Os últimos anos da União Soviética (URSS) foram uma catástrofe em câmera lenta. A queda dos satélites europeus em 1989 e a relutante aceitação por Moscou da reunificação alemã demonstraram o colapso da União Soviética como potência internacional, mais ainda como superpotência. Em termos internacionais, a URSS era como um país derrotado após uma grande guerra — só que sem guerra.
HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX, 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 2009 (adaptado).
O processo mencionado no texto modificou a
geopolítica mundial porque
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro
húngaro, Viktor Orbán, celebraram o 30º aniversário do fim
da Cortina de Ferro. Convidada por Orbán, Merkel viajou
até a cidade fronteiriça de Sopron, na Hungria. Lá, em 19 de
agosto de 1989, mais de 600 alemães da parte oriental aproveitaram a abertura de um posto de fronteira com a Áustria,
por ocasião de um “piquenique pan-europeu”, para fugir para
o lado ocidental. O evento foi uma fissura crucial na Cortina
de Ferro. “Eu não poderia ser uma política e não poderia ser
chanceler de uma Alemanha reunificada se esses eventos
não tivessem acontecido”, declarou Merkel.
(“Na Hungria, Merkel e Orbán celebram fim da Cortina de Ferro e defendem
Europa ‘unida’”. https://internacional.estadao.com.br, 19.08.2019. Adaptado.)
Com o término da Segunda Guerra Mundial, inicia-se uma Ordem Mundial bipolar, colocando em lados opostos a
União Soviética e os Estados Unidos, ambos disputando a hegemonia global. Esse período também foi chamado de Guerra
Fria, pois não houve uma guerra direta entre essas superpotências.
O término desse período histórico foi marcado