Gestante de 30 anos de idade, primigesta, 36 semanas de gestação, relata perd...

Gestante de 30 anos de idade, primigesta, 36 semanas de gestação, relata perda de líquido pela vagina há 2h, nega febre, nega dores. Ao exame físico: bom estado geral, afebril, normotensa, altura u...


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Gestante de 30 anos de idade, primigesta, 36 semanas de gestação, relata perda de líquido pela vagina há 2h, nega febre, nega dores. Ao exame físico: bom estado geral, afebril, normotensa, altura uterina 31cm, BCF 150 bpm, dinâmica uterina ausente, cefálico. Especular: saída de líquido claro pelo colo. Toque: colo grosso, posterior, consistência mediana, esvaecido 10%, pérvio para 2cm, plano -2, bacia favorável. Cardiotocografia categoria I. Traz como exames do pré-natal: Hb=12g/dL, Ht=35%, sorologias de 3º trimestre negativas para HIV e sífilis, sorologias indicando imunidade para toxoplasmose e rubéola, tipagem A positivo, exames de urina sem alterações, ultrassonografia obstétrica indicando feto com morfologia e crescimento normais.

Qual a conduta adequada?
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    22/10/2025 • 18:31
    Gabarito: a)

    A paciente apresenta ruptura prematura das membranas (RPM) a termo, com 36 semanas de gestação, sem sinais de infecção (afebril, sem dor, bom estado geral) e com cardiotocografia categoria I, indicando bem-estar fetal.

    Nesses casos, a conduta recomendada é a indução do trabalho de parto para evitar complicações como infecção intrauterina e corioamnionite. O preparo cervical com misoprostol é indicado para amadurecimento do colo uterino, seguido da indução com ocitocina para estimular as contrações.

    Além disso, é importante a profilaxia para o Estreptococo beta-hemolítico do grupo B (EGB), pois a colonização materna pode causar sepse neonatal. A profilaxia geralmente é feita com antibiótico durante o trabalho de parto.

    A alternativa b) está incorreta porque a cesariana não é indicada rotineiramente na RPM a termo sem outras indicações obstétricas.

    A alternativa c) está incorreta porque a conduta expectante não é recomendada a termo, pois aumenta o risco de infecção.

    A alternativa d) não menciona o preparo cervical, que é importante para indução eficaz.

    A alternativa e) está incorreta porque corticoterapia é indicada para fetos prematuros abaixo de 34 semanas para maturação pulmonar, não a termo.

    Portanto, a conduta correta é a profilaxia para EGB, preparo cervical com misoprostol e posterior indução com ocitocina, conforme alternativa a).

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