O termo “Febre de Origem Obscura” (FOO), originalmente descrito
por Petersdorf e Beeson, em 1961, tem sido modificado ao longo
de décadas para torná-lo mais prático, mais específico ou mais
adaptado a certas áreas geográficas. Categorias foram criadas na
literatura para permitir a reunião de informações em grupos
específicos como neutropênicos, pacientes hospitalizados ou
infectados pelo HIV (Durack e Street, 1991). Mais recentemente, o
termo “Inflamação de Origem Obscura” (IOO) foi descrito por
Vanderschueren, em 2009, por analogia à “Febre de Origem
Obscura clássica” (FOO).
Esses dois últimos termos diferem em suas respectivas definições
pela
Homem de 45 anos, natural da área rural, procedente de uma
grande cidade, onde reside há 25 anos, é encaminhado a um
hospital de grande porte para avaliação de quadro de astenia,
perda de peso, aparecimento de lesões maculopapulares
hipercrômicas disseminadas, predominando em tronco,
hepatomegalia e linfoadenopatia generalizada.
Relata ser infectado pelo HIV há cinco anos, que iniciou terapia
antirretroviral quando o diagnóstico foi firmado, em Unidade
Básica de Saúde, e que nos últimos dois anos abandonou por
completo o tratamento e o seguimento ambulatorial. Refere ainda
que, há cerca de cinco semanas, ao procurar a unidade de saúde
onde recebia seu esquema terapêutico, foram reiniciadas as
mesmas drogas que tomava anteriormente. Com o surgimento dos
sintomas atuais, o paciente foi imediatamente referenciado para
o hospital terciário para investigação e tratamento. Trouxe consigo
exames recentes com contagem de CD4 de 174 cél/mm3
, carga
viral inferior a 20 cópias/ml, VDRL negativo, FL-LAM em urina
negativo, FL-CrAg em soro negativo. Biópsia ganglionar, realizada
na internação, evidenciou, no histopatológico, processo
inflamatório granulomatoso, com presença de estruturas
leveduriformes, bem visualizadas na técnica de coloração por
impregnação pela prata.
Em relação ao quadro descrito, é correto afirmar que
Em 02 de janeiro de 2025, o CIEVS Nacional foi notificado pelo
CIEVS/PE sobre caso suspeito de raiva humana em Santa Maria do
Cambucá (PE), com histórico de mordedura na mão esquerda por
sagui, em 28 de novembro de 2024. A paciente é uma mulher de
56 anos de idade, sem comorbidades, agricultora aposentada, que
deu entrada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz em 31 de
dezembro de 2024, com queixa de dor e dormência em membro
superior esquerdo, com irradiação em hemitórax esquerdo e
dormência no membro superior direito, iniciados no dia 24 de
dezembro de 2024. Apresentou quadro de astenia, tontura, febre
baixa e dificuldade para deglutição. Foram coletadas amostras de
soro, saliva, fragmento de tecido e líquor no dia 03 de janeiro. Em
08 de janeiro, as análises em Reação em Cadeia da Polimerase
(PCR) das amostras de saliva e fragmento de tecido da paciente
apresentaram resultados detectáveis para o vírus da raiva, com
determinação da variante do sagui/soim (Callitrhix jaccus). A
paciente permanece internada em Unidade de Terapia Intensiva,
em estado grave, mas mantendo quadro estável.
[Fonte: “ALERTA DE EVENTO NACIONAL para a Rede CIEVS e NHE”
- Nº 01/2025 | 10 de janeiro de 2025.]
As orientações do CIEVS Nacional para as Unidades da Rede CIEVS
e/ou para os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE) do
Estado de Pernambuco devem incluir a
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo notificou a
ocorrência de morte em primatas não-humanos, entre o Natal e o
Ano Novo de 2024, em uma área de mata do campus da
Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP). Amostras
dos animais mortos foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz
(IAL). Esse é mais um evento que demonstra a possível presença
da zoonose no sul de Minas e municípios limítrofes do estado de
São Paulo. O ProMED-PORT vem reportando ocorrência de casos
em primatas não-humanos e humanos desde 2023.
