Ygor, um homem de 28 anos, casado, relata episódios de humor
depressivo desde os 19 anos, com duração de semanas a meses,
caracterizados por desânimo extremo, insônia terminal,
sentimento de inutilidade, anedonia e pensamentos de culpa
recorrentes. Além disso, relata ter passado, recentemente, por um
episódio de mais de uma semana em que se sentiu extremamente
produtivo, confiante, criativo e bem disposto, dormindo menos de
4 horas por noite, sem sentir cansaço.
Nesse período, Ygor relatou ter “sentido coragem para financiar o
carro que sempre sonhou”, mas que não cabia exatamente em seu
orçamento. Sua esposa disse que esses períodos de “animação”
são raros e curtos, mas que, ainda assim, causam impacto na rotina
do paciente. Ygor não possui histórico de doenças crônicas,
períodos de maior estresse e não faz uso de álcool ou outras
drogas. Além disso, sua mãe tem histórico de depressão maior.
Com base nesse caso clínico, avalie as afirmativas a seguir.
I. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é transtorno bipolar
tipo II, já que o paciente apresenta episódios de depressão
maior intercalados com episódios de hipomania.
III. O plano farmacoterapêutico pode incluir administração de
lítio, com monitoramento regular dos níveis séricos, já que a
margem terapêutica é de 0,5 a 1,5 mEq/L. É boa conduta o
monitoramento da função renal.
III. Caso Ygor não apresente resposta esperada à monoterapia
com lítio, pode-se associar um antipsicótico atipíco, como
olanzapina.
Uma criança de 8 anos vem apresentando, há dois anos, um
temperamento cronicamente irritável, com explosões de raiva
desproporcionais praticamente diárias. Essas explosões são
severas em alguns ambientes, por vezes acompanhadas de
agressões aos pares e a si mesma.
Como ocorrem principalmente na escola e em casa, vem havendo
prejuízo nas relações socias da criança nesses ambientes. Além
disso, ela vivencia o divórcio conturbado dos pais, negligência
emocional por parte da mãe, além de transtornos psiquiátricos na
família.
Com base no caso relatado, o diagnóstico mais adequado é
transtorno
Com base nos artigos 45 e 46 da lei que institui o Sistema Nacional
de Políticas Públicas sobre Drogas – Sisnad (11343/2006), assinale
a afirmativa correta.
O seguinte medicamento não é normalmente considerado como
tratamento de primeira escolha, sobretudo devido à carga
adicional de monitoração clínica necessária para a detecção
precoce de alterações quantitativas nos neutrófilos do sangue:
Um dos desafios da prática psiquiátrica é realizar, o mais
rapidamente possível, a avaliação e o manejo de quadros de
agitação e agressividade. Estudos epidemiológicos demonstram
que, quando comparadas à população em geral, pessoas com
transtornos mentais têm risco elevado de apresentar esses
comportamentos. Tais quadros comportamentais constituem
emergências médicas e com frequência se apresentam no hospital
geral e em serviços psiquiátricos. QUEVEDO, J; CARVALHO, A.F. (org.). Emergências psiquiátricas. 3. ed. Dados
eletrônicos. Porto Alegre: Artmed, 2014
Em emergências psiquiátricas, a melhor opção farmacológica para
o manejo de pacientes que estejam em quadro de agitação
psicomotora associada a uma crise psicótica, entre as citadas, é
A principal causa de demência é a doença de Alzheimer (DA). Essa
condição possui início insidioso e evolução gradual, lenta e
progressiva.
Sobre a DA, assinale a afirmativa correta.
Substâncias como os psicodélicos, a cetamina e o MDMA
pertencem a uma classe denominada psicoplastogênicos.
Sobre esses compostos, avalie as afirmativas a seguir.
I. São ricas e crescentes as evidências de que os psicodélicos
clássicos, assim como a cetamina, promovem plasticidade
estrutural e funcional, por mecanismos moleculares que
envolvem a sinalização BDNF-mTOR, revertendo os déficits de
plasticidade da depressão.
II. Os psicodélicos clássicos como a pscilocibina, assim como a
3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA), foram designados
fármacos antidepressivos de rápida ação, com aplicabilidade
para a depressão resistente e o TEPT, respectivamente,
segundo a Food and Drug Administration.
III. O ácido lisérgico dietilamida (LSD) é o mais potente dos
alucinógenos e possui efeitos aditivos, ao estimular a ativação
da área tegmental ventral, não sendo, assim, o mais indicado
para terapia guiada por psicodélicos.
