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       Quando eu era criança (e isso aconteceu em outro tempo e em outro espaço), não era incomum ouvir a pergunta “Quão longe é daqui até lá?” respondida por um “Mais ou menos uma hora, ou um pouco menos se você caminhar rápido”. Num tempo ainda anterior à minha infância, suponho que a resposta mais comum teria sido “Se você sair agora, estará lá por volta do meio-dia” ou “Melhor sair agora, se você quiser chegar antes que escureça”. Hoje em dia, pode-se ouvir ocasionalmente essas respostas. Mas serão normalmente precedidas por uma solicitação para ser mais específico: “Você vai de carro ou a pé?”.
      “Longe” e “tarde”, assim como “perto” e “cedo”, significavam quase a mesma coisa: exatamente quanto esforço seria necessário para que um ser humano percorresse uma certa distância — fosse caminhando, semeando ou arando. Se as pessoas fossem instadas a explicar o que entendiam por “espaço” e “tempo”, poderiam ter dito que “espaço” é o que se pode percorrer em certo tempo, e que “tempo” é o que se precisa para percorrê-lo. Se não fossem muito pressionados, porém, não entrariam no jogo da definição. E por que deveriam? A maioria das coisas que fazem parte da vida cotidiana são compreendidas razoavelmente até que se precise defini-las; e, a menos que solicitados, não precisaríamos defini-las. O modo como compreendíamos essas coisas que hoje tendemos a chamar de “espaço” e “tempo” era não apenas satisfatório, mas tão preciso quanto necessário, pois era o wetware — os humanos, os bois e os cavalos — que fazia o esforço e punha os limites. Um par de pernas humanas pode ser diferente de outros, mas a substituição de um par por outro não faria uma diferença suficientemente grande para requerer outras medidas além da capacidade dos músculos humanos.


Zygmunt Bauman. A modernidade como história do tempo. In: Modernidade líquida. Plínio Dentzien (Trad.). Rio de Janeiro: Zahar, 2001 (com adaptações).

A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte.

A correção gramatical e o sentido original do texto seriam preservados se o período “Se não fossem muito pressionados, porém, não entrariam no jogo da definição”, no segundo parágrafo, fosse reescrito da seguinte forma: Não entrariam no jogo da definição se não fossem muito pressionados, porém.

Texto CG1A1-I

       Algumas das primeiras incursões pelos mundos paralelos ocorreram na década de 50 do século passado, graças ao trabalho de pesquisadores interessados em certos aspectos da mecânica quântica — teoria desenvolvida para explicar os fenômenos que ocorrem no reino microscópico dos átomos e das partículas subatômicas. A mecânica quântica quebrou o molde da mecânica clássica, que a antecedeu, ao firmar o conceito de que as previsões científicas são necessariamente probabilísticas. Podemos prever a probabilidade de alcançar determinado resultado ou outro, mas em geral não podemos prever qual deles acontecerá. Essa quebra de rumo com relação a centenas de anos de pensamento científico já é suficientemente chocante, mas há outro aspecto da teoria quântica que nos confunde ainda mais, embora desperte menos atenção. Depois de anos de criterioso estudo da mecânica quântica, e depois da acumulação de uma pletora de dados que confirmam suas previsões probabilísticas, ninguém até hoje soube explicar por que razão apenas uma das muitas resoluções possíveis de qualquer situação que se estude torna-se real. Quando fazemos experimentos, quando examinamos o mundo, todos estamos de acordo com o fato de que deparamos com uma realidade única e definida. Contudo, mais de um século depois do início da revolução quântica, não há consenso entre os físicos quanto à razão e à forma de compatibilizar esse fato básico com a expressão matemática da teoria.


Brian Greene. A realidade oculta: universos paralelos e as leis
profundas do cosmo. José Viegas Jr. (Trad.) São Paulo:
Cia das Letras, 2012, p. 15-16 (com adaptações).

Acerca das ideias e dos sentidos do texto CG1A1-I, julgue o próximo item.