Fonte: G1 [06/01/2025]
A zoonose sobre a qual a notificação provavelmente se refere é a
Uma criança de 7 anos é trazida a uma Clínica da Família com
quadro que já se arrastava há 6 meses com febre irregular
intercalada com períodos de apirexia, anorexia e perda ponderal
de 6 Kg. Mãe relata ainda diarreia ocasional, sangramento gengival
frequente, e um episódio de pneumonia tratado com antibióticos
há 1 mês, pouco antes da mudança do interior do Estado do Ceará
para Fortaleza (CE). Relata banho de rios, conhece o caramujo,
conhece o barbeiro, ajuda a família na criação de porcos e cabras,
e mora em casa de pau-a-pique, perto de área remanescente de
floresta, servida por água de poço.
Ao exame: criança emagrecida, hipodesenvolvida para a idade,
cabelos finos e quebradiços, hipocorada 2+/4, anictérica,
micropoliadenopatia cervical e axilar bilateral, SS 2+/6,
pancardíaco, abdome distendido com fígado palpável a 5 cm do
RCD e baço a 8 cm do RCE, edema de membros inferiores 1+/4,
com cacifo. Tax 37,8 oC; PA: 100/70 mmHg; FC: 104 bpm; FR: 18
irpm.
O diagnóstico etiológico do quadro apresentado pela criança mais
provavelmente se fará por
Em fevereiro de 2016, a Coordenação de Vigilância Epidemiológica
de Londrina (PR) foi notificada da ocorrência de 20 casos de febre,
náuseas, mialgia, astenia, cefaleia e linfadenopatia entre os
funcionários de uma Instituição de Pesquisa localizada na cidade.
Um estudo caso controle foi realizado entre dezembro de 2015 e
fevereiro de 2016. Os 20 (vinte) casos com sintomas foram
comparados com 45 (quarenta e cinco) controles, empregados da
instituição, assintomáticos, que trabalhavam na mesma equipe e
nos mesmos turnos dos casos. Um questionário semi estruturado
foi aplicado a todos os participantes, e as informações sobre sexo,
idade, área de trabalho, hábitos alimentares, consumo de água,
manipulação de solo e contato com animais foram obtidas. Foram
coletadas amostras de água e do lodo das cisternas de
abastecimento da instituição, do solo, de vegetais, que quando
submetidas à reação em cadeia da polimerase (PCR), foram todas
negativas. O consumo de hortaliças no restaurante da instituição
foi a única variável associada à ocorrência da doença (p<0,05; OR
= 14.72; 95%IC = 2.36 – 333.70).
Nesse caso, é mais provável que os casos do estudo
epidemiológico descrito tenham sido definidos pelos sintomas e
pela presença de
Homem de 35 anos, natural e procedente de Belo Horizonte (MG),
desempregado por vários meses, resolve partir com um amigo
para o interior do Estado do Pará para trabalhar como garimpeiro.
Após 2 meses no local, resolve retornar a Belo Horizonte por não
ter sido bem sucedido na empreitada. Oito dias após o retorno,
paciente começa a apresentar febre alta contínua, que não cedia
com antitérmicos, acompanhada de cefaleia e calafrios. No quarto
dia de doença, evoluiu com desorientação, sonolência, fadiga,
náuseas e vômitos, sendo levado por familiares a um hospital geral
e internado para investigação. Ao exame, paciente obnubilado,
hipocorado, ictérico +/4, taquicárdico, febril, sudoréico e
apresentando petéquias em membros e hepatoesplenomegalia
dolorosa. O funcionário do laboratório de hematologia relata que
foram visualizados “protozoários dentro de hemácias na lâmina
realizada para o diferencial de células sanguíneas”.
