH2O; PaO2 = 50 mmHg; HCO3 = 32 mEq/L; SatO2 = 87% com cateter de oxigênio a 3 L/m. A espirometria após broncodilatador apresentou: CVF(L) = 2,22 (79% do previsto); VEF1 (L) = 1,03 (42% do previsto); e VEF1/CVF = 46,30 (53% do previsto). Os dados obtidos das pressões respiratórias máximas foram: PImáx = 55 cmH2O (60% do previsto); e Pemáx = 60 cmH2O (63% do previsto).
Acerca desse caso clínico, julgue os seguintes itens.
A espirometria indicou limitação do fluxo aéreo severo, detectado pela porcentagem (%) do valor predito para VEF1.Uma paciente jovem, vítima de acidente automobilístico, estava em ventilação mecânica invasiva, com os seguintes parâmetros: modo assistido/controlado; pressão controlada de 16 cmH2O; tempo inspiratório de 1,8 segundo; PEEP de 20 cmH2O; frequência respiratória de 10 rpm; e FiO2 de 100%.
Considerando o caso clínico precedente, julgue os itens que se seguem.
O modo ventilatório apresenta uma pressão fixa; o volume corrente é constante e a ciclagem é a tempo.Um paciente de 45 anos de idade foi internado em uma UTI devido a quadro de infecção respiratória grave. O paciente estava sob ventilação mecânica invasiva. A análise dos parâmetros ventilatórios mostrou: pressão de pico = 50 cmH2O; pressão de platô = 10 cmH2O; fluxo = 20 L/s; volume corrente = 350 mL; PEEP total = 8 cmH2O. Os valores obtidos na coleta de gasometria arterial do paciente foram: pH 7,38; PaCO2 = 68 mmHg; PaO2 = 60 mmHg; HCO3 = 32 mmol/L; BE = -5 mEq/L.
A respeito do caso clínico precedente, julgue os itens que se seguem.
Se o quadro clínico desse paciente evoluir para modo ventilatório de pressão de suporte = 7 cmH2O, PEEP = 5 cmH2O e FiO2 de 30%, com frequência respiratória de 35 irpm e volume corrente de 300 mL, a análise do índice de Tobin poderá indicar possibilidade de fracasso no desmame ventilatório.Uma mulher com quarenta anos de idade, após permanecer em VMI por 48 h, apresenta critérios para iniciar o processo de desmame ventilatório. O teste de respiração espontânea (TRE) foi realizado em tubo T por 30 min, e a paciente apresentou estabilidade hemodinâmica, FR = 18 irpm, volume/minuto (VM) = 9 L/min e pressão inspiratória máxima de (PImáx) -35 cmH2O.
Nesse caso clínico,
a paciente apresenta fatores de risco para a falência respiratória, tendo como indicação o uso da ventilação não invasiva (VNI) preventiva.Uma mulher com quarenta anos de idade, após permanecer em VMI por 48 h, apresenta critérios para iniciar o processo de desmame ventilatório. O teste de respiração espontânea (TRE) foi realizado em tubo T por 30 min, e a paciente apresentou estabilidade hemodinâmica, FR = 18 irpm, volume/minuto (VM) = 9 L/min e pressão inspiratória máxima de (PImáx) -35 cmH2O.
Nesse caso clínico,
a ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) é um modo de desmame ventilatório que apresenta como principal desfecho a redução do tempo desse tipo de desmame.Um paciente de 45 anos de idade foi internado em uma UTI devido a quadro de infecção respiratória grave. O paciente estava sob ventilação mecânica invasiva. A análise dos parâmetros ventilatórios mostrou: pressão de pico = 50 cmH2O; pressão de platô = 10 cmH2O; fluxo = 20 L/s; volume corrente = 350 mL; PEEP total = 8 cmH2O. Os valores obtidos na coleta de gasometria arterial do paciente foram: pH 7,38; PaCO2 = 68 mmHg; PaO2 = 60 mmHg; HCO3 = 32 mmol/L; BE = -5 mEq/L.