De acordo com o texto, um aspecto da teoria quântica que recebeu menor atenção é a singularidade do real confrontada com a infinitude de possibilidades especuladas.

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Julgue os itens a seguir a respeito da organização do texto
apresentado.

Preservam-se a coerência da argumentação e a correção gramatical do texto ao se substituir "A imensa variedade de" (Imagem 006.jpg.3-4) por Os inúmeros.

Texto 1A3-II
1 Entre os maiores poderes concedidos pela sociedade
ao Estado, está o poder de tributar. A tributação está inserida
no núcleo do contrato social estabelecido pelos cidadãos
4 entre si para que se alcance o bem comum. Desse modo,
o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente
político, a partir da qual foi possível que as pessoas deixassem
7 de viver no que Hobbes definiu como o estado natural
(ou a vida pré-política da humanidade) e passassem a
constituir uma sociedade de fato, a geri-la mediante um
10 governo, e a financiá-la, estabelecendo, assim, uma relação
clara entre governante e governados.
A tributação, portanto, somente pode ser
13 compreendida a partir da necessidade dos indivíduos
de estabelecer convívio social organizado e de gerir a coisa
pública mediante a concessão de poder a um soberano.
16 Em decorrência disso, a condição necessária (mas não
suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é que
ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária
19 privada seria comparável a usurpação ou roubo.
Internet: <www.receita.fazenda.gov.br> (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A3-II, julgue os itens seguintes. 

I No trecho “o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente político” (?. 5 e 6), a substituição de “ou” por e prejudicaria a correção gramatical do texto. 
II A supressão dos parênteses empregados no trecho “(ou a vida pré-política da humanidade)” (?.8) alteraria os sentidos originais do texto. 
III No trecho “seria comparável a usurpação ou roubo” (?.19), a forma verbal “seria” expressa dúvida quanto à possibilidade de concretização da referida comparação. 
Assinale a opção correta.

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Com relação à estrutura do texto e ao vocabulário nele empregado, assinale a opção correta.

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Com relação às ideias e à estrutura do texto, assinale a opção correta.

O diretor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Athayde Fontoura Filho, reafirmou que a urna eletrônica apresenta risco zero de fraude e que a segurança pode ser aferida por meio da votação paralela, realizada no dia da eleição, concomitantemente ao pleito oficial. Assinale a opção que não representa continuação coesa e coerente para o trecho acima.

Texto CB1A1-I
1 É impressionante como, em nosso tempo, somos
contraditórios no que diz respeito aos direitos humanos.
Em comparação a eras passadas, chegamos a um máximo
4 de racionalidade técnica e de domínio sobre a natureza,
o que permite imaginar a possibilidade de resolver grande
número de problemas materiais do homem, quem sabe,
7 inclusive, o da alimentação.
No entanto, a irracionalidade do comportamento
é também máxima, servida frequentemente pelos mesmos
10 meios que deveriam realizar os desígnios da racionalidade.
Assim, com a energia atômica, podemos, ao mesmo tempo,
gerar força criadora e destruir a vida pela guerra; com incrível
13 progresso industrial, aumentamos o conforto até alcançar
níveis nunca sonhados, mas excluímos dele as grandes
massas que condenamos à miséria; em muitos países,
16 quanto mais cresce a riqueza, mais aumenta a péssima
distribuição dos bens. Portanto, podemos dizer que os
mesmos meios que permitem o progresso podem provocar
19 a degradação da maioria.
Na Grécia antiga, por exemplo, teria sido impossível
pensar em uma distribuição equitativa dos bens materiais,
22 porque a técnica ainda não permitia superar as formas brutais
de exploração do homem, nem criar abundância para todos.
Em nosso tempo, é possível pensar nisso, mas o fazemos
25 relativamente pouco. Essa insensibilidade nega uma das
linhas mais promissoras da história do homem ocidental,
aquela que se nutriu das ideias amadurecidas no correr
28 dos séculos XVIII e XIX.
Essas ideias abriram perspectivas que pareciam
levar à solução dos problemas dramáticos da vida em
31 sociedade. E, de fato, durante muito tempo, acreditou-se que,
removidos uns tantos obstáculos, como a ignorância e os
sistemas despóticos de governo, as conquistas do progresso
34 seriam canalizadas no rumo imaginado pelos utopistas, porque
a instrução, o saber e a técnica levariam, necessariamente,
à felicidade coletiva. Contudo, mesmo onde esses obstáculos
37 foram removidos, a barbárie continuou entre os homens,
embora não mais se ache normal o seu elogio, como se todos
soubessem que ela é algo a ser ocultado e não proclamado.
Antonio Candido. Vários escritos. 3.ª ed. rev. e ampl.
São Paulo: Duas Cidades, 1995, p. 169-70 (com adaptações).
De acordo com o texto CB1A1-I, o progresso

