Pensava-se que o ônibus espacial Columbia era um objeto pronto
para voar pelo céu, e então, de repente, após a dramática explosão
de 2002, percebeu-se que ele precisava da NASA e de seu complexo
corpo organizacional para voar com segurança pelo céu. Para a
ação de pilotar um objeto técnico, rotinas burocráticas são tão
importantes quanto equações e resistência material.
LATOUR, Bruno. Networks, Societies, Spheres: Reflections of an Actor-Network
Theorist. International Journal of Communication, v. 5, 2011. (Adaptado)
O trecho acima expõe uma leitura baseada na Teoria Ator-Rede
(TAR), a qual modifica o entendimento comum a respeito do modo
de existência dos objetos.
Segundo esse tipo de visada, ao investigar um objeto, é preciso
levar em conta
Certo, é verdade que a expressão “arte por arte” é vazia de sentido
nas sociedades tradicionais da África negra. Toda produção
artística era antes funcional, isto é, chamada a desempenhar um
papel utilitário, exceto a aspiração do artista. Uma estatueta que
para um europeu satisfaria o gosto por suas formas harmoniosas,
um pingente que lhe serviria para sublinhar uma parte do corpo,
tudo isso era destinado a cumprir uma certa função.
MUNANGA, Kabengele. “A dimensão estética na arte negro-africana tradicional”. In:
Arte afro-brasileira: o que é afinal? Lisboa: Oca Editorial, 2020.
No Ocidente, a noção de “arte por arte” consolidou-se como uma
valorização da experiência estética autônoma.
Com base na perspectiva apresentada pelo autor, assinale a
afirmativa correta.
[É] nosso modesto parecer que o futuro da noção-mestra da
antropologia, a noção de relação, depende da atenção que a
disciplina souber prestar aos conceitos de diferença e de
multiplicidade, de devir e de síntese disjuntiva. Uma teoria pósestruturalista da relacionalidade, isto é, uma teoria que mantenha
o compromisso “infundamental” do estruturalismo com uma
ontologia relacional, não pode ignorar (...) as ideias de perspectiva,
força, afeto, hábito, evento, processo, preensão, transversalidade,
devir e diferença.
VIVEIROS DE CASTRO, E. Metafísicas canibais. São Paulo: Cosac Naify, 2015.
O pensamento pós-estruturalista busca um afastamento crítico de
características fundamentais do modelo estruturalista.