Uma paciente de 72 anos de idade é casada, tem um filho e dois netos, estudou até a quarta série do ensino fundamental e é católica. Ela foi visitada pela agente de saúde, que a orientou a fazer um check-up no posto de saúde junto com o seu esposo. Atendida pelo médico, ela fez vários exames e descobriu que estava com câncer de mama, sendo encaminhada para tratamento, mastectomia radical e quimioterapia. Após vários ciclos, constatou que estava com metástase e que a doença não teria mais cura. A paciente encontrava-se fadigada e triste e sofria muito com os efeitos colaterais do tratamento. Foi acompanhada durante todo o tratamento oncológico por uma psicóloga e revelou a ela que estava cansada do tratamento e que desejava interrompê-lo e passar os dias que restavam junto do esposo, filhos e netos. A família discorda da genitora e deseja que ela continue o tratamento. Quanto ao histórico familiar da paciente, ela tem mãe e avó falecidas por câncer de mama e ovário, respectivamente.  

Considerando esse caso clínico e os conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.

A equipe de psicologia, juntamente com o restante da equipe multidisciplinar, tem o papel de fornecer informações relativas aos cuidados paliativos à família da paciente, uma vez que essas pessoas são fundamentais para a vida da idosa e podem contribuir para melhorar as condições de vida durante o processo de adoecimento, o processo de morte.

A respeito do papel do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

Cabe ao psicólogo a assistência na internação, e não na atenção domiciliar (home care), uma vez que a família optou por preservar a intimidade e oferecer conforto ao paciente.

Em relação aos familiares do paciente em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

Considerando a interdependência do doente e da respectiva família na adaptação à iminência da morte, ao se garantir o bem-estar dos familiares, aumenta-se a probabilidade de se assegurar também o bem-estar do doente e, por conseguinte, a dignidade no processo de morte, objetivo fundamental dos cuidados em fim de vida, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em relação aos familiares do paciente em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

De acordo com a OMS o doente terminal e a respectiva família precisam constituir uma só unidade de cuidados, em que se deve garantir que as necessidades dos familiares, como suporte emocional, sejam satisfeitas pelos profissionais de saúde.

Uma paciente de 72 anos de idade é casada, tem um filho e dois netos, estudou até a quarta série do ensino fundamental e é católica. Ela foi visitada pela agente de saúde, que a orientou a fazer um check-up no posto de saúde junto com o seu esposo. Atendida pelo médico, ela fez vários exames e descobriu que estava com câncer de mama, sendo encaminhada para tratamento, mastectomia radical e quimioterapia. Após vários ciclos, constatou que estava com metástase e que a doença não teria mais cura. A paciente encontrava-se fadigada e triste e sofria muito com os efeitos colaterais do tratamento. Foi acompanhada durante todo o tratamento oncológico por uma psicóloga e revelou a ela que estava cansada do tratamento e que desejava interrompê-lo e passar os dias que restavam junto do esposo, filhos e netos. A família discorda da genitora e deseja que ela continue o tratamento. Quanto ao histórico familiar da paciente, ela tem mãe e avó falecidas por câncer de mama e ovário, respectivamente.  

Considerando esse caso clínico e os conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.

É importante permitir que o próprio paciente escolha o que deve ser feito com relação ao respectivo tratamento, e que não haja nenhuma influência que reduza a autonomia e sua liberdade de decisão, mesmo que isso signifique, como no caso da paciente descrita, interromper o tratamento quimioterápico.

A respeito do papel do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

O psicólogo deve trabalhar a dor emocional dos pacientes e dos familiares, constituindo-se falha ética abordar questões espirituais, quando apresentadas pelo paciente.

Quanto à atuação do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

Representa atribuição do psicólogo comprometer-se com os direitos dos pacientes, desde que esse não interfira na organização e no planejamento hospitalar previamente instituídos.

Quanto à atuação do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

É papel do psicólogo buscar combater os sintomas estressores e angustiantes que atinjam os pacientes em cuidados paliativos e, assim, fornecer os meios para que haja manutenção da dignidade da pessoa em qualquer condição, mesmo que se manifestem preocupações com a morte.

A respeito do papel do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

Para o paciente terminal, uma questão refere-se ao domínio da dor, pois a dor física pode levar o ser humano a desejar a morte. Alguns pacientes terminais sofrem antes de morrer, mas outros, que são cuidados adequadamente, morrem lúcidos e em paz junto aos próprios familiares. O que o paciente pode estar realmente desejando é um tratamento mais pessoal ou, meramente, mais solidariedade humana.

A respeito do papel do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

O psicólogo, no contexto de cuidados paliativos, deve buscar compreender a dinâmica familiar e o respectivo modo de organização para o tratamento, para então elaborar um plano de apoio tanto para a internação como para o contexto de cuidados domiciliares.

A respeito do papel do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

O hospital geral, na condição de campo de atuação do psicólogo, compõe um cenário de diferentes demandas que se estendem do início ao fim da vida. Inserido em uma equipe multidisciplinar, o psicólogo hospitalar tem, como elementos indissociáveis de suas intervenções, a interação com profissionais de outras áreas, exceto o hospital como instituição.

Em relação aos familiares do paciente em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

É relevante ter clareza de que, ao se optar por implementar uma abordagem de cuidados centrada na família - particularmente em contextos de fim de vida -, se aumenta o risco de desenvolvimento de respostas desajustadas pré e pós-morte do doente.

Acerca dos cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

É papel do psicólogo conhecer e intervir em preditores de distress mórbido, depressão, ansiedade, somatização e luto antecipatório complicado nos familiares de doentes oncológicos terminais.

Acerca dos cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

Não cabe ao psicólogo lidar com estressores que implicam a necessidade de um ajustamento psicossocial dos pacientes e dos familiares em cuidados paliativos, sendo essa uma tarefa exclusiva do Serviço Social.

Em relação aos familiares do paciente em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

Tendo em vista a responsabilidade dos familiares do paciente em cuidados paliativos, é importante que os profissionais sigam o posicionamento da família quanto à decisão de comunicar ou não o diagnóstico ao paciente.

Em relação aos familiares do paciente em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.

É função da psicologia conter familiares que manifestem insatisfações com a prestação de cuidados paliativos, uma vez que tais tipos de manifestações se constituem preditores do desenvolvimento de morbidade psicológica.

Um paciente de 63 anos de idade é encaminhado ao pronto-socorro cardiológico, apresentando dor no peito e fadiga extrema. Após a realização de alguns exames, constata-se a necessidade de realização de cirurgia cardíaca para retirada de um aneurisma cardíaco. Quando comunicado a respeito da conduta médica necessária, o paciente informa que não vai fazer a cirurgia e diz que tem superpoderes, que consegue se curar sozinho e que pode fazer uma consulta com seres de outros planetas, que o ajudarão a retirar o aneurisma por meio de energias solares. O paciente também apresenta discurso desorganizado e delírio de grandeza. O psicólogo responsável pela unidade foi chamado para avaliar o paciente.  

Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.

Nesse caso, o papel do psicólogo responsável pela unidade é o de decidir pelo paciente que deve submeter-se ao procedimento cirúrgico e convencê-lo disso.

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