O trecho que segue é da personagem Olga, de Triste Fim de Policarpo Quaresma, romance de Lima Barreto.

O que mais a impressionou no passeio foi a miséria geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste, abatido da gente pobre. (...) Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele sapê sinistro e aquele “sopapo” que deixava ver a trama de varas, como o esqueleto de um doente. Por que ao redor dessas casas não havia culturas, uma horta, um pomar? (...) Não podia ser preguiça só ou indolência. Para o seu gasto, para uso próprio, o homem tem sempre energia para trabalhar relativamente. (...) Seria a terra? Que seria? E todas essas questões desafiavam a sua curiosidade, o seu desejo de saber, e também a sua piedade e simpatia por aqueles párias, maltrapilhos, mal alojados, talvez com fome, sorumbáticos!...

(Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma)
(...) O mal du siècle, a indefinível doença que alanceia os românticos, que lhes enlanguesce a vontade, entedia a vida e faz desejar a morte, só poderá ser correctamente entendido no contexto da odisseia do eu romântico, pois que exprime o cansaço e a frustração resultantes da impossibilidade de realizar o absoluto. (...)
(Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Teoria da Literatura, 8.ª edição, Livraria Almedina, Coimbra, 1988)
A partir das considerações sobre o “mal-do-século”, assinale o item cujo texto não apresente as características apontadas.
Em junho de 1908 chegou ao Brasil, o navio Kasato Maru, trazendo o primeiro grupo oficial de imigrantes japoneses. A viagem começou no porto de Kobe e terminou, 52 dias depois, no porto de Santos. Vieram 165 famílias (781 pessoas) iniciando um fluxo contínuo de imigração de japoneses para o Brasil.
(Jhony Arai e Cesar Hirasaki. Arigatô. A emocionante história dos imigrantes japoneses no Brasil)
Considerando o texto e a história dos primeiros imigrantes japoneses chegados em São Paulo, correto afirmar que eles:
Relatório elaborado pela Organização da Unidade Africana (OUA) afirma que países como França, EUA, Bélgica e instituições como ONU poderiam, mas não tentaram evitar o genocídio de 1994 em Ruanda, com cerca de 1 milhão de mortos (quase 10% da população). A partir de início de abril de 1994, durante cerca de cem dias, milícias hutus conhecidas como interhamwe lideraram uma campanha de extermínio da população tutsi.
(https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/2000/07/08)
Quanto ao chamado genocídio de Ruanda é correto afirmar que:
Página 4