O filósofo inglês John Locke é conhecido como fundador do liberalismo, doutrina que foi apropriada pela burguesia para legitimar a própria ascensão política e justificar a reivindicação do direito à propriedade privada.
Segundo Locke, o direito à propriedade
O filósofo da ciência Karl Popper defendeu a ideia de falseabilidade como critério lógico para avaliação das teorias científicas.
Assinale a opção que descreve corretamente um aspecto do falsificacionismo popperiano.
Relacione os pensadores pré-socráticos aos seus respectivos fragmentos.
1. Parmênides de Eleia 2. Empédocles de Agrigento 3. Heráclito de Éfeso 4. Anaximandro de Mileto
( ) “Todas as coisas se dissipam onde tiveram a sua gênese, conforme a culpabilidade; pois pagam umas às outras castigo e expiação pela injustiça, conforme a determinação do tempo.” ( ) “Deus é dia e noite, inverno e verão, guerra e paz, abundância e fome. Mas toma formas variadas, assim como o fogo, quando misturado com essências, toma o nome segundo o perfume de cada uma delas.”
( ) “Deixam-se levar, surdos e cegos, mentes obtusas, massa indecisa, para a qual o ser e o não-ser é considerado o mesmo e não o mesmo, e para a qual em tudo há uma via contraditória.” ( ) “Ainda outra coisa te direi. Não há nascimento para nenhuma das coisas mortais, como não há fim na morte funesta, mas somente composição e dissociação dos elementos compostos.”
Assinale a opção que mostra a relação correta, na ordem apresentada.
No diálogo platônico Mênon, Sócrates mostra ao seu interlocutor que alguém que jamais teve educação formal, como o jovem escravo com quem conversa, é capaz de enunciar, por conta própria e de maneira correta, o teorema de Pitágoras.
Assinale a opção que identifica corretamente a tese platônica ilustrada pela situação do diálogo.
“O curso dos acontecimentos deu ao gênio da época uma direção que ameaça afastá-lo mais e mais da arte do Ideal. Esta tem de abandonar a realidade e elevar-se, com decorosa ousadia, para além da privação; pois a arte é filha da liberdade e quer ser legislada pela necessidade do espírito, não pela privação da matéria. Hoje, porém, a privação impera e curva em seu jugo tirânico a humanidade decaída. A utilidade é o grande ídolo do tempo; quer ser servida por todas as forças e cultuada por todos os talentos.”
SCHILLER, Friedrich. A educação estética do homem: numa série de cartas. São Paulo: Iluminuras, 1989.
De acordo com o texto acima, é correto afirmar que o autor
Sobre a forma maquiaveliana de pensar a política, a chamada “revolução maquiaveliana”, é correto afirmar que
“O pensamento conceitual ou lógico opera de maneira diferente e mesmo oposta à do pensamento mítico.”
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2010.
Com base na obra citada, assinale a opção que caracteriza corretamente o pensamento mítico e o conceitual, respectivamente.
A filosofia kantiana propôs superar a controvérsia entre inatismo e empirismo, elaborando uma nova posição acerca das possibilidades do conhecimento humano.
Assinale a opção que identifica corretamente uma tese kantiana sobre as possibilidades do conhecimento humano.
“Seguir o filão complexo da proveniência é, ao contrário, manter o que se passou na dispersão que lhe é própria: é demarcar os acidentes, os ínfimos desvios – ou, ao contrário, as inversões completas –, os erros, as falhas na apreciação, os maus cálculos que deram nascimento ao que existe e em valor para nós; é descobrir que na raiz daquilo que nós conhecemos e daquilo que somos – não existem a verdade e o ser, mas a exterioridade do acidente.”
FOUCAULT, Michel. Nietzsche, a genealogia e a história. In Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.
Sobre a concepção de História contida no método genealógico de Foucault, é correto afirmar que
Uma doutrina filosófica é capaz de se impor, ganhando força de crença e peso de verdadeiro preconceito sobre as mentes, caso não seja questionada e posta em movimento. Torna-se, assim, uma espécie de fábula que faz obstáculo às capacidades intelectuais e à instalação de uma mentalidade científica.
O trecho acima descreve o que Francis Bacon chamou de ídolos
Ao longo dos séculos de sua existência, a civilização grega viu não apenas o surgimento da filosofia como também suas transformações e as mudanças de enfoque de suas investigações.
Assinale a opção que caracteriza a forma de investigação predominante no período pré-socrático.
“Pois de nenhum modo submeto Deus ao fado, mas concebo que todas as coisas se seguem da natureza de Deus por uma necessidade inevitável, do mesmo modo que todos concebem que, da própria natureza de Deus, segue-se que Deus entende a si mesmo; certamente, ninguém nega que isso se segue necessariamente da natureza divina, e, todavia, ninguém concebe Deus coagido por algum fado, mas sim que ele, ainda que necessariamente, entende a si mesmo com total liberdade.”
ESPINOSA, Bento de. Correspondência entre Espinosa e Oldenburg. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, Carta LXXV.

Assinale a opção que identifica corretamente a concepção espinosana de Deus.