A respeito do caso clínico precedente, julgue os itens que se seguem.
A ventilação em posição prona está indicada para pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), já que a ventilação nessa posição está associada à melhor relação V/Q (onde V é a ventilação e Q representa a perfusão) e, portanto, à melhora nas trocas gasosas.Uma mulher com quarenta anos de idade deu entrada no pronto-socorro, apresentando frequência respiratória de 22 irpm, dispneia e febre. Os resultados da gasometria arterial foram: pH = 7,33; PaCO2 = 48 mmH2O; PaO2 = 50 mmHg; HCO3 = 24 mEq/L; e SatO2 = 87%. Ela iniciou tratamento com oxigenoterapia por meio de máscara de Venturi a 50% (15 L/m). Foi apresentada como hipótese diagnóstica pneumonia adquirida na comunidade.
A respeito do caso em tela e de aspectos diversos a ele relacionados, julgue os próximos itens.
A curva de dissociação do O2 é desviada para esquerda, caracterizando o efeito Haldane.Um homem com sessenta e cinco anos de idade, fumante desde os dezoito anos de idade, foi atendido no pronto-socorro, com dispneia progressiva aos esforços e tosse, com expectoração espessa e frequência respiratória de 30 irpm. Os resultados da gasometria arterial foram: pH = 7,25; PaCO2 = 68 mmH2O; PaO2 = 50 mmHg; HCO3 = 32 mEq/L; SatO2 = 87% com cateter de oxigênio a 3 L/m. A espirometria após broncodilatador apresentou: CVF(L) = 2,22 (79% do previsto); VEF1 (L) = 1,03 (42% do previsto); e VEF1/CVF = 46,30 (53% do previsto). Os dados obtidos das pressões respiratórias máximas foram: PImáx = 55 cmH2O (60% do previsto); e Pemáx = 60 cmH2O (63% do previsto).
Acerca desse caso clínico, julgue os seguintes itens.
Nessa situação, a VNI deverá ser considerada até 2 h, para melhorar o nível de consciência devido à redução da hipercapnia.Um paciente de 45 anos de idade foi internado em uma UTI devido a quadro de infecção respiratória grave. O paciente estava sob ventilação mecânica invasiva. A análise dos parâmetros ventilatórios mostrou: pressão de pico = 50 cmH2O; pressão de platô = 10 cmH2O; fluxo = 20 L/s; volume corrente = 350 mL; PEEP total = 8 cmH2O. Os valores obtidos na coleta de gasometria arterial do paciente foram: pH 7,38; PaCO2 = 68 mmHg; PaO2 = 60 mmHg; HCO3 = 32 mmol/L; BE = -5 mEq/L.
A respeito do caso clínico precedente, julgue os itens que se seguem.
Para pacientes com obesidade mórbida, é recomendada a indicação de ventilação na posição prona, por promover a manutenção da abertura das vias aéreas e dos alvéolos, melhorar as trocas gasosas e otimizar a relação V/Q (em que V é a ventilação e Q representa a perfusão).Um homem com sessenta e cinco anos de idade, fumante desde os dezoito anos de idade, foi atendido no pronto-socorro, com dispneia progressiva aos esforços e tosse, com expectoração espessa e frequência respiratória de 30 irpm. Os resultados da gasometria arterial foram: pH = 7,25; PaCO2 = 68 mmH2O; PaO2 = 50 mmHg; HCO3 = 32 mEq/L; SatO2 = 87% com cateter de oxigênio a 3 L/m. A espirometria após broncodilatador apresentou: CVF(L) = 2,22 (79% do previsto); VEF1 (L) = 1,03 (42% do previsto); e VEF1/CVF = 46,30 (53% do previsto). Os dados obtidos das pressões respiratórias máximas foram: PImáx = 55 cmH2O (60% do previsto); e Pemáx = 60 cmH2O (63% do previsto).
Acerca desse caso clínico, julgue os seguintes itens.
O paciente em questão apresenta um índice de oxigenação (relação PaO2/FiO2 ) entre 150 a 160.