Leia o fragmento abaixo e marque as alternativas com V (verdadeiro) ou F (fal...

Leia o fragmento abaixo e marque as alternativas com V (verdadeiro) ou F (falso). Fragmento: “Só tenho medo da falseta,mas adoro a Julieta,...


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O Brasil merecia mais, mas terá de optar entre o candidato da fita-crepe e a da bexiga d"água

Só tenho medo da falseta, mas adoro a Julieta, como adoro a Papai do Céu. Quero seu amor, minha santinha, mas só não quero que me faça de bolinha de papel. Tiro você do emprego, dou-lhe amor e sossego, vou ao banco e tiro para você gastar. Posso, Julieta, lhe mostrar a caderneta se você duvidar...

O samba “Bolinha de papel”, composto pelo mineiro Geraldo Pereira e imortalizado por João Gilberto, bem que poderia ser a trilha sonora do enlace definitivo entre José Serra e Dilma Rousseff no dia 31 de outubro. Na festa de Halloween, os dois fariam um favor ao País se renunciassem à disputa presidencial em nome de um sentimento maior: o amor que os une. Serra e Dilma são almas gêmeas, filhotinhos de 1964, que resistiram à ditadura e nos fizeram respirar novamente o ar da liberdade - sem eles, o que seria de nós, afinal? Depois do exílio e da luta armada, poderiam se sacrificar mais uma vez em nome da Nação, dando-nos uma liberdade ainda mais preciosa: a de não votar no meio de um feriadão que já prenuncia altas temperaturas - não apenas políticas, mas, sobretudo, meteorológicas.

O Brasil de hoje, visto de fora, vive um momento único. É o país dos 7,5% de crescimento, do pleno emprego e que está no topo da lista dos investidores internacionais. Visto de dentro, é o país da mesquinharia política, da podridão eleitoral, das pequenas trapaças, das grandes armações e do vale-tudo em nome do poder. Um país onde os eleitores, ainda obrigados a votar em pleno século XXI, terão de optar entre o candidato da bolinha de papel e da fita crepe comparado ao goleiro Rojas pelo presidente Lula, árbitro da nossa democracia - e a candidata que se esquivou de uma bexiga d’água, com agilidade felina. O que deve ter aprendido nos tempos em que jogava queimada no liceu de Belo Horizonte.

Assim como no samba de 1945, os dois candidatos também adoram a Papai do Céu. São neocristãos, neopentecostais, neomuçulmanos, neotudo. Também podem se dar ao luxo de não mais trabalhar. Juntos, devem ter arrecadado mais de R$ 300 milhões - e sempre existem as sobras de campanha, bem anotadas nas cadernetinhas dos tesoureiros. Onde poderiam passar a lua de mel? Por que não na própria Lua, onde a Nasa, na semana passada, revelou a existência de grandes depósitos de água? O suficiente para abastecer futuras colônias humanas, onde Serra e Dilma, dois carolas criacionistas, poderiam brincar de Adão e Eva.

O Brasil merecia mais. Poderia ser o país da tolerância, da mobilidade social e do desenvolvimento sustentável, mas terá que votar por exclusão no dia 31. Não no melhor, mas no menos pior. Amassaram o meu país. Transformaram - no numa bolinha de papel.
Leia o fragmento abaixo e marque as alternativas com V (verdadeiro) ou F (falso).

Fragmento:

Só tenho medo da falseta,mas adoro a Julieta, como
adoro a Papai do Céu. Quero seu amor, minha santinha, mas
só não quero que me faça de bolinha de papel. Tiro você do
emprego, dou-lhe amor e sossego, vou ao banco e tiro tudo
para você gastar. Posso, lhe mostrar a caderneta se
você duvidar...
"

( ) Na primeira linha temos respectivamente conjunção aditiva, comparativa e um pronome possessivo.
( ) Na 2ª linha, temos respectivamente conjunções adversativas, comparativa e pronome possessivo.
( ) Na 2ª linha temos um próclise verbal
( ) 3ª e 4ª linha temos “lhe" como valor pronominal. (ambos são ênclise verbal)
( ) o “se" presente na última linha é um índice de indeterminação do sujeito.
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    22/10/2025 • 20:27
    Gabarito: c)

    Vamos analisar cada afirmativa com base no fragmento apresentado.

    1) Na primeira linha, as palavras destacadas são: 'mas', 'como' e 'seu'.
    - 'mas' é uma conjunção adversativa, e não aditiva.
    - 'como' é uma conjunção comparativa, correto.
    - 'seu' é um pronome possessivo, correto.
    Portanto, a afirmativa que diz que são respectivamente conjunção aditiva, comparativa e pronome possessivo é falsa.

    2) Na segunda linha, as palavras destacadas são: 'mas', 'me' e 'faça'.
    - 'mas' é uma conjunção adversativa, correto.
    - 'me' é um pronome pessoal oblíquo, não uma conjunção comparativa.
    - 'faça' é verbo, não pronome possessivo.
    Logo, a afirmativa que diz que são respectivamente conjunções adversativas, comparativa e pronome possessivo é falsa.

    3) Ainda na segunda linha, a afirmativa diz que há próclise verbal.
    - Próclise é quando o pronome oblíquo vem antes do verbo.
    - Na frase "só não quero que me faça", o pronome 'me' vem antes do verbo 'faça', configurando próclise.
    Portanto, essa afirmativa é verdadeira.

    4) Nas terceira e quarta linhas, temos o uso de 'lhe' em "dou-lhe amor" e "posso, lhe mostrar".
    - 'Lhe' é pronome pessoal oblíquo com valor de objeto indireto.
    - Em "dou-lhe amor", o pronome está posposto ao verbo, caracterizando ênclise.
    - Em "posso, lhe mostrar", o pronome está separado por vírgula e precede o verbo 'mostrar', configurando próclise, não ênclise.
    Assim, a afirmativa que diz que ambos são ênclise é falsa.

    5) Por fim, o 'se' na última linha "posso, lhe mostrar a caderneta se você duvidar" é uma conjunção condicional, não índice de indeterminação do sujeito.
    Portanto, essa afirmativa é falsa.

    Após essa análise, as respostas corretas são: F (1ª), F (2ª), V (3ª), F (4ª), F (5ª), ou seja, alternativa c.

    Checagem dupla confirma que a alternativa c é a correta, conforme o gabarito oficial e a resposta mais marcada.
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