Texto associado. Caso clínico 4A1-I
Joana, de 7 anos de idade, apresenta choro recorrente na presença de aves de qualquer espécie. A mãe relata, no momento da entrevista, que a criança agarra suas pernas e grita sempre que uma ave está por perto. O que inquieta a mãe é que a criança começou a ficar ansiosa só de saber que passaria o final de semana no sítio da família. Diz a mãe: “Joana nunca teve medo de nada, mas, desde que uma coruja avançou nela em nosso sítio, ela nunca mais foi a mesma. Isso já deve ter, aproximadamente, 8 meses. Já expliquei e já mostrei como os animais podem ser dóceis, mas nada adianta. O que me preocupa é que parece estar cada vez pior. Já tem mais de dois meses que Joana fica irritadiça e chora sempre que se aproxima a sexta-feira, pois sabe que passamos os finais de semana descansando no sítio. Ela chora sem parar antes mesmo de adentrarmos a casa. Acaba passando o final de semana inteiro no quarto. Até pra brincar é difícil. Acho até que o rendimento na escola piorou. Tem dado mais trabalho até mesmo para realizar as tarefas de casa. Parece menos motivada com a escola e com os amigos que fez lá. Com toda essa história, estamos pensando em vender o sítio. Mas não sabemos se isso é uma fase, se é birra ou se ficou mesmo algum trauma”(sic ).
Ainda em relação ao caso clínico 4A1-I, considerando
a psicopatologia e as contribuições da terapia
cognitivo-comportamental, assinale a opção correta.
✂️ a) De acordo com a terapia cognitivo-comportamental, o
comportamento de Joana apresenta um estímulo definido e
fora aprendido. ✂️ b) Segundo os preceitos da terapia cognitivo-comportamental, a
técnica de exposição in vivo deve ser evitada no caso de
Joana, tendo-se em vista a situação traumática vivenciada
pela criança. ✂️ c) No caso de Joana, a reestruturação cognitiva não constitui
uma estratégia adequada, tendo-se em vista que houve um
trauma associado ao comportamento fóbico. ✂️ d) Técnicas de relaxamento não são recomendadas em casos
como o de Joana. ✂️ e) De acordo com a terapia cognitivo-comportamental, no caso
de Joana, seria suficiente a psicoeducação como intervenção
estratégica adequada.