Leia o caso a seguir.
Paciente de 10 anos chega ao consultório com queixas
importantes de atenção e concentração. Não termina as
atividades que inicia, perde as coisas com facilidade, está
sempre aéreo, tanto em casa quanto na escola. Não consegue
copiar os deveres na escola. Tem estado mais irritável nas
últimas semanas. A mãe refere que antes tinha um
desempenho bom na escola, com notas acima da média, sem
queixas escolares. Em casa, também não apresentava maiores
problemas. Relata que percebeu os sintomas de desatenção
nos últimos 6 meses, com reclamações da escola, pela queda
do rendimento acadêmico e pelo comportamento mais “avoado”
em sala de aula. Em casa, tem ficado mais no quarto, jogando
em seu computador. Tem diminuído o apetite e, à noite, diz que
não dorme bem já há duas semanas. Ao exame, a criança
apresentou-se mais quieta, tímida. Diz que está com dificuldade
em prestar atenção na escola, pois parece que “está tudo lento”.
Queixa-se de que a escola “está sem graça”. Relata que não
sabe o que quer ser no futuro.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Com base na história clínica, a conduta terapêutica
adequada preconizada pelos consensos de tratamento em
psiquiatria da infância para esse caso é:
A psicoterapia é a primeira linha de tratamento para o
transtorno de personalidade Borderline. Psicoterapias como
a terapia comportamental dialética (TCD), a psicoterapia
focada na transferência (PFT) e a terapia focada no
esquema (TFE) são os tratamentos mais efetivos, mas são
poucos disponíveis e acessíveis. Para otimizar o acesso às
abordagens psicoterápicas, surgiu o Good Psychiatric
Manegement (GPM), que se mostrou tão eficaz quanto a
TCD. O GPM incorpora 3 elementos essenciais, que são:
Leia o caso a seguir.
Um psiquiatra foi nomeado perito para avaliar um homem de 56
anos que cometeu crime sexual, por comportamento libidinoso
com uma jovem de 15 anos. Na avaliação, o homem é
acompanhado pelo filho, que relata que o pai era um renomado
professor de Direito em uma universidade particular, com mais
de 25 anos de carreira em magistério, com comportamento
rígido e conservador ao longo da vida. Nos últimos 12 meses,
começou a apresentar dificuldades na concentração, parecendo
não se importar com as coisas. Nos últimos 6 meses, tornou-se
mais desinibido, com comentários impróprios em reuniões
familiares, com intimidades desnecessárias com pessoas que
não conhecia. Em casa, começou a comer em grandes
quantidades, até encher a boca e engasgar e regurgitar. Há 3
semanas, em um evento da universidade, molestou
sexualmente um jovem, amigo de sua neta, com ato libidinoso,
encostando os genitais, mas sem penetração. Já havia
apresentado esse comportamento há 2 meses, na faculdade,
com uma aluna que o denunciou, sendo afastado.
A avaliação neuropsicológica evidenciou déficit de disfunção
executiva e atenção. No reconhecimento das faces de Eckman,
teve grande dificuldade em reconhecer emoções negativas.
O Inventário Neuropsiquiátrico evidenciou sintomas de
desinibição, movimentos repetitivos e alteração dos hábitos
alimentares.
Os exames de sangue e líquor excluíram sífilis, encefalopatias,
deficiência vitamínica etc.
A ressonância magnética evidenciou atrofia das regiões
frontomedianas, córtex pré-frontal lateral e ínsula anterior, com
predomínio à direita.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Com base no caso descrito, a avaliação diagnóstica e a
repercussão médico-legal correspondente compatível é
tratar-se de demência