Considere os períodos:
I. Quando ele ver como está destruída a casa da sua infância, ficará desolado.
II. Se ele vir aqui cedo, poderemos ir ao jogo.
De acordo com a norma culta:
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Leia o texto para responder às questões de números 18 a 30.
Sob ordens da chefia
Ah, os chefes! Chefões, chefinhos, mestres, gerentes, diretores, quantos ao longo da vida, não? Muitos passam em brancas nuvens, perdem-se em suas próprias e pequenas histórias. Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem nítidas na memória: são aqueles donos de qualidades incomuns. Por exemplo, o meu primeiro chefe, lá no finalzinho dos anos 50: cinco para as oito da noite, e eu começava a ficar aflito, pois o locutor do horário ainda não havia aparecido. A rádio da pequena cidade do interior, que funcionava em três horários, precisava abrir às oito e como fazer? Bem, o fato é que eu era o técnico de som do horário, precisava "passar" a transmissão lá para a câmara, e o locutor não chegava para os textos de abertura, publicidade, chamadas. Meu chefe, de lá, tomou a iniciativa: – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue isso aí, vá pro estúdio e ponha a rádio no ar. Vamos lá, firme, coragem! – foi a minha primeira experiência: fiz tudo como mandava e ele pôde, assim, transmitir tudo sem problemas. No dia seguinte, muita apreensão logo de manhã, aguardando o homem. Será que tinha alguma crítica? Mas eis que ele chega, simpático e sorridente como sempre, e me abraça. – Muito bem! Você está aprovado. Quer começar amanhã na locução? Alguns meses antes do seu falecimento, reencontrei-o num lançamento de livro: era o mesmo de cinquenta e tantos anos atrás: magrinho, calva luzidia, falante, sempre cheio de planos para o futuro. E o chefe das pestanas brancas, anos depois: estremecíamos quando ele nos chamava para qualquer coisa, fazendo-nos entrar na sua sala imensa, já suando frio e atentos às suas finas e cortantes palavras. Olhar frio, imperturbável, postura ereta, ágil, sempre trajando ternos impecáveis. Suas atitudes? Dinâmicas, surpreendentes. Uma vez, precisando de algumas instruções, perguntei a sua secretária se poderia "entrar". – Não vai dar. – Respondeu-me ela. – Está ocupadíssimo, em reunião. Mas volte aqui um pouco mais tarde. Vamos ver! Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e quase não acreditei no que ouvi: – Sinto muito, o chefe está viajando para a Alemanha. Era bem diferente daquele outro da mesma empresa, descontraído, amigão de todos: não era somente um chefe, era um líder, bem conhecido entre os revendedores. Todos sentíamos prazer em trabalhar com ele, e para ele. Até quando o serviço resultava numa sonora bronca – sempre justificada, é claro. Jeitão simples, de fino humor, tratava tudo com o tempero da sua criatividade nata. "Punha para frente" até quem precisava demitir: intercedia lá fora em seu favor, o que víamos com nossos próprios olhos. Não chamava ninguém do seu pessoal a toda hora, a não ser que o assunto fosse sério mesmo: se tinha algo a tratar no dia a dia, chegava pessoalmente, numa boa, às vezes até sentava numa de nossas mesas para expor o assunto. Aliás, era o único chefe que se lembrava de me dar um abraço e dizer "parabéns" no dia do meu aniversário.
(Gustavo Mazzola, Correio Popular, 04.09.2013, http://zip.net/brl0k3. Adaptado)
As formas verbais conjugadas no modo imperativo, expressando ordem, instrução ou comando, estão destacadas em
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 9,
considere o texto abaixo.
Comparado ao tamanho dos rios amazônicos, o Tietê é
um regato. Nas estatísticas, porém, é uma catarata de superlativos.
Estudo mostra que o Tietê e seus afluentes formam a
bacia hidrográfica mais populosa, mais rica e mais poluída do
Brasil. É também a de maior desenvolvimento humano do país.
Às suas margens ou perto delas moram 30 milhões de pessoas,
a maior população ribeirinha do país, com médias de 10,6 anos
de estudo e 75,3 anos de vida.
O rio Tietê nasce acima dos mil metros de altitude, nas
encostas da Serra do Mar, em Salesópolis, a leste da capital.
Corre 1.136 quilômetros para o interior, por 73 municípios paulistas.
Deságua no rio Paraná, a 300 metros acima do nível do mar.
São apenas 740 metros de desnível da nascente à foz, ou um metro
de declive a cada quilômetro e meio de percurso, em média.
Mesmo assim, as quedas do Tietê são famosas desde
antes dos bandeirantes. Para fugir desse trecho inicial tortuoso
e cheio de corredeiras, a navegação rio abaixo entre os séculos
XVIII e XIX começava em Araritaguaba, atual Porto Feliz,
com destino às minas de ouro de Cuiabá. Por só poderem ser
feitas em parte do ano, no período de cheia do rio, as expedições
eram chamadas de monções.
As canoas, escavadas em troncos derrubados ao longo
das margens do rio e de seus afluentes, levavam mantimentos,
ferramentas e escravos para as minas, e traziam ouro. Hoje, a
hidrovia Tietê-Paraná percorre 2,6 mil quilômetros e transporta
6 milhões de toneladas de carga anualmente, entre insumos e
grãos. Um comboio de seis barcaças carregadas tira 210 carretas
das estradas, gastando um quarto do combustível e emitindo
um terço da quantidade de carbono.
O rio foi determinante na fundação da maior cidade do
hemisfério sul e na ocupação do território ao seu redor. Nas últimas
décadas, o desenvolvimento se estendeu do alto ao baixo
Tietê. O desenvolvimento econômico e demográfico custou caro
ao rio. A qualidade de suas águas, cristalinas em Salesópolis,
passa de apenas "boa", para "ruim" e "péssima", à medida que
avança pelo interior, e só volta a ficar boa em Barra Bonita. Nos
últimos 30 quilômetros antes de chegar à sua foz, as águas do
rio voltam a ter a mesma excelência dos primeiros 40 quilômetros
de seu curso. O rio mais poluído do país se recupera e termina
tão limpo quanto começou.
(Adaptado de: TOLEDO, José Roberto de; MAIA, Lucas de Abreu
e BURGARELLI, Rodrigo. O Estado de S. Paulo, 22 de setembro
de 2013, A26)
... a navegação rio abaixo entre os séculos XVIII e XIX, começava em Araritaguaba... (3º parágrafo) O verbo conjugado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em:

Julgue os itens subsequentes, referentes às estruturas linguísticas e
à organização das ideias do texto acima.
No trecho "haja melhor distribuição das funções" (L.24), o emprego do modo subjuntivo na forma verbal indica possibilidade, hipótese, e não a certeza de ocorrência de melhor distribuição de funções.