Etimologicamente formada das palavras gregas philos (amigo, amador) e atelês (franco, livre de qualquer encargo ou imposto), a filatelia é, geralmente, definida como o ato de colecionar selos, especialmente aqueles considerados raros. Mas, muito mais do que um hobby, a filatelia é, ao mesmo tempo, uma ciência e uma arte que apaixona pessoas dos mais diversos lugares do mundo.


A partir do que o texto informa sobre o vocábulo “filatelia”, deduz- se que aquele que coleciona selos é corretamente chamado de

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De acordo com a argumentação do texto, é um erro buscar o crescimento pelo crescimento (L.1) porque o importante, entre outros aspectos, é que o crescimento permita o acesso da população a melhores condições de vida e de renda.

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The author of the text affirms that although evidence of physical effects of climate change continues to grow, the world is starting to dissect how physical changes will intersect with society and economies.

1                      O nome é o nosso rosto na multidão de palavras.

            Delineia os traços da imagem que fazem de nós, embora

            não do que somos (no íntimo). Alguns escondem seus

4          donos, outros lhes põem nos olhos um azul que não

            possuem. Raramente coincidem, nome e pessoa. Também

            há rostos quase idênticos, e os nomes de quem os leva

7          (pela vida afora) são completamente díspares, nenhuma

            letra se igualando a outra.

                        O do autor deste texto é um nome simples,

10        apostólico, advindo do avô. No entanto, o sobrenome, pelo

            qual passou a ser reconhecido, é incomum. Sonoro,

            hispânico. Com uma combinação incomum de nome e

13        sobrenome, difícil seria encontrar um homônimo. Mas eis

            que um surgiu, quando ele andava pelos vinte anos. E

            continua, ao seu lado, até agora — sombra amiga.

16                    Impossível não existir aqui ou ali alguma confusão

            entre eles, um episódio obscuro que, logo, viria às claras

            com a real justificativa: esse não sou eu. Houve o caso da

19        mulher que telefonou para ele, esmagando-o com

            impropérios por uma crítica feita no jornal pelo outro,

            sobre um célebre arquiteto, de quem ela era secretária.

 

                João Anzanello Carrascoza. Homônimo. In: Diário das Coincidências. Ed. digital. São Paulo:   Objetiva, p. 52 (com adaptações).

No que concerne ao texto precedente, julgue o próximo item. 
O vocábulo “um” (?.14) refere-se a um indivíduo cujo nome é idêntico ao do autor do texto.

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Julgue os próximos itens, a respeito da organização das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima.

Infere-se da leitura do texto que o “desafio” mencionado à linha 8 consiste no atendimento a “essas demandas” (L.4).

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Julgue os seguintes itens, que se referem a aspectos lingüísticos
do texto.

O trecho "o que era meter à prova as aptidões políticas da jovem sociedade" (L.24-25) pode ser reescrito, mantendo-se a correção e a coerência do texto, da seguinte forma: o de pôr à prova as habilidades políticas da jovem sociedade.

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