Considere as seguintes misturas heterogêneas de sólidos:

I - Amendoim torrado e suas cascas.

II - Serragem e limalha de ferro.

III- Areia e brita. Assinale a opção que apresenta, respectivamente, os processos que permitem a separação das frações das misturas acima.

The Vikings

Raiders, travelers or brave explorers?

The Vikings sailed the seas, attacked towns, and stole treasures all over Europe between 800 and 1100. They started from Scandinavia and attacked many countries in Europe. They settled in Britain, Ireland and France. They also crossed the Atlantic Ocean and arrived in Iceland and Greenland. They discovered North America but they also traveled east to Russia and south to Arabia.

They were good farmers and excelient shipbuilders. They used their ships for war. They also used them to carry people and goods to new lands. In winter, when there was not much farm work to do, they stayed home and did other interesting jobs. Men made swords to use them in battle. The Vikings liked swords so much they often decorated them with gold and gave them names. Women cooked and made clothes, shoes, and jewelry for themselves,______ children and husbands.

In 866 the Vikings captured an Anglo-Saxon town. They called it Jorvik and it was the capital of the Viking kingdom for 200 years. They made Jorvik rich and one of the most famous cities in Britain. Some years ago, archeologists discovered part of that Viking town in York, the modern city of Jorvik. They found many things such as jewelry, coins and clothes. If you ever go to York and you want to traveli back in time and see how the Vikings lived, visit the Jorvik Centre!

Adapted from Wilson, D. M. (1987) The Vikings, Activity Book, British Museum Press http://www.pi-schools.gr/books/gymnasio/aggl_a_prox/ergas/043-060.pdf

All the statements below are correct about the Vikings, EXCEPT that they

Texto 01

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais.

[. • •]

Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, salas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.

Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.

Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade.

Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida de que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.

Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo de que elesajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e ajudar a sua família, e ao mesmo tempo se dispõe a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando.

A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.

Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem-estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita, também, o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis.

A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.

(YOKOTA, Paulo. Os problemas da educação no Brasil. Em http://www,cartacapital.com.br/

educacao/os-problemas-da-educacao-no-brasil- 657.html - Com adaptações)

Em qual opção a pontuação do período está plenamente adequada?

No que se refere à concordância verbal, observe as frases abaixo.

I- Espera-se muitas novidades no campo da informática educacional este ano.

II- Em todos os países, faz-se muitas promessas aos fabricantes de mídias digitais.

III- Choveram reclamações sobre o novo celular disponibilizado nas lojas do ramo.

IV- Houveram-se muito bem os expositores da Feira de Tecnologia no Anhembi.

Assinale a opção correta.

Campeonato do desperdício
No campeonato do desperdício, somos campeões em várias modalidades. Algumas de que nos orgulhamos e outras de que nem tanto. Meu amigo Adamastor, antropólogo das horas vagas, não me deu as causas primeiras de nossa primazia, mas forneceu-me uma lista em que somos imbatíveis. Claro, das modalidades que "nem tanto".
Vocês já ouviram falar em lixo rico? Somos os campeões. Nosso lixo faria a fartura de um Haiti. Com o que jogamos fora e que poderia ser aproveitado, poder-se-ia alimentar muito mais do que a população do Haiti. Há pesquisas do assunto e cálculos exatos que "nem tanto". Somos um país pobre com mania de rico. E nosso lixo é mais rico do que o lixo dos países ricos. Meu falecido pai costumava dizer: rico raspa o queijo com as costas da faca; remediado corta uma casca bem fininha; pobre, contudo, arranca uma lasca imensa do queijo. Meu pai dizia, e tenho a impressão que meu pai era um homem preconceituoso, mas em termos de manuseio dos alimentos nacionais, arrancamos uma lasca imensa do queijo, ah, sim, arrancamos.
Outra modalidade em que somos campeões absolutos, o desperdício do transporte. Ninguém no mundo consegue, tanto quanto nós, jogar grãos nas estradas. Não viajo pouco e me considero testemunha ocular. A Anhanguera, por exemplo, tem verdadeiras plantações de soja em suas margens. Quando pego uma traseira de caminhão e aquela chuva de grãos me assusta, penso rápido e fico calmo: faz parte da competição e temos de ser campeões.
Na construção civil o desperdício chega a ser escandaloso. Um dia o Adamastor, antropólogo das horas vagas, me veio com uma folha de jornal onde se liam estatísticas indecentes. Com o que se joga fora de material (do mais bruto ao mais sofisticado) , o Brasil poderia construir todos os estádios que a FIFA exige e ainda poderia exportar cidades para o mundo.
Antigamente, este que vos atormenta, levava um litro lavado para trocar por outro cheio de leite. Você, caro leitor, talvez nem tenha notícia disso. Mas era assim. Agora, compra-se o leite e sua embalagem internamente aluminizada para jogá-la no lixo. Quanto de nosso petróleo vai para o lixo em forma de sacos plásticos? Vocês já ouviram falar que o petróleo é um recurso inesgotável? Claro que não! Mas sente algum remorso ao jogar os sacos trazidos do supermercado no lixo? Claro que não. Nossa cultura de mosaico nos tirou a capacidade de ligar os fenômenos entre si.
E o que desperdiçamos de talentos, de esforço educacional? São advogados atendendo em balcão de banco, engenheiros vendendo cachorro-quente nas avenidas de São Paulo, são gênios que se desperdiçam diariamente como se fossem recursos, eles também, inesgotáveis. No dia em que a gente precisar, vai lá e pega. No dia em que a genteprecisar, pode não existir mais. Não importa, vivemos no melhor dos mundos, segundo a opinião do Adamastor, o gigante, plagiando um tal de Dr. Pangloss, que ironizava um tal de Leibniz.BRAFF, Menalton.