O conjunto de características microscópicas encontradas na
distensão sanguínea corada pelo Giemsa compatível com a
provável etiologia do quadro apresentado pelo paciente é:
Homem de 35 anos, pesando 65 quilos, acaba de ser definido como
caso de hanseníase, com a classificação operacional de
multibacilar (MB), grau de incapacidade física estabelecido (escore
= 4,0 na escala OMP), na ausência de reações hansênicas.
Após a notificação do Sinam, o esquema terapêutico a ser iniciado
pelos profissionais de saúde que prestam o atendimento deve ser:
Homem de 37 anos, relata início do quadro há 8 dias com náuseas,
vômitos, febre baixa não aferida e aversão à fumaça de cigarros,
evoluindo com icterícia, colúria e acolia fecal. Procura a clínica da
família, onde é examinado: bom estado geral, corado, hidratado,
eupneico, ictérico +++/4; PA: 120 x 80 mmHg, FC: 60 bpm, Sat:
98%; ausculta respiratória e cardíaca sem anormalidades; abdome
flácido, levemente doloroso em hipocôndrio direito, com fígado
palpável a 3 cm do RCD, borda romba, superfície lisa, baço não
palpável; percussão do espaço de Traube timpânica; membros
sem edemas.
Quando indagado, refere viagem à região de praia há cerca de 40
dias, onde ingeriu um risoto de frutos do mar; faz sexo com
homens, usando preservativos na maioria das relações anais, mas
não nas relações orais; realizou uma tatuagem há cerca de dez
meses, durante uma viagem ao exterior; e nega uso de drogas
endovenosas ou transfusões de sangue e derivados.
É portador de sorologia anti-HIV negativa, mas não faz uso de PrEP.
A investigação sorológica das principais hepatites virais concluiu
que o paciente apresentava hepatite aguda pelo vírus A, vacinação
para o vírus B, e hepatite crônica pelo vírus C.
O seguinte conjunto de marcadores sorológicos permite afirmar
tais conclusões:
Duas semanas depois de um período chuvoso, um homem de 48
anos procura uma Unidade de Pronto Atendimento com quadro
iniciado há 4 dias com febre alta de início súbito, com calafrios,
acompanhada de vômitos pós alimentares e mialgia em grandes
grupos musculares, muito intensa na perna direita. Quando
indagado, refere que a última vez que urinou havia sido 8 horas
antes do atendimento, “uma urina cor de mate”. Refere ter
ajudado os vizinhos a desobstruir diversas manilhas nas
imediações de sua casa há 10 dias. Antecedente de alcoolismo
moderado. Ao exame, corado, desidratado, ictérico 2+/4, com
sufusões hemorrágicas conjuntivais, pulmões limpos, taquicardia,
sopro sistólico +++/4, em foco mitral, fígado palpável há 3 cm do
RCD, traube ocupado e dor intensa à palpação da panturrilha
direita, onde se percebe uma escoriação, com edema, calor e
eritema circunjacentes.
A conduta terapêutica imediata mais adequada para o caso é
Adolescente de 17 anos, do sexo feminino, previamente sadia, foi
admitida em uma clínica particular com história de queda de uma
cadeira escolar. A paciente sofreu escarificação mínima na mão
esquerda, e queixava-se de dor intensa local. Foi então realizada
imobilização gessada, no antebraço e mão esquerda, pela suspeita
de fratura, embora o exame radiográfico, realizado no
atendimento, não tenha revelado fraturas ou anormalidades na
mão esquerda. A despeito da imobilização, a dor progrediu
imensamente e em 96 horas se tornou intolerável. Foi levada a um
serviço de emergência de um hospital universitário, onde, após a
remoção do gesso, notou-se um edema difuso no dorso da mão
esquerda, de coloração arroxeada, com presença de crepitação à
palpação superficial da pele. A dor parecia desproporcional aos
achados do exame físico. Em pouco tempo, o edema e a crepitação
se propagaram centripetamente em ritmo acelerado e a paciente
já apresentava febre, taquicardia e hipotensão arterial.
O agente etiológico que mais provavelmente foi responsável pelo
quadro apresentado pela adolescente é:
Homem de 26 anos é levado a um serviço de emergência público
com quadro de febre alta, cefaleia holocraniana, vômitos e
rebaixamento do nível de consciência, com dois dias de evolução.
Ao exame físico, apresentava-se febril, torporoso, normotenso,
eupneico, ausculta cardiovascular e respiratória normais, palpação
do abdome sem alterações, sem edemas. Exame neurológico com
presença de sinais de Kernig e Brudzinski, pupilas isocóricas,
fotorreagentes, e fundoscopia normal. Pela impossibilidade de
realização de exames complementares no serviço onde foi
admitido, optou-se pelo início de dexametasona, seguido de
vancomicina associado a ceftriaxona, ambos por via venosa. Após
96 horas de internação o paciente é transferido para um hospital
particular, lúcido, orientado, afebril, alimentando-se, porém com
sinal de Kernig presente. No hospital particular, foi, então,
realizada punção lombar que deu saída a líquor levemente turvo,
550 células/mm3
, 55% PMN, 45% LMN, 70 mg% de glicorraquia
(glicemia concomitante 96 mg%), e 150 mg% de proteinorraquia.
Bacterioscopia negativa. Cultura em andamento.
A conduta mais adequada diante da evolução clínica e da análise
liquórica do paciente em questão é
Uma pessoa morreu e outras 50 ficaram doentes três a quatro dias
depois de terem lanchado em lojas do McDonald's, de 10
diferentes estados nos EUA. A doença se caracterizou por provocar
febre, náuseas, vômitos, diarreia e sangue nas fezes. O surto
ocorreu após o consumo do lanche Quarter Pounder. As autoridades
sanitárias investigaram os casos, e levantaram a suspeita de que as
cebolas do lanche, que são servidas cruas, e adquiridas de um único
fornecedor, que atende a três centros de distribuição, estivessem
contaminadas.
Fonte: G1, 24/10/2024.
Sobre as possíveis causas do surto descrito nos EUA, é correto
afirmar que
A infecção tuberculosa é definida como o estado de resposta
imune persistente à estimulação por antígenos do Micobacteriumtuberculosis, sem evidência de doença tuberculosa clinicamente
manifesta. O tratamento preventivo da tuberculose é uma das
intervenções-chaves recomendada pela Organização Mundial de
Saúde (OMS) para alcançar o objetivo denominado “End TB
Strategy”.
O Guia Consolidado da OMS para Tuberculose: tratamento
preventivo da Tuberculose, 2ª Edição, de 2024, atualiza as
recomendações sobre a triagem sistemática e o tratamento da
infecção tuberculosa.
De acordo com o referido guia, o grupo populacional que deve ser
sistematicamente testado para a existência de infecção
tuberculosa e tratado na dependência do resultado é o de
Menino de 5 anos de idade, previamente sadio, é trazido pelos
familiares com história de dor progressiva em membros inferiores
há 6 dias. No terceiro dia de doença, apresentou dificuldade de
deambulação associada à visão turva e ptose palpebral. O exame
neurológico da admissão revelava “fascies miastênica”, com ptose
palpebral bilateral, dismetria, fraqueza muscular proximal nos
quatro membros, marcha atáxica e hiporreflexia generalizada. A
história familiar não revelou a existência de doenças
neuromusculares ou neurodegenerativas. Na revisão da história
clínica, sua mãe reportou o consumo de vegetais enlatados três
dias antes do início dos sintomas, assim como dor abdominal sem
a presença de diarreia ou episódios de vômitos. Exame de
eletroneuromiografia mostrou potenciação com estimulação
repetitiva rápida denotando o bloqueio da junção pré-sináptica
neuromuscular, com condução axonal normal.
O achado adicional do exame físico que, se presente, sustentaria a
principal hipótese diagnóstica para o caso descrito é
Homem de 38 anos dá entrada em uma emergência de um hospital
de grande porte com quadro de sepse e choque séptico.