O novo relatório Vigitel 2023 (com dados coletados de dezembro
de 2022 a abril de 2023) aponta um aumento do consumo abusivo
de álcool quando comparado com os anos anteriores. Na
população geral, o aumento foi de 18,4% para 20,8% entre 2021 e
2023. Entre as pessoas do sexo masculino, esse aumento foi de 25%
para 27,3% no período e, entre pessoas do sexo feminino, esse
aumento foi de 12,7% para 15,2%.
CENTRO DE INFORMAÇÃO SOBRE SAÚDE E ÁLCOOL – CISA. Novos dados do Ministério
da Saúde mostram consumo abusivo e beber e dirigir no Brasil em 2023. Disponível
em: https://cisa.org.br/pesquisa/artigos-cientificos/artigo/item/442-novos-dadosdo-ministerio-da-saude-mostram-consumo-abusivo-e-beber-e-dirigir-no-brasil-em2023. Acesso realizado em: 13/01/2025 Sobre os transtornos de abuso do álcool, assinale a afirmativa
correta.
Um quadro psicótico agudo é caracterizado por uma ruptura com
a realidade temporária, que pode ser deflagrado por eventos
estressantes ou trauma.
Sobre o transtorno psicótico breve, é correto afirmar que
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a tríade cognitiva,
proposta por Aaron Beck e colaboradores, e que explica os
padrões de pensamento distorcidos associados à depressão, é
composta por crenças negativas relacionadas a
Gorete, uma senhora de 75 anos, chegou ao pronto-socorro
acompanhada por sua neta, Amélia, que relatou ter observado na
avó comportamentos incomuns iniciados nos últimos dias, por
exemplo, a avó vinha confundindo sua neta com sua filha já
falecida. Além disso, falava coisas totalmente sem sentido, tendo
anunciado que Preciso esconder os pássaros da janela antes que
eles roubem as minhas joias.
Amélia completou que a avó estava muito agitada, irritada e que
as vezes parecia muito apavorada, confusa e desorientada, batia
as canelas nos móveis e não parecia sentir coisa alguma. Esses
sintomas pareciam piorar ao final do dia. Além disso, a neta de
Gorete informou que a avó possui histórico de insuficiência renal
crônica.
O diagnóstico mais provável para o quadro clínico neurocognitivo
descrito é
Margarete, 22 anos, foi internada após tentar suicídio com a
ingesta de 40 comprimidos de Captopril e 40 comprimidos de
Atenolol pertencentes a sua mãe.
Ao sair da unidade de terapia intensiva, foi solicitado o parecer da
psiquiatria.
Nesse caso, avalie se uma boa conduta do psiquiatra inclui os
seguintes cuidados:
I. dar alta hospitalar à paciente somente após o risco de nova
tentativa suicida ter sido devidamente estimado;
II. o psiquiatra não deve interpretar a motivação da paciente (se
manipulação, por exemplo), porém deve basear sua avaliação
no mapeamento de fatores protetivos o de risco para suicídio,
além, obviamente, da presença ou ausência de um transtorno
mental de base;
III. no caso de a paciente relatar ao médico que ainda pensa em
suicídio, mesmo possuindo um bom suporte familiar, devido a
gravidade do caso, o psiquiatra deve cogitar internação
hospitalar.
Conforme Sérgio D. Seibel (2010), recaída é o resultado mais
comum do tratamento para a dependência do álcool.
A forma mais efetiva de prevenção de recaída no uso de álcool é
No início típico de um caso de transtorno de pânico, os indivíduos
estão envolvidos em algum aspecto comum da vida, quando
subitamente seu coração dispara e eles têm a impressão de que
não conseguem respirar. Segue-se a isso a sensação de tontura e
desmaio, bem como a de que estão prestes a morrer. Os pacientes
de transtorno de pânico são em geral adultos jovens, mais
provavelmente na terceira década, embora o início possa ocorrer
até a sexta década.
HALES, R. E.; YUDOFSKY, S. C.; GABBARD, G. O. Tratado de psiquiatria clínica. 5. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2012. P. 532. A farmacoterapia de primeira linha para o tratamento contínuo do
Transtorno de Pânico é
Danilo, de 31 anos, advogado, procura atendimento psicológico
relatando tristeza, desânimo, sentimento de angústia, insônia e
dificuldades de concentração. Esses sintomas começaram há três
meses, após sua demissão inesperada e tem causado prejuízo
laboral e social. Ele afirma que a ideia de estar desempregado o
deixa ansioso, e evita discutir o assunto com amigos e familiares.
Com base no caso relatado, o diagnóstico mais provável é