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Edmund Husserl buscou construir, por meio da fenomenologia, um entendimento sobre a intencionalidade do ser, afirmando que toda a consciência tende para algo. Não havendo, segundo ele, pura consciência como acreditavam os racionalistas. Considerando o pensamento husserliano, analise as afirmativas abaixo.

I - Partindo da redução fenomenológica Husserl identifica vários graus de depuração da consciência, o que exige a desconexão do que é estranho ao “eu”, inclusive a dimensão social dos “outros eus”.

II - Husserl orienta uma investigação fenomenológica que nega a subjetividade transcendental.

III - Segundo Husserl, todo o filósofo deve virar-se para si próprio, tentando derrubar todas as ciências até conseguir reconstruí-las.

IV - A epoché suspende todos os nossos valores, tendo em seu horizonte sempre a atitude espontânea das nossas vivências.

V - A aplicação da epoché é a negação da atitude natural, essa negação busca a reorientação do sentido de que a atitude natural é o ser absoluto.

Assinale a alternativa que contempla todas as afirmações corretas.

TEXTO I
“Nosso ensino de filosofia ignora, por exemplo, cosmovisões como o conceito de ‘Bem-Viver’ - sumak kawsay, que compreende uma concepção de vida de povos andinos e a sua relação com o meio ambiente como um todo. A cosmovisão desses povos originários tem sido usada para se contrapor ao modelo de desenvolvimento da sociedade ocidental, na qual o Brasil está inserido. Teríamos a possibilidade de praticar efetivamente a filosofia entendida como modo de vida e não apenas como acúmulo de repertório teórico, ainda que tal repertório seja importante”.
(GONTIJO, P. Posfácio: O ensino de filosofia no Brasil e alguns de seus desafios. Kalagatos Fortaleza, v. 18, n. 2, 2021, p. 247)

TEXTO II
“Nossa proposta é simples, incluir o pensamento indígena no roteiro curricular de filosofia no ensino médio. E, sobretudo, considerando a filosoficidade desse pensamento. Em outro registro, consideramos indispensável que, para cumprir as exigências legais de implementação de conteúdos obrigatórios de história e culturas indígenas, possamos trazer à baila a interrogação: existe uma produção filosófica indígena?”
(NOGUERA, R. Introdução à filosofia a partir da história e culturas dos povos indígenas. Revista Interinstitucional Artes de Educar. Rio de Janeiro, v. 1, n. 3, out 2015 - jan 2016, p. 400)

Considerando os textos acima e as implicações da Lei Nº 11.645/2008 para o ensino de filosofia, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.

( ) A não presença dos pensamentos indígenas no currículo é uma expressão da colonialidade do saber filosófico.
( ) Incluir as cosmovisões indígenas no ensino de filosofia é uma forma de combater o racismo epistêmico.
( ) A filosoficidade dos pensamentos indígenas é atestada pela sua aderência à cultura ocidental.
( ) A incorporação das produções filosóficas indígenas ao ensino contribui para conceber a filosofia para além da produção de um discurso teórico sobre as coisas.
Assinale a sequência CORRETA:

O livro O ensino de filosofia como problema filosófico (2009), de Alejandro Cerletti, apresenta a ideia de que o ensino de filosofia é indissociável da própria filosofia, expressando uma mudança de perspectiva nasreflexões sobre o ensino filosófico. A obra obteve grande repercussão no Brasil, tornando-se um texto de referência para a área. A respeito da investigação sobre o ensino de filosofia realizada por Cerletti, analise as afirmativas.

I - O ensino de filosofia é filosófico na medida em que cria um espaço para o filosofar independente da história da filosofia.

II - O ensino de filosofia está isento de opções teóricas por parte do professor, uma vez que se pauta pela transmissão da tradição filosófica consolidada.

III - O ensino de filosofia deve constituir-se na exposição e verificação do conteúdo.

IV - O ensino de filosofia envolve duas dimensões entrelaçadas, a repetição e a criação.

V - O ensino de filosofia implica questionamentos conceituais, e não apenas pedagógicos.

Está CORRETO o que se afirma em:

O filósofo austríaco, Ludwig Wittgenstein (1889-1951), no decorrer de sua obra investigou a relação entre pensamento e linguagem, sobre a teoria de Wittgenstein e a filosofia analítica considere as opções abaixo.

I - A filosofia analítica buscou criticar a visão metafísica da modernidade, que acreditava ser possível conhecer a verdade por meio da racionalidade do sujeito.

II - A virada linguística foi a tentativa dos modernos de frear o novo paradigma epistemológico da filosofia analítica.

III - Wittgenstein entendia ser necessário estudarmos a filosofia dentro da lógica de nossa linguagem e considerando os limites dela.

IV - Para o filósofo austríaco, o “giro linguístico” seria uma contradição se usado na análise do pensamento e da linguagem.

V - A Segunda fase de Wittgenstein foi marcada pela tentativa de entender o significado das expressões linguísticas.

Estão corretas:

“[...] Nas aulas de filosofia onde se promove experiência filosófica o professor não professa. Ele não apregoa, não é depositário de verdades. O professor de filosofia é um super-herói às avessas: ele cria problemas. Mas também é ele quem vai orientar sua solução. Seus poderes mágicos são sua convicção filosófica e educacional. Esse professor tem a chave de um espaço singular onde os alunos poderão entrar para ter ali sua experiência filosófica. O modo de relacionar-se consigo mesmo, com os outros, com texto, dentro desse espaço, será um modo diferente, será um modo filosófico”. (ASPIS, Renata Pereira Lima. O professor de Filosofia: O Ensino de Filosofia no Ensino Médio como experiência filosófica.

Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br. Acesso em: 02 de setembro de 2018. Cad. Cedes, Campinas, vol. 24, n. 64, p. 305-320, set/dez. 2004, p. 310).

Partindo do entendimento do texto, citado anteriormente, e do papel da Filosofia no Ensino Médio, considere as afirmações abaixo.

I - A experiência filosófica é o momento no qual os alunos não somente conhecem a história da filosofia, mas colocam em dúvida seus pensamentos e ações.

II - O Ensino de Filosofia que contribuí para a autonomia dos sujeitos é aquele em que o professor ensina o aluno a memorizar as frases filosóficas.

III - O professor que busca a emancipação de seus alunos sempre apresenta a verdade de forma provisória, enquanto uma construção histórica.

IV - O espaço singular, que se refere Aspis, é aquele onde o aluno se apresenta como o sujeito que não tem conhecimento para contribuir no processo de construção do saber.

V - A relação que se constrói no espaço da sala de aula é mediada por uma verticalidade em que os alunos estão apenas para aprender.

Estão corretas:

“Imagine a multiplicidade dos jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros:

Comandar, e agir segundo comandos –

Descrever um objeto conforme a aparência ou conforme medidas –

Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho) –

Relatar um acontecimento –

Conjecturar sobre o acontecimento –

Expor uma hipótese e prová-Ia –

Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas –

Inventar uma história; ler –

Representar teatro –

Cantar uma cantiga de roda –

Resolver enigmas –

Fazer uma anedota; contar –

Resolver um exemplo de cálculo aplicado –

Traduzir de uma língua para outra –

Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar.

– É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e de frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem.”

(WITTGENSTEIN, L.. Investigações filosóficas. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p. 35 - 36)


Considerando o trecho acima e a concepção de linguagem na obra citada, assinale a afirmativa INCORRETA

No que diz respeito às questões do conhecimento, podemos afirmar que: