Um homem de 32 anos, previamente hígido, procura pronto
atendimento com queixa de dor retroesternal em caráter de
pontada, pior à inspiração profunda e ao decúbito dorsal, com
discreto alívio ao se sentar e fletir o tronco, iniciada há 6 dias.
Relata febre alta no início do quadro. Refere viagem longa de
ônibus há 2 semanas, com pessoas “gripadas”.
À ausculta cardíaca, apresenta som rangente, de alta tonalidade,
diastólico e sistólico, pancardíaco. Eletrocardiograma mostra:
infradesnivelamento de PR e supradesnivelamento segmento ST
em diversas derivações. Exame laboratorial apresenta leucocitose e
proteína C reativa aumentada.
A principal hipótese diagnóstica e o tratamento mais adequado
são, respectivamente:
Em alguns casos graves de estenose aórtica, é possível encontrar
um sopro de característica “piante”, em foco mitral, que pode
simular um sopro de regurgitação mitral, conhecido como
fenômeno de Gallavardin.
A manobra semiológica que pode ajudar na diferenciação entre
fenômeno de Gallavardin e insuficiência mitral é a:
Um cardiologista, líder de um atendimento de reanimação
cardiopulmonar, se encontra diante de um ritmo “chocável” e
acaba de realizar a terceira desfibrilação do protocolo.
O próximo passo, segundo o ACLS, é:
Um médico no ambulatório de hipertensão arterial sistêmica
deve classificar e tratar um paciente que apresentou os seguintes
níveis pressóricos nas últimas três consultas: 156 x 102 mmHg;
158 x 100 mmHg e 152 x 102 mmHg.
Segundo as diretrizes brasileiras mais recentes, a classificação da
hipertensão arterial e melhor terapia medicamentosa indicada
para tratar esse paciente são, respectivamente:
Uma paciente de 35 anos, com história prévia de valvopatia
reumática e lúpus eritematoso sistêmico, está em uso de
imunossupressores e corticoide. Procura unidade de emergência
por quadro de febre vespertina há 2 semanas e astenia intensa.
Ao exame físico, apresenta sopro holossistólico em foco mitral
4+/6+, além de pápulas eritematosas não dolorosas nas palmas
das mãos.
Durante internação, apresenta níveis de fator reumatoide
elevados, crescimento de Candida em 3 amostras distintas de
hemoculturas e ecocardiograma transesofágico com vegetação
em valva mitral de 0,3 cm de diâmetro. Evolui clinicamente com
dispneia em repouso, pior ao decúbito.
Diante do exposto, a melhor conduta para a paciente, dentre as
opções abaixo, é:
Um paciente de 18 anos tem história de febre reumática recente
que evoluiu com cardite, sem deixar sequelas.
Com base nessas informações, o melhor esquema de profilaxia
secundária para esse paciente é:
O cardiologista atende um infarto agudo do miocárdio com
supradesnivelamento do segmento ST e, devido às condições em
que o paciente se encontra, opta por realizar terapia
trombolítica.
Há contraindicação absoluta à trombólise se o paciente:
Considere um paciente de 28 anos, atleta profissional de triatlo,
assintomático, que não apresenta histórico de problema de
saúde prévio.
Um possível achado que corresponderia ao chamado “coração de
atleta” é:
Apesar dos grandes avanços da medicina nos últimos anos, a
endocardite infecciosa (E.I.) ainda é uma doença com alta
mortalidade.
Em relação à E.I., é correto afirmar que:
Um paciente de 50 anos, natural e residente de Caraíbas,
município da região sudoeste da Bahia, apresenta dispneia aos
pequenos esforços, edema de membros inferiores e queixa de
episódios de “coração acelerado” há mais de 1 mês. Ao exame
físico, apresenta turgência jugular patológica, fígado palpável a
4,0 cm do rebordo costal direito, algo doloroso, e estertores
pulmonares em bases bilateralmente. Radiografia de tórax
mostra cardiomegalia, e eletrocardiograma apresenta intervalo
PR de 210 ms, bloqueio de ramo direito e hemibloqueio anterior
esquerdo.
Com base na principal hipótese diagnóstica do caso clínico
descrito, é correto afirmar que:
Uma mulher de 72 anos tem história prévia de diabetes,
hipertensão arterial sistêmica, artrite reumatoide e fibromialgia.
Encontra-se muito nervosa, com problemas familiares nos
“últimos tempos” e vem ao pronto atendimento com dor torácica
em “aperto”, de localização retroesternal, iniciada há 20 minutos,
após discussão intensa com a filha.
Ao exame físico, encontra-se sudoreica, pálida, com PA de
180 x 92 mmHg, FC de 102 bpm, SpO2 a 97%. As auscultas
respiratória e cardíaca estão dentro da normalidade. O
eletrocardiograma apresenta taquicardia sinusal e
supradesnivelamento de segmento ST de derivações da parede
anterior. O ecocardiograma à beira leito mostra hipocinesia de
segmentos mediais e apicais do ventrículo esquerdo, com
hipercinesia basal. A paciente foi encaminhada para
cineangiocoronariografia de emergência, na qual se constatou a
ausência de placas obstrutivas.
Dentro do exposto, a hipótese diagnóstica mais provável é:
Uma das cardiopatias congênitas mais conhecidas é a tetralogia
de Fallot.
A opção com melhor conduta para a crise de hipóxia dos
pacientes com essa cardiopatia é:
Um paciente de 15 anos, sem comorbidades prévias conhecidas,
dá entrada no pronto atendimento com queixa de cansaço e
febre alta há 3 dias. Alega episódios de palpitação nesse período.
Ao exame físico, ausculta cardíaca flagra sopro mesossistólico,
ejetivo, mais audível em focos de ápice, intensidade 2+/6+.
Com base no quadro clínico, o provável diagnóstico relacionado
ao sopro auscultado é:
Uma paciente de 60 anos, com quadro de dispneia aos pequenos
esforços há mais de 1 mês, apresenta, à ausculta cardíaca, sopro
holodiastólico em foco mitral, estalido de abertura e hiperfonese
de B2 em foco pulmonar. Um cardiologista teve acesso ao
ecocardiograma da paciente e calculou um escore de Wilkins de
12.
A melhor conduta terapêutica para a valvopatia dessa paciente é:
Uma paciente de 22 anos, proveniente da região nordeste do
Brasil, apresenta um quadro de dor torácica e dispneia aos
pequenos esforços, ascite, turgência jugular patológica e edema
de membros inferiores de características crônicas. Possui o
seguinte laudo ecocardiográfico: obliteração de ambos os ápices
ventriculares, com moderada disfunção sistólica, volume atrial
aumentado, derrame pericárdico leve, trombo ventricular e
hipermotilidade da base ventricular com ápice normocinético.
Com base nas informações descritas, o diagnóstico mais provável
para a paciente é:
Um paciente idoso de 82 anos, previamente hipertenso, portador
de diabetes mellitus mal controlada e tabagista dá entrada no
ambulatório de valvopatias. Apresenta sopro ejetivo, mais
audível em região paraesternal esquerda, entre 3º e 4º espaço
intercostal, com pico telessistólico, menos intenso com manobra
de Valsalva. Refere que, nos últimos meses, apresenta cansaço ao
realizar esteira em academia a 4,0 km/h.
A melhor conduta em relação à valvopatia do paciente é:
No ambulatório de valvopatias, discute-se o caso de um paciente
de 72 anos, assintomático, com história de estenose aórtica e
com os seguintes parâmetros ecocardiográficos: área valvar
aórtica 0,9 cm²; FE 45%; gradiente médio 35 mmHg. Há dúvidas
sobre a próxima etapa nesse caso.
A melhor conduta é: