O trabalho do geólogo junto à gestão pública federal na
atualidade está em grande parte direcionado para fiscalizações
ambientais mais minuciosas, conforme previsto nas legislações
federais. Nesse sentido, as intervenções causadas pelas
atividades de mineração no relevo podem intensificar alguns
processos erosivos na superfície terrestre.
Quando a mineração situa-se em regiões com predomínio de
argissolos, pode haver a mobilização de significativos volumes de
sedimentos para a rede de canais de drenagem, ocasionando
redução do Índice de Qualidade da Água (IQA), uma vez que tais
sedimentos causam:
A formação dos solos se inicia através da desagregação física e
decomposição química das rochas, que avançam
progressivamente em graus de intemperismo, conforme as
condições climáticas e geomorfológicas ao longo do tempo
geológico. No decorrer do processo de intemperismo, os minerais
primários dão origem aos minerais secundários, dentre os quais
os argilominerais são os mais abundantes. Dependendo do grau
de intemperismo, o tipo de argilomineral predominante no solo
pode causar danos às estruturas prediais de construção civil.
Dentre esses danos estruturais, os mais graves são causados pelo
grupo das esmectitas, que possuem a propriedade de:
Muitas intervenções provenientes de atividade ilícitas são
responsáveis por severos danos ambientais, especialmente
quando se faz a retirada da cobertura vegetal florestal, com
consequente exposição do solo.
Nessas condições, pode haver uma significativa mudança das
características pedológicas do topo do perfil de solo, sendo
comum o aparecimento de áreas degradadas, uma vez que: