Segundo a DSM–IV, NÃO faz parte dos critérios diagnósticos de abstinência de anfetamina a história de cessação (ou redução) de um uso pesado e prolongado de anfetamina:
Últimos dados relativos ao tratamento da dependência de nicotina indicam que o melhor protocolo, com menor número de recaídas, inicia-se com
A pancreatite crônica é uma doença que tem como característica
elementar a fibrose progressiva e o decréscimo progressivo das
funções exócrinas e endócrinas do pâncreas. A compreensão da
fisiopatologia, o diagnóstico e o tratamento dessa moléstia estão
alicerçados em conhecimentos de anatomia e fisiologia do
pâncreas. Com relação a esses aspectos, julgue os itens a seguir.
A secreção pancreática exócrina é descarregada no duodeno pelo ducto pancreático, que normalmente se encontra com o colédoco hepático na ampola de Vater, que, por seu turno, é circundada pelo esfíncter de Oddi.
Acerca de transtornos relacionados ao uso do álcool, julgue o item subsecutivo.
Estudos sugerem que filhos de pai alcoolista apresentam grande vulnerabilidade de desenvolverem dependência ao álcool.
NÃO é uma doença causada por príons que afeta seres humanos, podendo evoluir com grave declínio cognitivo:
Criança é atendida com uma fratura deslocada não exposta no fêmur distal e com o membro inferior isquêmico. A conduta inicial a ser adotada é:
Em relação à farmacologia dos anticolinesterásicos considere:
I. A Galantamina apresenta inibição irreversível, com meia vida curta de eliminação e de inibição, com forte ligação proteica e metabolismo sináptico.
II. A Rivastigmina tem inibição reversível, meia vida longa de eliminação e curta de inibição, com baixa ligação proteica e metabolização hepática.
III. O Donepezil apresenta inibição reversível, meia vida de eliminação e de inibição longas, com forte ligação proteica e metabolismo hepático.
Está correto o que consta APENAS em
A característica essencial do Transtorno de Estresse Pós-Traumático é o desenvolvimento de sintomas característicos após a exposição a um extremo estressor traumático, envolvendo a experiência pessoal direta de um evento real ou ameaçador que envolve morte, sério ferimento ou outra ameaça à própria integridade física; ter testemunhado um evento que envolve morte, ferimentos ou ameaça à integridade física de outra pessoa; ou o conhecimento sobre morte violenta ou inesperada, ferimento sério ou ameaça de morte ou ferimento, experimentados por um membro da família ou outra pessoa em estreita associação com o indivíduo. Indique a estratégia que, geralmente, começa logo após o evento traumático.
Transtorno desintegrativo da infância caracterizado por um desenvolvimento aparentemente normal até a idade de, pelo menos, 2 anos, seguido por uma perda definitiva de habilidades previamente adquiridas; isso é acompanhado por um funcionamento social qualitativamente anormal. É comum haver uma profunda regressão ou perda da linguagem, uma regressão no nível de brincadeiras, habilidades sociais e comportamento adaptativo e, muitas vezes, perda do controle intestinal ou vesical, algumas vezes com uma deterioração do controle motor. A maioria dos indivíduos evolui para um retardo mental grave. Trata–se de
J.A., 24 anos, solteira, estudante universitária de engenharia, apresenta quadro importante de agitação, acompanhada de aceleração do pensamento, fala rápida, com dificuldade de permanecer no mesmo assunto. Quando questionada, paciente fala sentir-se triste e desanimada e pede um remédio para essa tristeza, chegando a rir e chorar na entrevista. A família nega antecedentes de quadros depressivos no passado. Informa que nas últimas 2 semanas tem dormido pouco, passando a noite acordada querendo jogar videogame de dança em casa. No último final de semana foi ao shopping e gastou quase 10 mil reais em compras para os amigos da faculdade. Conta que adora sair “para a balada” e que tem bebido bastante (“não me lembro bem do que ocorreu nas noites passadas”). Paciente apresenta-se, ao exame psíquico, consciente, orientada, atenção preservada, porém, com distratibilidade frente a estímulos; por vezes, chora na entrevista, apresentando grande labilidade emocional, pensamento com perda da direção e presença de arborizações; crítica prejudicada quanto ao estado mórbido. Paciente vem saindo muito à noite e postando fotos provocativas nas redes sociais. Diz querer “namorar muito”. Familiar nega conhecimento de uso de drogas ilícitas. Informa que paciente iniciou uso de lisdexanfetamina (50 mg) há cerca de 2 meses devido à dificuldade de estudar para provas e que o “curso de engenharia era muito puxado e ela sentia ter déficit de atenção e não conseguir se concentrar o suficiente para acompanhar o curso”. Nos últimos semestres, familiar refere que J.A. vinha sobrecarregada e se dizia “exausta” e que o uso da medicação ajudou “a dar conta da faculdade”. Familiar informa que tem tido dificuldade de manter a paciente em casa e que, por vezes, ela se mostra agressiva quando alguém tenta impedir que saia.
O diagnóstico em psiquiatria possui características especiais
quando comparado a outras especialidades médicas, sendo de
vital importância o conhecimento das alterações psicopatológicas.
Quanto à psicopatologia e aos critérios diagnósticos, julgue os
itens a seguir.
Segundo a CID-10, não se deve fazer diagnóstico principal de transtorno de pânico quando o sujeito apresenta transtorno depressivo no momento da ocorrência de um ataque de pânico, uma vez que os ataques de pânico são, provavelmente, nesse caso, secundários à depressão, e não uma comorbidade.
O transtorno de estresse pós-traumático é um transtorno de ansiedade precipitado por um trauma. Uma fração significativa dos sobreviventes de experiências traumáticas irá desenvolver uma constelação aguda de sintomas. Indique a tríade psicopatológica esperada nestes casos.
Em relação aos transtornos somatoformes, avalie as afirmações que seguem:
I. A principal diferença entre esse transtorno e a hipocondria é a atitude do paciente. Na hipocondria o paciente revela uma intensa preocupação e sofrimento com algum problema sério; na somatização o paciente queixa-se de seus sintomas, mas não possui a mesma crença e temor do hipocondríaco.
II. Não se conhece medicação específica para hipocondria, mas acredita-se que psicoterapia pode ajudar quando iniciada com até três anos da sintomatologia instalada.
III. No Transtorno Doloroso Persistente, a queixa predominante é de dor persistente, grave e angustiante, a qual não pode ser plenamente explicada por nenhum processo fisiológico ou por um transtorno físico.
Quais estão corretas?
Com relação à psicopatologia, julgue o próximo item.
O delírio intuitivo, ou catatímico, é secundário a um distúrbio básico do humor e ocorre nas síndromes depressivas e maníacas.