[...] a adesão das autoridades policiais ao gradualismo
detonou as bases do controle social dos escravos nas
localidades, abrindo espaço para a ascensão dos movimentos rebeldes. O legalismo, mesmo que tímido, das
autoridades foi um subproduto não planejado do abolicionismo e deu lugar a uma reordenação de forças, com
consequências inesperadas. Os escravos, como sempre,
aproveitaram o espaço aberto pela briga entre os poderosos e avançaram decididamente. [...]. A fissura no discurso hegemônico sobre a defesa da propriedade escrava
como prioridade acabou, em última análise, abrindo o
flanco para a ascensão de um tipo de rebeldia escrava
que pôs fim à própria escravidão.
(Maria Helena P. T. Machado. “Teremos grandes desastres, se não houver providências enérgicas e imediatas: a rebeldia dos escravos e a abolição da escravidão”. Em: K. Grinberg; R. Salles (Org.). O Brasil Imperial, vol. 3)
O contexto exposto pelo fragmento destaca
(Maria Helena P. T. Machado. “Teremos grandes desastres, se não houver providências enérgicas e imediatas: a rebeldia dos escravos e a abolição da escravidão”. Em: K. Grinberg; R. Salles (Org.). O Brasil Imperial, vol. 3)
O contexto exposto pelo fragmento destaca