Em www.cartacapital.com.br - Acesso em 14 jan., 2013 - adaptado.

Dr.Pangloss - personagem de Cândido, de Voltaire. Caracteriza-se pelo extremo otimismo.
Leibniz - Autor da teoria de que nada acontece ao acaso. Estamos no melhor dos mundos possíveis, o ser só é, só existe, porque é o melhor possível. Adamastor, o- gigante - personificação do Cabo das Tormentas, em Os Lusíadas, do escritor português Luiz Vaz de Camões,
Em que opção a análise morfossintática do texto está adequada?
Considere as afirmações a seguir.
I- Seja P o conjunto dos números naturais pares positivos P = {2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}. A soma de parcelas distintas, formada pelos inversos dos elementos de P, desde 2 até ‘m1, com m P, terá como resultado um número inteiro. II- Se x é um número real e x < 0, então √x2 = -x. III- A medida da corda determinada por uma reta numa circunferência é menor ou igual à medida do seu diâmetro.
Essas afirmações são, respectivamente:
Assinale a opção na qual o vocábulo em destaque NÃO tem a mesma classificação morfológica dos demais.

Analise as afirmativas a seguir.

I - É uma organela membranosa, responsável pela respiração celular.

II - É uma organela constituída por um sistema de canais membranosos, que pode ou não conter ribossomos aderidos.

III- É uma organela que contêm as substâncias necessárias à digestão celular.

IV - É uma organela formada por um conjunto de sáculos empilhados que formam vesículas de exportação.

Assinale a opção que nomeia as organelas I, II, III e IV, nessa ordem.

Considere um conjunto de 6 meninos com idades diferentes e um outro conjunto com 6 meninas também com idades diferentes. Sabe-se que, em ambos os conjuntos, as idades variam de 1 ano até 6 anos. Quantos casais podem-se formar com a soma das idades inferior a 8 anos?
Os números {35041000}7, (11600)7 e (6235000)7 estão na base 7 . Esses números terminam, respectivamente, com 3, 2 e 4 zeros. Com quantos zeros terminará o número de base decimal n=212012,na base 7?
A segunda Constituição brasileira estabeleceu o voto direto. No entanto, a grande maioria da população foi excluída das eleições porque:

Um pesquisador, que precisava descobrir algumas características de uma determinada substância, realizou certos experimentos utilizando uma fonte de potência constante de 1600W. Sabe-se que a potência térmica se relaciona com a quantidade de calor através da igualdade P = G/Δt, onde P é a potência, Q é a quantidade de calor trocado e Δt é o intervalo de tempo de funcionamento da fonte. Sendo assim, analise os experimentos realizados por esse pesquisador, descritos abaixo.

I - Tendo como objetivo medir o calor latente de fusão,colocou, em um recipiente, 1 kg da substância no estadosólido e, do início da fusão até o derretimento completo,anotou um intervalo de tempo de 5 minutos para ofuncionamento da fonte térmica.

II - Tendo como objetivo medir o calor específico da substância no estado líquido, utilizou a massa de 1 kg, já derretida no experimento I, e anotou que, para uma variação de 30°C na temperatura, foram necessários apenas 2 minutos de funcionamento da fonte térmica.

Uma boa parte do sucesso de um processo de purificação de um material reside na escolha do método mais apropriado para separar os seus componentes .

Qual das opções apresenta um método que NÃO serve para separar um sólido insolúvel de um líquido?

"Na madrugada de 11 de maio de 1938, o jovem tenente e seus homens invadiram o Palácio Guanabara, onde então morava Getúlio, tentaram metralhar toda a família presidencial, mas logo eram rechaçados sem dó.[ ...] Mas logo pipocou a primeira bala, no Palácio Guanabara, e já Filinto [Muller] abandonava os camisas-verdes e se punha, 'leal como sempre', ao lado de Vargas. [ ...] sufocada a rebelião, Filinto Muller se pôs à testa da dura repressão que iria ter começo contra os adeptos, em todo o país, da versão brasileira do nazismo de Hitler e do fascismo de Mussolini." (Joel Silveira. Revista Nossa História. Abril 2005. Ano 2/n° 18. p.59. Adaptado)

O texto acima faz referência à ação:
Analise as afirmativas abaixo, referentes ao Segundo reinado.

I - Valendo-se da prerrogativa do padroado, o imperador rejeitou a bula papal que proibia a permanência de membros da maçonaria dentro dos quadros da Igreja Católica.

II - Uma das principais consequências da guerra do Paraguai para o Brasil foi o fortalecimento do Exército brasileiro.

III- Como desfecho da Questão Christie, o imperador D. Pedro II decidiu romper relações diplomáticas com os Estados Unidos.

IV - A Lei de Terras, aprovada em 1850, determinava que as terras públicas só poderiam torna-se propriedade privada por meio da compra.

Assinale a opção correta.

Sobre a Guarda Nacional, é correto afirmar que:
Considere # o operador matemático que associa a raiz quadrada do menor quadrado perfeito maior que a soma das parcelas envolvidas, isto é, 3 #8 = √l6 =4 porque o menor quadrado perfeito maior que a soma (3+8=11) é 16 e sua raiz quadrada é 4. Assim, se x = {5 # [6 # (7 # 8 )]}2#11 e y = {[(5#6)#7]#8}3#5, é correto afirmar que o valor de x # y é

Helpinq at a hospital

Every year many young peopie finish school and then take a year off before they start work or go to college. Some of them go to other countries and work as volunteers. Volunteers give their time to help people. For example, they work in schools or hospitais, orthey help with conservation.

Mike Coleman is 19 and______________in Omaha, Nebraska, in the United States. He wants to become a teacher but now he ______________ in Namibia. He's working in a hospital near Katima Mulilo. He says, " I'm working with the doctors and nurses here to help sick peopie. I'm not a doctor but I can do a lot of things to help. For example, I help carry peopie who can't walk. Sometimes I go to villages in the mobile hospital, too. There aren't many doctors here so they need help from peopie like me. I don't get any money, but that's OK, l'm not here for the money.”

"I'm staying here for two months, and I'm living in a small house with five other volunteers. The work is hard and the days are long, but I'm enjoying my life here. I'm learning a lot about life in Southern África and about myself! When I finish the two months' work, I want to travel in and around Namibia for three weeks. For example, I want to see the animais in the Okavango Delta in Botswana."

http://vyre-legacy-access.cambridge.org

Read the statements below to check if they are true (T) or false (F), and choose the option that respectively represents the statements.

( ) Some volunteers work with preservation.

( ) Mike Coleman often works in a hospital.

( ) Mike is happy because the work is hard.

( ) lt's a personal experience, in Mike's opinion.

Encontros e desencontros


Hoje, jantando num pequeno restaurante aqui perto de casa, pude presenciar, ao vivo, uma cena que já me tinham descrito. Um casal de meia idade se senta à mesa vizinha da minha. Feitos os pedidos ao garçom, o homem, bem depressinha, tira o celular do bolso, e não mais o deixa, a merecer sua atenção exclusiva. A mulher, certamente de saber feito, não se faz de rogada e apanha um livro que trazia junto à bolsa. Começa a lê-lo a partir da página assinalada por um marcador. Espichando o meu pescoço inconveniente (nem tanto, afinal as mesas eram coladinhas) deu para ver que era uma obra da Martha Medeiros.

Desse modo, os dois iam usufruindo suas gulodices, sem comentários, com algumas reações dele, rindo com ele mesmo com postagens que certamente ocorriam em seu celular. Até dois estranhos, postos nessa situação, talvez acabassem por falar alguma coisa. Pensei: devem estar juntos há algum tempo, sem ter mais o que conversar. Cada um sabia tudo do outro, nada a acrescentar, nada de novo ou surpreendente. E assim caminhava, decerto, a vida daquele casal.

O que me choca, mesmo observando esta situação, como outras que o dia a dia me oferece, é a ausência de conversa. Sem conversa eu não vivo, sem sua força agregadora para trocar idéias, para convencer ou ser convencido pelo outro, para manifestar humor, para desabafar sobre o que angustia a alma, em suma, para falar e para ouvir. A conversa não é a base da terapia? Sei não, mas, atualmente, contar com um amigo para jogar conversa fora ou para confessar aquele temor que lhe está roubando o sossego talvez não seja fácil. O tempo também, nesta vida corre-corre, tem lá outras prioridades. Mia Couto é contundente: “Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. " Até se fala muito, mas ouvir o outro? Falo de conversas entre pessoas no mundo real. Vive-se hoje, parece, mais no mundo digital. Nele, até que se conversa muito; porém, é tão diferente, mesmo quando um está vendo o outro. O compartilhamento do mesmo espaço, diria, é que nos proporciona a abrangência do outro, a captação do seu respirar, as batidas de seu coração, o seu cheiro, o seu humor...

Desse diálogo é que tanta gente está sentindo falta. Até por telefone as pessoas conversam, atualmente, bem menos. Pelo whatsApp fica mais fácil, alega-se. Rapidinho, rapidinho. Mas e a conversa? Conversa-se, sim, replicam. Será? Ou se trocam algumas palavras? Quando falo em conversa, refiro-me àquelas que se esticam, sem tempo marcado, sem caminho reto, a pularem de assunto em assunto. O whatsApp é de graça, proclamam. Talvez um argumento que pode ser robusto, como se diz hoje, a favor da utilização desse instrumento moderno.

Mas será apenas por isso? Um amigo me lembra: nos whatsApps se trocam mensagens por escrito. Eu sei. Entretanto, língua escrita é outra modalidade, outro modo de ativar a linguagem, a começar pela não copresença física dos interlocutores. No telefone, não há essa copresença física, mas esse meio de comunicação não é impeditivo de falante e ouvinte, a cada passo, trocarem de papéis e até mesmo de falarem ao mesmo tempo,configurando, pois, características próprias da modalidade oral. Contudo, não se respira o mesmo ar, ainda que já se possa ver o outro. As pessoas passaram a valer-se menos do telefone, e as conversas também vão, por isso, tornado-se menos frequentes.

Gosto, mesmo, é de conversas, de preferência com poucos companheiros, sem pauta, sem temas censurados, sem se ter de esmerar na linguagem. Conversa sem compromisso, a não ser o de evitar a chatice. Com suas contundências, conflitos de opiniões e momentos de solidariedade. Conversa que é vida, que retrata a vida no seu dia a dia. No grupo maior, há de tudo: o louco, o filósofo, o depressivo, o conquistador de garganta, o saudosista ...Nem sempre, é verdade, estou motivado para participar desses grupos. Porém, passado um tempo, a saudade me bate.

Aqueles bate-papos intimistas com um amigo de tantas afinidades, merecedores que nos tornamos da confiança um do outro, esses não têm nada igual. A apreensão abrangente do amigo, de seu psiquismo, dos seus sentimentos, das dificuldades mais íntimas por que passa, faz-nos sentir, fortemente, a nossa natureza humana, a maior valia da vida.

Esses momentos vão se tornando, assim me parece, uma cena menos habitual nestes tempos digitais. A pressa, os problemas a se multiplicarem, as tarefas a se diversificarem, como encontrar uma brecha para aquela conversa, que é entrega, confiança, despojamento? Conversa que exige respeito: um local calminho, sem gritos, vozes esganiçadas, garçons serenos. Sim, umas tulipas estourando de geladas e uns tira-gostos de nosso paladar a exigirem nova pedida. Não queria perder esses encontros. Afinal, a vida está passando tão depressa...

Adaptado de: UCHOA, Carlos Eduardo. Disponível em: http://carloseduardouchoa.com.br/blog/

Em "Quando falo em conversa, refiro-me àquelas que se esticam[...]." (4°§), o acento indicador de crase foi corretamente empregado. Em que opção isso também ocorre?
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