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A cosmologia aristotélica apresentava um modelo de universo finito, eterno e hierarquicamente organizado, que exerceu profunda influência sobre a astronomia e a filosofia por séculos. Este modelo geocêntrico era baseado em uma distinção fundamental entre o mundo celeste e o terrestre. Acerca da estrutura do cosmos segundo Aristóteles, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.

(__)O modelo cosmológico aristotélico era heliocêntrico, com o Sol ocupando o centro imóvel do universo e todos os planetas, incluindo a Terra, girando ao seu redor em esferas cristalinas.
(__)O universo era dividido em duas regiões distintas: o mundo sublunar (terrestre), sujeito à geração e à corrupção, composto pelos quatro elementos (terra, água, ar e fogo); e o mundo supralunar (celeste), perfeito e imutável.
(__)Fenômenos como cometas, meteoros e a Via Láctea eram considerados eventos celestes que ocorriam na região dos planetas e das estrelas fixas, sendo, portanto, compostos pelo mesmo elemento perfeito dos astros.
(__)Os corpos celestes, como os planetas e as estrelas, eram compostos por um quinto elemento, o éter ou quintessência, e realizavam movimentos circulares uniformes e eternos, considerados os mais perfeitos.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Considere a definição dada por Matos e Massoni em seu trabalho, “Uma estratégia para introduzir conceitos de física no Ensino Fundamental: o uso dos paradigmas kuhnianos”, para a relação entre a evolução das teorias científicas e sua relação com a manutenção e a quebra de paradigmas.
São paradigmas que serviram de base para a comunidade científica durante longos períodos de ciência normal. Durante esses períodos, o paradigma pode apresentar dificuldades em explicar alguns fatos, fenômenos ou propriedades consideradas relevantes e caso essas anomalias se tornem resistentes podem levar o paradigma à crise, podendo resultar na substituição por outro paradigma. Essa ruptura é caracterizada por Kuhn como uma revolução científica.
Fonte: Jênifer A. de Matos, Neusa T. Massoni. Revista Thema v.16 n.2 (2019).
No estudo, com estudantes de ensino médio, se realizou um debate entre dois grupos defendendo teorias distintas e um terceiro grupo representando um júri. Assim, no ambiente didático se estabelece um embate em torno da compreensão de um fenômeno e a formação de um consenso sobre sua explicação. Uma analogia, portanto, com a disputa que ocorre nos círculos científicos: “cientistas que disputam ~ grupos divergentes”, “comunidade científica como um todo ~ juri”.
Do relato da atividade didática são extraídos (e adaptados) os seguintes excertos numerados:

I. “(...) há muitos materiais instrucionais e livros didáticos que mostram que a ciência é feita por gênios que descobrem fenômenos ao acaso.” II. “(...) as leis são obtidas a partir de observações na medida em que há um método científico seguro que lhes garante a verdade.” III. “Os defensores de Aristóteles argumentaram que o senso comum explica os movimentos, como o de queda dos corpos, com pensamentos aristotélicos.” IV. “Os jurados tiveram um momento para debater e decidir o vencedor. No fim, escolheram a defesa galileana como a vencedora, uma vez que argumentaram melhor e trouxeram materiais extras.”

Conforme a definição dada no texto para o pensamento de Kuhn para o estabelecimento das revoluções científicas em termos dessa analogia “sala ~ comunidade científica”, estabeleça a comparação entre as afirmações trazidas como sendo:
RC - contribuidoras para o processo de ocorrência de revoluções científicas; NR - não contribuidoras para o processo ocorrência de revoluções científicas;

Assinale a alternativa que realiza essa comparação corretamente.
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