A questão técnico-instrumental é um dos pontos de tensão no
debate e no exercício profissional hoje em dia. Muito se deve à
autonomia dada a esse aspecto do trabalho profissional, alçado
em outras ocasiões ao patamar de metodologia da intervenção
profissional. O debate atual sobre a instrumentalidade,
capitaneado por Guerra (1995), aponta, no entanto, para uma
outra direção.
Para essa autora, a instrumentalidade adquire o sentido de:
✂️ a) materiais, métodos e técnicas que possibilitam uma
perspectiva de qualificação para o domínio técnico-instrumental; ✂️ b) uma particularidade que tem a capacidade de articular as
dimensões da profissão e convertê-las em respostas
profissionais, em estratégias políticas, em instrumentos
técnico-operativos; ✂️ c) racionalidade característica da sociedade capitalista inicial e
do conservadorismo, que se expressa na condução do
trabalho profissional; ✂️ d) estabelecimento da forma como o assistente social recolhe,
compila e sistematiza instrumentos técnicos utilizados para a
intervenção do profissional em dada realidade social ou
determinada instituição; ✂️ e) uma filosofia que envolve a profissão desde a sua gênese,
fornecendo conteúdos para interpretar os instrumentos
utilizados pelo profissional em seu cotidiano de trabalho.