“Por fim, de maneira infeliz, inferiu-se que a doutrina das Ideias de Platão e a crítica da razão de Kant não teriam concordância alguma. Exatamente porque se permaneceu preso às palavras, não se penetrou no conteúdo dos dois grandes mestres, não se entregou a eles de maneira fiel e séria, seguindo sua cadeia de pensamentos. Caso se tivesse feito isso, então se teria de perceber, sem sombra de dúvida, como os dois grandes sábios concordam e como o espírito, o alvo de ambas as doutrinas, é o mesmo.”
Adaptado de SCHOPENHAUER, Arthur. Metafísica do Belo. São Paulo: Editora UNESP, 2003.
Schopenhauer busca conciliar, em sua doutrina, os pensamentos de Platão e Kant. Assinale a opção que identifica um aspecto do pensamento de Schopenhauer inspirado por um desses filósofos.
“Apesar do etnocentrismo não servir como critério para o abandono das contribuições filosóficas de Kant, Hegel, Voltaire e de outros tantos filósofos, não é adequado desconsiderar o racismo epistêmico como um viés decisivo para entender esses trabalhos e seus desdobramentos. A suposta razão universal do Iluminismo é uma ‘razão metonímica’ (que toma a parte pelo todo), porque é, na verdade, branca e masculina. Trata-se, em vez disso, de defender o conceito de pluriversal, que não se opõe ao de universal; distante da lógica dicotômica — ‘ou isso ou aquilo’ —, a pluriversalidade nos convida a pensar usando a tática da inclusão — ‘isso e aquilo’.”
Adaptado de NOGUERA, Renato. O ensino de filosofia e a lei 10.639. Rio de Janeiro: Pallas: Biblioteca Nacional, 2014.
De acordo com o trecho citado, é correto afirmar que
“De há muito, a filosofia correlacionou verdade e ser. A própria filosofia se determina como ciência da verdade. Ao mesmo tempo, porém, como ciência que considera o ente enquanto ente, ou seja, no tocante ao seu ser.”
Adaptado de HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Petrópolis: Editora Vozes, 2005.
Assinale a opção que identifica corretamente a concepção heideggeriana de verdade.
Aristóteles estabelece a mais antiga lógica formal conhecida no Ocidente. Parte fundamental desta lógica é a noção de silogismo, uma forma de demonstração segura de verdades a partir do encadeamento rigoroso de proposições.
Com relação às regras aristotélicas da inferência silogística, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Um silogismo deve conter somente três termos. ( ) Em um silogismo, duas premissas negativas resultam sempre em uma conclusão positiva. ( ) Em um silogismo, o termo médio deve aparecer na conclusão.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
Aristóteles chamou de Filosofia Primeira aquela parte da Filosofia que é anterior a todas as demais, dado que investiga as condições mais fundamentais do existente e do cognoscível.
Assinale a opção que identifica corretamente o conceito fundamental da Filosofia Primeira de Aristóteles.
“O que pode então significar ‘identidade’, e o que alicerça a pressuposição de que as identidades são idênticas a si mesmas, persistentes ao longo do tempo, unificadas e internamente coerentes? Em que medida as práticas reguladoras de formação e divisão do gênero constituem a identidade, a coerência interna do sujeito, e, a rigor, o status autoidêntico da pessoa? Em que medida é a ‘identidade’ um ideal normativo, ao invés de uma característica descritiva da experiência? A própria noção de ‘pessoa’ se veria questionada pela emergência cultural daqueles seres cujo gênero é ‘incoerente ou ‘descontínuo’.”
Adaptado de BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.
Com relação ao trecho acima, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa:
( ) A autora defende o fortalecimento das identidades pessoais contra as normatividades da cultura e da sociedade. ( ) A autora problematiza a noção de coerência subjetiva, questionando as relações de poder a ela subjacentes. ( ) A autora considera a expectativa de coerência da identidade como relacionada a uma noção normativa de “pessoa”.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
Relacione as autoras listadas a seguir a seus respectivos legados para o pensamento.
1. Hipátia de Alexandria 2. Safo de Lesbos 3. Aspásia de Mileto 4. Hildegarda de Bingen
( ) Mestra da retórica, surpreende a sociedade do seu tempo com seus discursos e educa atenienses ilustres em sua arte. ( ) Poeta lírica contemporânea à filosofia pré-socrática, expressa em sua obra o aparecimento de uma nova sensibilidade que se afasta da tradição. ( ) Filósofa neoplatônica, matemática e astrônoma, assassinada violentamente no contexto da ascensão do cristianismo. ( ) Polímata, contraria os estereótipos negativos de seu tempo ao se destacar em cosmologia, medicina, ética, na poesia mística e na música.
Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.
No século XX, as chamadas ciências humanas buscaram estratégias metodológicas que fossem, simultaneamente, apropriadas aos seus objetos e garantidoras do rigor dos seus achados. O estruturalismo foi uma dessas estratégias que, a partir da linguística, se expandiu para a antropologia e outros campos.
Sobre o paradigma estrutural, é correto afirmar que
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