Na investigação de ascite, a paracentese diagnóstica foi realizada.
O gradiente soro ascite de albumina foi calculado com valor de
1,5 g/dl. No entanto, o paciente apresentou proteína do líquido
ascítico em valores baixos (1,8 g/dl), ou seja, menores que
2,5 g/dl.
Uma causa para essa ascite é:
A oncocercose, também chamada de cegueira dos rios ou mal do
garimpeiro, é uma doença parasitária crônica decorrente da
infecção produzida por verme nematódeo que se localiza no
tecido subcutâneo, classificado como da espécie Onchocerca
volvulus.
A transmissão se dá pela picada do inseto conhecido como
borrachudo ou pium, infectado com larvas do parasita.
Os vermes causadores da doença eliminam microfilárias que, ao
se desintegrarem na pele, causam manifestações cutâneas, que
podem ser agudas e/ou crônicas.
A administração da ivermectina apresenta boa eficácia contra as
microfilárias, mas não é eficiente no combate às filárias adultas,
que permanecem no organismo do indivíduo, em constante
reprodução, por até 15 anos.
Para tratamento dos vermes adultos, está indicado(a):
Após a chegada de paciente de 66 anos com pneumonia
comunitária, o residente de clínica médica precisou revisar alguns
pontos sobre o tema. O paciente estava prostrado e
desorientado. Sua frequência respiratória era de 35 irpm e sua
pressão arterial, 100 x 60 mmHg. Não havia qualquer
comorbidade descompensada ou internação prévia. O paciente
era hipertenso leve em bom controle.
Sobre a condução nessa primeira abordagem, é correto afirmar que:
Uma paciente do sexo feminino, 34 anos, com relato de dor
epigástrica crônica, teve piora significativa nos últimos 3 meses.
Foi aventada a hipótese de síndrome de Zollinger-Ellison. Assim, a
endoscopia digestiva alta detectou úlcera péptica grave.
Esse achado é secundário a hipersecreção de ácido gástrico
devido a um tumor neuroendócrino não-β, geralmente bem
diferenciado que libera o seguinte hormônio:
Uma paciente de 74 anos foi atendida no ambulatório com
queixa de dispneia aos esforços, edema em tornozelos
bilateralmente e episódios prévios sugestivos de dispneia
paroxística noturna. O exame físico identificou ritmo cardíaco
regular e presença da quarta bulha cardíaca, pressão arterial de
138 por 80 mmHg e frequência cardíaca de 72 batimentos por
minuto. Tem 162 cm de altura e pesa 82 kg. O exame laboratorial
realizado no último mês registrou creatinina de 1,2 mg/dL, glicose
de 94 mg/dL e dosagem de peptídeo natriurético cerebral (BNP)
de 480 pg/mL. A paciente levou ecocardiograma recente, em que
a cavidade ventricular esquerda era de tamanho normal e a
função sistólica global do ventrículo esquerdo estava dentro da
normalidade (fração de ejeção preservada). Foi, então, elaborado
um plano terapêutico. Entre as medicações a serem prescritas para uma paciente como
ela, com insuficiência cardíaca e fração de ejeção preservada,
aquela que tem maior benefício de redução de morte
cardiovascular e hospitalização por insuficiência cardíaca é:
Um paciente de 69 anos foi admitido no hospital com síndrome
de insuficiência cardíaca, aumento significativo do volume
abdominal e edema de membros inferiores. Vinha em uso
irregular de carvedilol e valsartan. Negou história de consumo de
bebida alcoólica e hemotransfusão. O exame clínico indicava
turgência jugular patológica, discretos estertores crepitantes
bibasais e ritmo cardíaco regular. O abdômen se encontrava
ascítico, tenso e com presença do sinal de piparote.
Além da abordagem relacionada à insuficiência cardíaca,
optou-se pela realização de paracentese.
Diante da hipótese de ascite provocada por hepatopatia
congestiva, são esperados os seguintes resultados:
Uma mulher de 39 anos foi internada na clínica médica, a pedido
da dermatologia, apresentando lesões ulceradas e infectadas em
glúteos e região interna das coxas. Há 10 anos, a paciente,
previamente hígida, infundira substância oleosa de uso
veterinário em glúteos e coxas. Segundo relato, com o passar dos
anos, diversas infecções foram acontecendo, motivando
internações e uso de antibióticos sistêmicos. Na primeira
internação, meses após a infusão do óleo, foi submetida a
debridamento do material da coxa, mas isso não evitou a reação
com surgimentos de úlceras infectadas e fístulas. Ainda segundo
a descrição da paciente, a pele apresentava escurecimento e
endurecimento estendendo-se além dos locais de infiltração. Três
anos antes da internação, foi feito diagnóstico de doença
reumatológica devido a fator reumatoide positivo e artrite de
mãos, punhos, tornozelos e pés – artrite reumatoide (sic) –
iniciando uso de corticoide oral. Na ocasião descrevem síndrome
de fadiga crônica, poliartralgias com rigidez matinal, mialgia,
transtornos do sono, depressão, ressecamento de mucosas, febre
e linfonodomegalia inguinal. Na investigação hospitalar atual,
além de bom estado geral e aparência lenhosa da pele ao redor
das úlceras, confirma-se fator reumatoide em altos títulos,
velocidade de hemossedimentação de 60 mm, proteína C reativa
43 mg/L (normal: até 10 mg/L), leucocitose com desvio à
esquerda e anemia normocítica e normocrômica (Hb 10,2 g/dl).
Sobre a investigação e propedêutica do caso descrito, é correto
afirmar que:
Por solicitação de uma amiga, um médico compareceu à casa de
uma paciente de 43 anos que apresentava perda do nível de
consciência. Foi relatado que essa paciente tinha diabetes
mellitus tipo 1 e fazia uso regular de insulina. Encontrava-se com
sudorese profusa e com marcado rebaixamento do nível de
consciência. Os sinais vitais estavam preservados. A glicemia
capilar era de 30 mg/dL.
Nesse caso, a conduta mais adequada é: