Um menino de 14 anos, morador do Rio de Janeiro, foi levado pelos pais à consulta com oftalmologista com a queixa de coceira, ardência, lacrimejamento e vermelhidão em ambos os olhos. Na anamnese, os pais informaram que, além dos sintomas oculares, o adolescente também apresentava história de crises diárias de espirros, prurido nasal, pele seca e pruriginosa. O exame oftalmológico evidenciou, em ambos os olhos, a presença de hiperemia conjuntival, edema palpebral e secreção não purulenta.
Um exame sorológico, realizado no paciente meses antes da consulta, revelou a presença de níveis elevados de IgE total, com IgE específicas também aumentadas para antígenos de ácaros, fungos do ar e epitélio de gato.
Com relação ao caso apresentado acima, além das medidas gerais, como o controle do ambiente e compressas d’água gelada nos olhos, a melhor forma de iniciar o tratamento desse paciente é com a prescrição de:
Um adolescente de 17 anos, cujos exames são mostrados abaixo, foi levado a um serviço de alergia apresentando pele universalmente seca, liquenificada e muito escoriada, sobretudo nas pregas anticubitais, poplíteas e regiões glúteas, onde era possível observar focos de contaminação secundária. Os pais informaram que o menor já havia feito diversos tratamentos desde muito jovem, inclusive com corticosteroides tópicos e sistêmicos, anti-histamínicos e drogas imunossupressoras, como ciclosporina A, methotrexate e azatioprina, sem, contudo, obter uma melhora significativa. Perguntados, os familiares relataram que, no momento da consulta, o rapaz estava fazendo uso apenas de anti-histamínico (fexofenadina) e cremes hidratantes, visto que, dois meses antes da consulta, precisou ser internado em uma UTI para o tratamento de pneumonia bacteriana complicada com derrame pleural.
Assim, diante dos exames mostrados abaixo, da gravidade do quadro dermatológico e da impossibilidade de se continuar com tratamentos baseados em medicamentos imunossupressores convencionais, a droga indicada dentre aquelas relacionadas para iniciar um novo esquema terapêutico é:
• Leucócitos: 13.000 células/mm3
• Basófilo: 0%
• Eosinófilo: 10%
• mielócitos e metamielócitos: 0%
• bastões: 4%
• neutrófilos: 50%
• linfócitos: 28%
• monócitos: 8%.
• IgE total: 1.250 KU/mL
• IgE específica para Dermatophagoides farinae e pteroníssinus:
maior que 100 KU/L (< 0.1 KU/L)
• Blomia tropicalis: 65 KU/L (< 0,1 KU/L)
• caspa de gato: 4,5 KU/L (< 0,1 KU/L)
• camarão: 8 KU/L (< 0,1 KU/L)
• clara de ovo: 13 KU/L (< 0,1 KU/L)
• gema de ovo: 6 KU/L (< 0,1 KU/L)
• caseína: 8 KU/L (< 0,1KU/L)
• alfa-lactoalbumina: 15 KU/L (< 0,1 KU/L)
• beta-lactoglobulina: 6 KU/L (< 0,1 KU/L)
Durante a resposta imune, células da imunidade inata e adaptativa cooperam intensamente no sentido de tornar uma resposta inicialmente inespecífica em uma resposta mais específica e eficaz.
Com relação a esses dois tipos de células de imunidade, é correto afirmar que:
Uma menina de 8 anos foi levada pelos pais à consulta com imunologista apresentando história de infecções sinopulmonares recorrentes, bronquite, dermatite atópica e diarreias.
Os exames solicitados indicaram tratar-se da forma mais comum de imunodeficiência primária, conhecida como:
Um adolescente de 12 anos, com história de rinossinusites e diarreias recorrentes, 8 pneumonias, baixo peso e recente infestação por Giardia lamblia, foi levada pelos pais a um serviço de pediatria para consulta. Ao exame físico, a criança encontrava-se emagrecida, hidratada, corada, anictérica, com linfonodomegalias cervicais, esplenomegalia, coração em RR2T, BNF, sem sopros, 92 bpm e ausculta pulmonar com roncos e sibilos esparsos. Os exames solicitados revelaram HIV negativo; e classes e subclasses de imunoglobulinas abaixo dos valores considerados normais para a idade (IgG: 572 mg/dl, IgM: 16 mg/dl e IgA: 16 mg/dl). O número total de leucócitos era de 9300 células/mm3, com formula leucocitária de: 1 / 3 / 0 / 0 / 5 / 62 / 20 / 9. A fenotipagem linfocitária revelou que o total de linfócitos TCD4+ e TCD8+ se encontrava dentro da normalidade, com os números de células CD19+ e CD56/16+ nos limites inferiores dos valores considerados normais. As dosagens de anticorpos para 14 sorotipos de pneumococos testados foram baixas, apesar de as vacinas estarem em dia. Baixos, também, foram os níveis de IgG específicas para citomegalovírus, EBV e herpes vírus 1 e 2. As tomografias da face revelaram pansinusite, e as imagens do tórax mostram a presença de áreas de atelectasia e bronquietasias em ambas as bases pulmonares e língulas.
Com base nesse caso clínico, a melhor opção diagnóstica para o paciente é:
Dos microrganismos abaixo relacionados, aquele que se destaca como possível agente responsável pela infecção pulmonar da criança, tendo em vista ser um contaminante frequente das piodermites dos pacientes com dermatite atópica, é o(a):
Um paciente de 38 anos, sabidamente alérgico a crustáceos, após ingerir por engano um “salgadinho” contendo esse camarão, foi levado por parentes a um serviço de emergência apresentando prurido intenso nos olhos, congestão nasal, placas e pápulas eritematosas disseminadas por todo o corpo, hipotensão arterial, dificuldade para respirar, sibilos, tiragem intercostal e perda da consciência.
Das drogas abaixo relacionadas, a que deve ser utilizada de imediato a fim reverter o quadro alérgico acima é: