Questões de Concursos

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“Nos últimos anos do século XIX ocorreram dois fenômenos, ambos resultantes da revolução tecnológica, de uma importância decisiva para a evolução do espetáculo teatral, na medida em que contribuíram para aquilo que designamos como o surgimento do encenador.”

Esta afirmação é de Jean-Jacques Roubine e os dois fenômenos aos quais ele se refere são respectivamente:

Grotowski encena Kordian, na Polônia na década de sessenta. O espaço teatral é um hospício, dividido em compartimentos, por estrados de camas de metal, por onde circulam os intérpretes e onde o público está sentado. Eles se veem, uns aos outros, como figuras componentes do universo do hospíio. A colocação do público “dentro da cena” e a “recusa da visão frontal” tão difundida pelo palco italiano têm alguns objetivos no teatro de Grotowski, um deles é:
O crítico e pesquisador Sábato Magaldi organiza a obra de Nélson Rodrigues em três grandes grupos: peças psicológicas, peças míticas e as tragédias cariocas. A sequência de peças que correspondem a esta classificação é, respectivamente:
Os Comediantes, em 1943 estreiam “Vestido de Noiva”, de Nélson Rodrigues sob a direção de Ziembinski. É o marco do início do teatro moderno brasileiro. O cenário de Santa Rosa, para esta montagem, era formado por praticáveis que intercomunicavam três planos:

“O universo popular dos cordelistas, dos mamulengos, da linguagem dos folguedos como o reisado e o bumba-meuboi, está presente na obra de Suassuna, somado a influências do teatro religioso medieval e das tradições da Commedia dell’Arte”.

Chicó e João Grilo são os personagens principais da trama “O Auto da Compadecida” e são os chamados “amarelinhos”. Eles ludibriam seus patrões, usam de esperteza para angariarem vantagens, da mesma forma, como os criados da Commedia dell’Arte:

O grupo Oficina, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, encena em 1967 O Rei da Vela, de Oswald de Andrade. Tornado um manifesto pelo grupo, O Rei da Vela inaugura um novo movimento artístico, aglutinando em forma de espetáculo, aquilo que nascia na música, nas artes plásticas e no cinema. É o início do seguinte movimento:

Constantin Stanislavski é um dos grandes nomes do teatro mundial. Dedicou parte de sua vida artística na elaboração de um método de interpretação que auxiliasse o ator na constru- ção de seus personagens. Marie-Claude Hubert ao analisar a imaginação do ator, segundo Stanislavski escreve:

“ Ele constrói seu personagem por meio do “reviver”, conceito stanislavskiano que podemos definir como a descoberta, na interpretação, de uma forte analogia entre a situação dramática contida no texto e o passado emocional pessoal.”

Para ajudar ao ator nesse processo, o diretor russo sugere que o intérprete pergunte a si mesmo qual seria a sua reação se ele se encontrasse na situação do personagem que encarna. O mestre russo está utilizando uma de suas técnicas, chamada:

O teatro de bonecos nos foi trazido pelos colonizadores europeus nos séculos XVI e XVII. A popularidade dos bonecos, inicialmente, está ligada às festas religiosas, tornando-se depois cada vez mais descontraído e profano, conforme pode-se verificar no comentário de Ana Maria Amaral e Valmor Beltrame.

“(…) Os bonecos são predominantemente de luva, com cabeças esculpidas em madeira: os traços faciais são marcados por narigões, bocas e lábios salientes pintados em cores vivas e sem preocupações naturalistas. Porém, são as características de conduta e caráter que os assemelham: são irreverentes, justiceiros, desafiam as autoridades, principalmente as judiciais, eclesiásticas e políticas, buscam provocar o riso na plateia e resolvem seus conflitos quase sempre com o recurso da pancadaria.(...)”

Os pesquisadores referem-se, especificamente, ao teatro de:

O conceito de “quarta parede”, tão difundido nas escolas de teatro, foi forjado por Diderot, como ferramenta dramatúrgica para uso dos autores e também como indicação de representação.

Tal preocupação é resultado de um gênero que pretende “oferecer a sociedade um espelho fiel”, característico do:

Os trechos, abaixo, são de três grandes pensadores do Teatro. Identifique-os:

I - “Se o teatro essencial é como a peste não é por ser contagioso, mas porque, como a peste, é a revelação, a exposição, o impulso para fora, de um fundo de crueldade latente pelo qual se localizam num indivíduo ou num povo todas as possibilidades perversas do espírito.”

II - “É por isso que nossa arte requer que um ator experimente as angústias de seu papel, que chore todas as lágrimas de seu corpo em casa ou durante os ensaios, de maneira a obter calma, de maneira a se libertar de todos os elementos alheios ao seu papel ou que possam prejudicá-lo.”

III - “É preciso fazer desaparecer no ator o gesto comum, o gesto cotidiano, que obscurece o “impulso puro”. Nos momentos de grande alegria ou de grande sofrimento, o homem, arrebatado pelo “entusiasmo”, no sentido etimológico, utiliza signos rítmicos, põe-se a cantar ou a dançar. É essa expressão elementar que o ator deve tentar reencontrar, é ‘o signo orgânico’.”