De acordo com o Guia Internacional de Manejo da Sepse e do
Choque séptico da Survival Sepsis Campaign, de 2021, entre as
condutas listadas a seguir, assinale aquela que é considerada com
força de recomendação e qualidade de evidência,
respectivamente, fraca e baixa.
Dois turistas, ambos com 28 anos, resolvem contratar um guia
para levá-los a conhecer um ponto turístico da Chapada
Diamantina (BA). No caminho até o local de visitação, o guia tenta
explicar aos turistas que o lugar onde estão indo pode ser perigoso
para a saúde: “Se vocês quiserem se banhar, que seja por conta e
risco de vocês. Foi achada uma bactéria neste rio, que está sendo
estudada pelo pessoal da Secretaria de Saúde. Eles vão coletar os
moluscos para estudar lá no laboratório da capital. Por enquanto,
ninguém sabe se o rio é ou não de coceira. Mais para jusante, tem
gente que ficou doente. Um primo meu está na cadeira de rodas
por causa desta doença.”
O provável agente etiológico da doença que acometeu o primo do
guia turístico é
Menino de 4 anos é transferido para um serviço de doenças
infecciosas, após 3 admissões em clínicas privadas com história de
febre diária intermitente, por aproximadamente um mês, variando
entre 38,0 oC e 40,3 oC, e responsiva a uso de antipiréticos. Sintomas associados incluem cefaleia, dor na nuca, dor abdominal,
inapetência, perda ponderal de pequena monta e sudorese
noturna. Não tem história de contato com pessoas doentes,
viagens recentes, ou exposição a animais. Previamente sadio, não
usava medicamentos antes do início da doença atual e recebeu
todas as vacinas recomendadas pelo PNI. A febre foi documentada nos atendimentos anteriores, e o menino
havia recebido, durante a investigação, alguns cursos de
antibióticos variados e prednisona por 5 dias, sem resolução da
febre. Está há 72 horas sem uso de medicamentos, exceto
antipiréticos no momento dos episódios febris. Na admissão atual, a criança se mostra alerta, agitada, sem parecer
agudamente doente, e com o exame físico normal, exceto por
marcha levemente alterada por dor na perna esquerda. A revisão
dos vários exames laboratoriais realizados no período de
investigação mostrou discreta leucocitose, e leve alteração de
aminotransferases. Todos os exames diretos de sangue foram
negativos, as culturas de sangue e urina não obtiveram
crescimento, os exames reumatológicos normais e os exames
tomográficos de tórax, abdome e crânio não indicaram um
provável diagnóstico. Uma punção lombar foi realizada e
evidenciou LCR com pleocitose de 52 cél/mm3
(24%
polimorfonucleares, 61% linfomononucleares, 7% linfócitos
atípicos e 8% macrófagos); hemácias 675 cél/mm3
;
proteinorraquia de 70 mg/dL; glicorraquia de 47 mg/dL. Nos próximos passos da investigação de febre de origem obscura
relatada na criança
Dos 2.295 militares que participaram de treinamentos no Campo
de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (CIMNC), na Zona da
Mata de Pernambuco, entre julho e agosto de 2006, 71
apresentaram, em um período médio de 33,6 dias após o
treinamento militar, lesões cutâneas que variavam de 0,3 a 2,5 cm
de diâmetro, localizadas nas regiões da face, pavilhão auricular,
mãos, região dos braços e antebraços, punho, pescoço. Em 92,9%
dos militares (66/71), as lesões eram únicas; os 7,1% restantes
(5/71) apresentavam duas lesões. As lesões se originaram como
pápulas, evoluindo, em poucas semanas, para nódulos e úlceras,
usualmente indolores, com base de tecido necrótico e bordas
elevadas e induradas. Foi notada a presença de linfonodo satélite
em vários casos. Das 23 biópsias e punções aspirativas de lesões,
obteve-se 7 isolados, que foram identificados como Leishmania
(Viannia) braziliensis, sorodemo 1, através do perfil de reações
com anticorpos monoclonais específicos.
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, entre as drogas ou
associação de drogas abaixo listadas, aquela indicada para o
tratamento dos militares acometidos é