Nas economias em desenvolvimento com grande concentração de renda, é papel do governo intervir na economia, a fim de reduzir a desigualdade na distribuição da riqueza gerada. Nessa situação, a medida a ser adotada é
O desenvolvimento, no sentido em que o tomamos, é um fenômeno distinto, inteiramente estranho ao
que pode ser observado no fluxo circular ou na tendência para o equilíbrio. É uma mudança espontânea
e descontínua nos canais do fluxo, perturbação do equilíbrio, que altera e desloca para sempre o estado
de equilíbrio previamente existente.
É o produtor que, via de regra, inicia a mudança econômica, e os consumidores são educados por ele, se
necessário; são, por assim dizer, ensinados a querer coisas novas, ou coisas que diferem em um aspecto
ou outro daquelas que tinham o hábito de usar. Portanto, apesar de ser permissível e até necessário
considerar as necessidades dos consumidores como uma força independente e, de fato, fundamental na
teoria do fluxo circular, devemos tomar uma atitude diferente quando analisamos a mudança.
Produzir significa combinar materiais e forças que estão ao nosso alcance. Produzir outras coisas, ou
as mesmas coisas com método diferente, significa combinar diferentemente esses materiais e forças.
Na medida em que “novas combinações” podem, com o tempo, originar-se das antigas por ajuste
contínuo mediante pequenas etapas, há certamente mudança, possivelmente crescimento, mas não um
fenômeno novo nem um desenvolvimento em nosso sentido.
SCHUMPETER, J. A. A teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico.
São Paulo: Abril Cultural, 1997 (adaptado).
Considerando o processo de desenvolvimento econômico, segundo Schumpeter, assinale a opção correta.
Uma das formas de analisar o processo de
crescimento econômico de um país é pela
elaboração de modelos formais de crescimento.
(i) O primeiro modelo específico de crescimento
surgiu na década de 1930; neste primeiro modelo,
de tradição keynesiana, tem-se o investimento
líquido como a chave para o crescimento
econômico, porém não se define como obtê-lo.
(ii) Posteriormente, foi formulado um modelo que
trouxe mudanças para a análise do crescimento,
permitindo a substituição de capital por trabalho
e introduzindo a contabilidade do crescimento
e a análise de produtividade total dos fatores;
neste modelo, no entanto, há uma limitação: o
motor do crescimento é exógeno. Na década de
1980, dois novos modelos vencem esta limitação,
ao considerarem, respectivamente, (iii) os gastos
em pesquisa e desenvolvimento e (iv) os gastos
com capital humano como fatores-chave para o
crescimento econômico.
As descrições apresentadas em (i), (ii), (iii) e (iv) no
texto referem-se, respectivamente, aos modelos
teóricos de