Um anti-histamínico é responsável por bloquear a ação da
histamina, substância do organismo que reproduz a maioria
dos sintomas de rinite e urticária. Um dos efeitos mais
indesejáveis de alguns medicamentos pertencentes a essa
classe farmacológica é a sonolência. Um anti-histamínico
praticamente isento deste tipo de efeito é
Infelizmente é relativamente comum a ocorrência de uma
cascata de prescrição quando o efeito adverso de
determinado fármaco é interpretado de maneira equivocada
como um sintoma ou sinal de um novo distúrbio e se
prescreve um novo fármaco para seu tratamento. O pior é
que o novo e desnecessário fármaco pode causar efeitos
adversos adicionais, que podem ainda ser novamente
interpretados de maneira equivocada como outro distúrbio e
tratado desnecessariamente, e assim por diante. Por
exemplo, pode ser encontrada prescrição de diurético em
paciente hipertenso com edema periférico causado pelo uso
do vasodilatador hipotensor nifedipino. Entretanto, a terapia
diurética pode causar hipopotassemia exigindo
suplementação de potássio. Nesse caso específico, uma
estratégia melhor seria reduzir a dose ou interromper o uso
do bloqueador do canal de cálcio em favor de outros
fármacos anti-hipertensivos, como inibidores da enzima de
conversão da angiotensina ou bloqueadores do receptor da
angiotensina. Um diurético que tem a capacidade de jogar
água e sal para fora, além do potássio, também acarretando
hipopotassemia e diminuição da força muscular é
A resistência das bactérias gram-negativas normalmente é
devida a enzimas mediadas por plasmídeos chamadas βlactamases de espectro ampliado (ESBLs). Elas são
frequentemente produzidas pelas espécies Escherichia coli
e Klebsiella, patógenos causadores das infecções do trato
urinário (ITU) mais comuns. Levando em conta apenas essa
informação, para o tratamento de uma ITU dessa natureza,
deveria ser descartado o uso de
Estudos têm demonstrado que a utilização local de anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) como forma
terapêutica no alívio de afecções inflamatórias e dolorosas
apresenta inúmeras vantagens em relação ao uso
sistêmico, principalmente evitando as reações
gastrointestinais. A administração tópica tem como objetivo
a penetração do princípio ativo nos tecidos, tais como
músculo e articulações, abaixo do sítio de aplicação. Essa
via de administração pode ser considerada uma alternativa
terapêutica para indivíduos impossibilitados de fazer uso
oral de AINES. O AINE derivado do ácido fenilacético que
apresenta propriedades analgésica, anti-inflamatória e larga
utilização em formulações para uso tópico é
Dados da literatura apontam que apenas metade dos
pacientes que deixam o consultório do médico com uma
prescrição toma o fármaco conforme indicado. A
contribuição do farmacêutico é muito importante para alterar
este quadro. Nesse sentido, por exemplo, o farmacêutico
deve perguntar ao paciente com que frequência ele esquece
de tomar seus medicamentos. O profissional pode observar
que o paciente não solicita reposição ou que a prescrição é
reposta muito precocemente. Ele também pode perguntar
ao paciente: “Quando foi a última vez que você tomou seu
remédio?”. Ao revisar as orientações da prescrição com o
paciente, o farmacêutico pode descobrir a interpretação
errônea ou os temores do paciente e aliviá-los.
Farmacêuticos ou outros profissionais de saúde podem
recomendar doses menos complicadas ou menos
frequentes ou substituir fármacos seguros, eficazes, mas
menos caros. O farmacêutico pode verificar também que o
paciente utiliza vários medicamentos e/ou medicamentos
que devem ser tomados várias vezes ao dia. Além disso,
ainda pode haver negação da doença, pouca capacidade
cognitiva. A comunicação, as orientações e os
esclarecimentos do farmacêutico, em relação aos fatores
mencionados, podem contribuir para ampliar o grau em que
o paciente segue o esquema terapêutico, ou seja, melhorar