Quando os portugueses aqui chegaram, ...

       Quando os portugueses aqui chegaram, encontraram um território — que mais tarde seria denominado Brasil — habitado por diversos povos, que passaram a ser cha...


       Quando os portugueses aqui chegaram, encontraram um território — que mais tarde seria denominado Brasil — habitado por diversos povos, que passaram a ser chamados genericamente de indígenas. Ante a escassez de recursos e as inúmeras dificuldades, a colonização portuguesa, comandada pelo Estado, precisou contar com a iniciativa privada. Daí a distribuição de capitanias hereditárias, entre as quais a do Espírito Santo, seguida pela entrega de terras a quem se dispusesse a ocupá-las. Em geral, as bases da colonização assentaram-se no latifúndio, na escravidão e na monocultura, a partir da cana-de-açúcar. A exploração mineral, no século XVIII, fez que a colonização, até então quase que exclusivamente restrita às regiões próximas ao Atlântico, alcançasse áreas do interior. A independência do Brasil, proclamada em 1822, não alterou radicalmente as estruturas vigentes no período colonial. O café tornou-se a principal riqueza do país. Foi preciso que chegasse o século XX para que o Brasil promovesse a industrialização, ocorrida particularmente a partir da Era Vargas (1930-1945), contexto em que a urbanização se acelerou.

Considerando as informações acima e seus conhecimentos a respeito da História do Brasil, julgue os itens que se seguem.

Sob o ponto de vista econômico, o Brasil, ao deixar de ser colônia, manteve-se estruturalmente ligado à agricultura.

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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: a)

    A questão aborda a continuidade das estruturas econômicas brasileiras após a independência em 1822. Historicamente, o Brasil colonial tinha sua economia baseada na agricultura, especialmente na monocultura de exportação, como a cana-de-açúcar e, posteriormente, o café.

    Mesmo após a independência, essas bases econômicas permaneceram praticamente intactas. A elite agrária continuou a dominar a economia e a política, mantendo o latifúndio e a produção voltada para o mercado externo. A industrialização só ganhou força no século XX, especialmente durante o governo de Getúlio Vargas, o que indica que, no século XIX, a economia brasileira ainda era predominantemente agrícola.

    Portanto, do ponto de vista econômico, o Brasil manteve-se estruturalmente ligado à agricultura ao deixar de ser colônia, confirmando a afirmativa como correta.

    Uma segunda análise reforça essa conclusão: a ausência de mudanças radicais nas estruturas econômicas e sociais no período pós-independência é amplamente reconhecida pela historiografia, que destaca a continuidade do modelo agroexportador até o início do processo de industrialização no século XX.
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