Encontros e Despedidas
Maria Rita
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida
Composição: M. Nascimento E F. Brant
Leia a letra apresentada acima e indique qual afirmação está correta em relação às formas verbais expressas no infinitivo, gerúndio e particípio:
I. infinitivo - apertar, poder, partir, ter, voltar, ficar, olhar, chegar, partir, chorar, sorrir
II. gerúndio - chegando
III. particípio - não há exemplos
Sobre as formas nominais do verbo, estão corretas as seguintes proposições:
I. A principal característica do gerúndio é conferir ao verbo uma ideia de continuidade, ou seja, de uma ação que ainda está em andamento e que, por isso, não foi finalizada.
II. Assim como o gerundismo, considerado um vício de linguagem, o gerúndio também deve ser evitado.
III. O infinitivo pessoal é construído sem sujeito porque não faz referência a uma pessoa gramatical. Dizemos que essa é a “forma pura” do verbo, tal qual são encontrados nos verbetes de dicionários.
IV. O infinitivo impessoal é uma peculiaridade linguística e é conhecido também como idiotismo. Sua terminação é idêntica à terminação do futuro do subjuntivo, sendo empregado principalmente nas orações reduzidas de infinitivo.
V. Os verbos no particípio irregular serão empregados na voz passiva ao lado dos verbos auxiliares ser e estar.
VI. Os verbos no particípio regular serão empregados na voz ativa ao lado dos verbos auxiliares ter e haver.
(CESGRANRIO) “Acesas” é particípio adjetivo de “acender”, verbo chamado abundante, porque possui dupla forma de particípio (acendido e aceso). Em abundância, que é geralmente do particípio, em alguns verbos ocorre em outras formas. Assim, por exemplo, é o caso de:
O gerúndio é uma das formas nominais do verbo. Em quais das frases abaixo o uso está correto?
I. A vida vai passando enquanto estamos ocupados fazendo planos.
II. Eles estavam sorrindo, brincando e aproveitando o passeio no parque.
III. Eu vou estar entrando em contato para estar resolvendo o problema.
IV. Ando procurando soluções para meus problemas.
Assinale a sequência que indica a forma nominal dos verbos em destaque:
I. Fumar é prejudicial para a saúde.
II. Se tu não falares agora, vou-me embora.
III. Mário tem estudado bastante para o concurso.
IV. As crianças estão brincando no parquinho.
V. A carta foi escrita há vinte anos.
(IFG GO/2013)
Para você estar passando adiante
Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o futuro do gerúndio. Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela internet.
O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando. (…)
FREIRE, Ricardo. As cem melhores crônicas brasileiras.
São Paulo: Objetiva, 2010, p. 345-346. [Adaptado]
A respeito do texto, é correto afirmar:
(ENEM MEC/2020)
DECRETO N. 28 314, DE 28 DE SETEMBRO DE 2007
Demite o Gerúndio do Distrito Federal
e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
Art. 1° Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal.
Art. 2° Fica proibido, a partir desta data, o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA.
Art. 3° Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 28 de setembro de 2007.
119º da República e 48º de Brasília. Disponível em: http://www.dodf.gov.br. Acesso em: 11 dez. 2017.
Esse decreto pauta-se na ideia de que o uso do gerúndio, como “desculpa de ineficiência”, indica
Leia o fragmento do poema.
Profundamente
Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Bandeira. Manuel. Profundamente.
Assinale a alternativa CORRETA em que as três formas verbais em negrito são, respectivamente,
(Avança SP) O nascer do século 20 foi como uma aurora resplandecente. O nível de expectativa era inédito. Tanto havia sido conquistado no século anterior que parecia sensato acreditar que dali em diante os êxitos do mundo em muito superariam os desastres. O século que nascia representava uma promessa especial para os povos europeus, quer habitassem o Velho Mundo ou as longínquas terras colonizadas. Seus filhos poderiam esperar uma educação melhor do que nunca, e o trabalho de crianças de 10 anos em tempo integral em fazendas e oficinas, já não parecia normal. A vida melhorava, a fome diminuía, as pessoas viviam mais. Os conflitos entre as principais nações da Europa pareciam se extinguir, embora tropas numerosas ainda desfilassem em feriados nacionais. Democracia e liberdade se espalhavam. No entanto, a maior parte de tais benefícios atingia apenas um quarto da população mundial e não parecia provável que chegasse à África, à Ásia ou às remotas ilhas do Pacífico. O século se iniciava de modo promissor e, ao mesmo tempo, perigoso. A aurora de 1901 se anunciava esplendorosa, mas nuvens negras, em lenta caminhada, pairavam acima da luz.
(BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do século XX. São Paulo: Fundamento, p. 10).
A conjugação “conquistado”, utilizada pelo autor, classifica-se como: