Ao tratar das danças tradicionais gaúchas, Côrtes e Lessa
(1955, p. 22) expõem que “Se, ao dançar, o dançarino desloca
seus pés de um lado para outro, ele está executando ‘passos’.
Se tais movimentos são efetuados no mesmo lugar sem que o
dançarino avance nem recue, trata-se de ‘marcações’ de passos”.
Nesse sentido, pensando sobre as danças do antigo fandango,
somente o homem “sapateia”, pois a mulher se limita a:
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De acordo com Oliven (2006), em sua obra nomeada “A
parte e o todo: a diversidade cultural no Brasil-nação”, as danças
tradicionais gaúchas originaram-se das antigas danças brasileiras
e daquelas trazidas pelos imigrantes. Estas danças aqui se
“agaucharam”, e, segundo o autor, foram marcadas por duas, das
principais características da alma do gaúcho:
Aventurando-se no desafio de elaborar o “Manual de danças
gaúchas” (1955), Côrtes e Lessa discorrem que, no campo das
danças, a mais típica representação tradicional do Rio Grande
do Sul caracteriza-se por uma série de cantigas entremeiadas de
sapateado e é chamada:
Os passos, na dança, são geralmente iniciados com o pé
esquerdo, pelo homem, e com o pé direito, pela mulher, segundo
Côrtes e Lessa (1955). Elencando passos das tradicionais danças
gauchescas, os autores abordam: passos-de-marcha; passos-duplos-de-marcha; passo-de-juntar; passo-de-valsa; passo-de-rancheira; passo-de-recuo; entre outros. Sobre este último,
o passo-de-recuo, pressupondo-se que os pés, inicialmente,
estejam juntos, trata-se de:
Dentre um amplo conjunto de danças gauchescas elencadas
por Côrtes e Lessa (1955) e reafirmadas por Ourique (2010),
existe aquela de origem primitiva e universal, com características
das contra-danças, em que os dançarinos executam as evoluções
em torno de um mastro de aproximadamente 3 m de altura,
chamada:
No contexto das danças gauchescas, os pés desempenham
importante papel nos sapateados. Os pés são compostos por
vários ossos articulados, formando as articulações subtalar,
tarsometatarsais, intermetatarsais, metatarsofalângicas e
interfalângicas. São ossos presentes nos pés:
Organizada por Alexandre Ourique (2010), a obra “Danças
Tradicionais Gaúchas” relata que, no contexto das danças
gauchescas, o sapateio é executado pelos homens e engloba o
chamado “bate pé”, que consiste em sapatear com toda a planta
do pé no solo, geralmente alternando as batidas no solo com um
pé e outro. Segundo o autor, é assim que os peões vão formando
sapateados através das bases que possuem:
Marioto e Fronza (2023) descrevem um folguedo popular
realizado no contexto das festas de santo, com protagonismo de
famílias devotas e gratas pelas graças alcançadas. Caracterizam
tal manifestação com uma dança tradicional da baixada cuiabana,
denominada como:
Na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, a Dança
do chorado é uma tradição praticada pelas mulheres, sendo,
atualmente, integrada no ritual religioso católico. Além disso,
Fernandes (2012) destaca que a dança do chorado:
Publicado por Côrtes e Lessa (1955), o “Manual de danças
gaúchas” elenca as consagradas danças gaúchas com sapateado
e sem sapateado. Fazem parte das danças sem sapateado:
Ao descreverem o Cururu, Jesus e Lion (2013) o destacam
como uma dança em roda, ao som da viola, com versos e toadas.
Além disso, o Cururu é caracterizado como:
Os três planos cardeais do corpo são: Sagital, Frontal e
Transverso. Hall (2016) exemplifica um movimento corporal total
no plano transverso de uma dançarina, denominado:
Sobre a Catira, Machado (2012) sublinha que o passo mais
utilizado é o:
Refletindo sobre a origem e história da Dança, Earo (1987)
apresenta uma divisão em três diferentes formas dessa prática
corporal, a saber: Étnica, Folclórica e Teatral. Nesse sentido, o
autor sugere que a Dança seguiu um trajeto histórico, partindo do
templo e, em sequência, ocupando:
A dança do chorado acontece nas festanças de santos, como
a festa de:
Grando e Queiroz (2013) compreendem o Curussé como
“uma prática social na qual se garante, pela educação do corpo
que dança, se alimenta, se ornamenta e é pintado, reza e é
açoitado e amado, o reconhecimento de uma identidade étnica e
cultural Chiquitano”. O início do Curussé se dá quando: