De acordo com a resolução do CFM no 1.605/2000, referente ao sigilo médico,
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De acordo com a resolução do CFM no 1.605/2000, referente ao sigilo médico,
A pancreatite crônica é uma doença que tem como característica
elementar a fibrose progressiva e o decréscimo progressivo das
funções exócrinas e endócrinas do pâncreas. A compreensão da
fisiopatologia, o diagnóstico e o tratamento dessa moléstia estão
alicerçados em conhecimentos de anatomia e fisiologia do
pâncreas. Com relação a esses aspectos, julgue os itens a seguir.
A secreção pancreática exócrina é descarregada no duodeno pelo ducto pancreático, que normalmente se encontra com o colédoco hepático na ampola de Vater, que, por seu turno, é circundada pelo esfíncter de Oddi.
Em relação à farmacologia dos anticolinesterásicos considere:
I. A Galantamina apresenta inibição irreversível, com meia vida curta de eliminação e de inibição, com forte ligação proteica e metabolismo sináptico.
II. A Rivastigmina tem inibição reversível, meia vida longa de eliminação e curta de inibição, com baixa ligação proteica e metabolização hepática.
III. O Donepezil apresenta inibição reversível, meia vida de eliminação e de inibição longas, com forte ligação proteica e metabolismo hepático.
Está correto o que consta APENAS em
Segundo a DSM–IV, NÃO faz parte dos critérios diagnósticos de abstinência de anfetamina a história de cessação (ou redução) de um uso pesado e prolongado de anfetamina:
Últimos dados relativos ao tratamento da dependência de nicotina indicam que o melhor protocolo, com menor número de recaídas, inicia-se com
NÃO é uma doença causada por príons que afeta seres humanos, podendo evoluir com grave declínio cognitivo:
O diagnóstico em psiquiatria possui características especiais
quando comparado a outras especialidades médicas, sendo de
vital importância o conhecimento das alterações psicopatológicas.
Quanto à psicopatologia e aos critérios diagnósticos, julgue os
itens a seguir.
Segundo a CID-10, não se deve fazer diagnóstico principal de transtorno de pânico quando o sujeito apresenta transtorno depressivo no momento da ocorrência de um ataque de pânico, uma vez que os ataques de pânico são, provavelmente, nesse caso, secundários à depressão, e não uma comorbidade.
A característica essencial do Transtorno de Estresse Pós-Traumático é o desenvolvimento de sintomas característicos após a exposição a um extremo estressor traumático, envolvendo a experiência pessoal direta de um evento real ou ameaçador que envolve morte, sério ferimento ou outra ameaça à própria integridade física; ter testemunhado um evento que envolve morte, ferimentos ou ameaça à integridade física de outra pessoa; ou o conhecimento sobre morte violenta ou inesperada, ferimento sério ou ameaça de morte ou ferimento, experimentados por um membro da família ou outra pessoa em estreita associação com o indivíduo. Indique a estratégia que, geralmente, começa logo após o evento traumático.
As bases neurocientíficas e o avanço psicofarmacológico vêm
tornando a psiquiatria e as doenças mentais menos vítimas de
preconceitos, em paralelo com o aumento da eficácia dos
tratamentos. Acerca da psicofarmacologia, julgue os itens
seguintes.
Substâncias com propriedades duplas de inibição de recaptação de serotonina e noradrenalina mostraram-se mais eficientes no tratamento da depressão do que os inibidores seletivos de recaptação de serotonina.
Transtorno desintegrativo da infância caracterizado por um desenvolvimento aparentemente normal até a idade de, pelo menos, 2 anos, seguido por uma perda definitiva de habilidades previamente adquiridas; isso é acompanhado por um funcionamento social qualitativamente anormal. É comum haver uma profunda regressão ou perda da linguagem, uma regressão no nível de brincadeiras, habilidades sociais e comportamento adaptativo e, muitas vezes, perda do controle intestinal ou vesical, algumas vezes com uma deterioração do controle motor. A maioria dos indivíduos evolui para um retardo mental grave. Trata–se de
O transtorno de estresse pós-traumático é um transtorno de ansiedade precipitado por um trauma. Uma fração significativa dos sobreviventes de experiências traumáticas irá desenvolver uma constelação aguda de sintomas. Indique a tríade psicopatológica esperada nestes casos.
J.A., 24 anos, solteira, estudante universitária de engenharia, apresenta quadro importante de agitação, acompanhada de aceleração do pensamento, fala rápida, com dificuldade de permanecer no mesmo assunto. Quando questionada, paciente fala sentir-se triste e desanimada e pede um remédio para essa tristeza, chegando a rir e chorar na entrevista. A família nega antecedentes de quadros depressivos no passado. Informa que nas últimas 2 semanas tem dormido pouco, passando a noite acordada querendo jogar videogame de dança em casa. No último final de semana foi ao shopping e gastou quase 10 mil reais em compras para os amigos da faculdade. Conta que adora sair “para a balada” e que tem bebido bastante (“não me lembro bem do que ocorreu nas noites passadas”). Paciente apresenta-se, ao exame psíquico, consciente, orientada, atenção preservada, porém, com distratibilidade frente a estímulos; por vezes, chora na entrevista, apresentando grande labilidade emocional, pensamento com perda da direção e presença de arborizações; crítica prejudicada quanto ao estado mórbido. Paciente vem saindo muito à noite e postando fotos provocativas nas redes sociais. Diz querer “namorar muito”. Familiar nega conhecimento de uso de drogas ilícitas. Informa que paciente iniciou uso de lisdexanfetamina (50 mg) há cerca de 2 meses devido à dificuldade de estudar para provas e que o “curso de engenharia era muito puxado e ela sentia ter déficit de atenção e não conseguir se concentrar o suficiente para acompanhar o curso”. Nos últimos semestres, familiar refere que J.A. vinha sobrecarregada e se dizia “exausta” e que o uso da medicação ajudou “a dar conta da faculdade”. Familiar informa que tem tido dificuldade de manter a paciente em casa e que, por vezes, ela se mostra agressiva quando alguém tenta impedir que saia.
Condição que se caracteriza por um padrão anormal de relacionamento com quem cuida da criança, com início prévio aos 5 anos de idade e que envolve aspectos mal adaptativos não vistos normalmente. A condição é persistente mas reativa a alterações suficientemente marcantes no padrão de criação. A criança apresenta resposta social fortemente contraditória e ambivalente, que podem ser mais evidentes em momentos de separação e reuniões.
Trata-se de