Sobre os transtornos dissociativos, avalie as afirmativas a seguir.
I. Segundo o DSM 5-TR, os fatores de risco para a patologia
dissociativa incluem negligência e abuso sexual, físico e
emocional por parte dos pais, trauma e adversidades
cumulativas no início da vida e trauma ou tortura sustentados
associados a cativeiro.
II. As alterações de experiência no transtorno de
despersonalização/desrealização não são acompanhadas por
testes de realidade intactos: o indivíduo geralmente não
percebe que suas experiências de irrealidade ou
distanciamento não refletem mudanças reais no mundo
externo ou em si mesmo
III. A amnésia dissociativa é retrograda e os indivíduos com que
sofrem da condição frequentemente não têm consciência (ou
têm consciência parcial) de seus problemas de memória e
muitos, embora percebam lacunas na memória, minimizam a
importância da perda da memória.
A principal forma de psicose ou síndrome psicótica, por sua
frequência e sua importância clínica, é, certamente, a
esquizofrenia. Essa doença, internacionalmente, tem incidência
anual (casos novos por ano) em torno de 15 a 42 por 100 mil
habitantes e prevalência pontual (point prevalence) de 0,4% (4,5
pessoas por 1.000 habitantes). O risco de ter esquizofrenia alguma
vez na vida é, em média, de 0,7% – 7 pessoas em cada 1.000
habitantes (Tandon et al., 2009). No Brasil, a prevalência alguma
vez na vida é semelhante, em torno de 0,8%. Modificado de DALGALARRONDO, P. Psicopatologia. 3. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2019. Com relação à esquizofrenia, avalie as afirmativas a seguir.
I. Em muitos pacientes há aumento da experiência e da
expressão emocional. Em contraste, os indivíduos podem
apresentar redução da reatividade emocional (vista também
como uma dimensão dos sintomas negativos). Essa
combinação tem sido denominada de “paradoxo emocional da
esquizofrenia”.
II. Além da hipótese dopaminérgica clássica da esquizofrenia, são
crescentes as evidências de que a fisiopatologia do transtorno
também é composta pela hiperatividade de receptores
serotoninérgicos 2A (5HT2A) corticais, assim como pela
hipoatividade de que receptores N-metil-D-aspartato (NMDA)
em sinapses críticas pré-frontais.
III. O suicídio é a principal causa de morte de indivíduos com
esquizofrenia abaixo dos 35 anos, sendo de 9 a 13% a taxa de
suicídio durante a vida
IV. O início da esquizofrenia tende a ocorrer mais tardiamente em
mulheres do que em homens, sendo que a maioria das
mulheres desenvolve os sintomas na meia idade, por volta dos
45 anos.
V. Todos os antipsicóticos, inclusive os atípicos, podem causar
discinesia tardia.
A inclusão de um capítulo sobre transtornos obsessivo-compulsivos
e relacionados no DSM-5 reflete a crescente evidência da relação
desses transtornos entre si em termos de uma gama de validadores
diagnósticos, bem como a utilidade clínica de agrupar esses
transtornos no mesmo capítulo. Os clínicos são encorajados a
rastrear essas condições em indivíduos que apresentam um deles
e estar cientes das sobreposições entre essas condições. Ao mesmo
tempo, há diferenças importantes em validadores diagnósticos e
de tratamento entre esses transtornos.
Adaptado de AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and statistical
manual of mental disorders (5. ed., texto rev.). 2022
Sobre o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), assinale a
afirmativa correta.
Sobre os transtornos factícios, avalie as afirmativas a seguir.
I. Os transtornos factícios são caracterizados pela produção
intencional de sintomas com o objetivo de obter benefícios
externos tanto tangíveis, como isenção de responsabilidades
ou vantagens financeiras, quanto intangíveis, como atenção de
terceiros.
II. O tratamento dos transtornos factícios é predominantemente
farmacológico, focando no alívio dos sintomas simulados.
III. Os transtornos factícios se diferenciam da simulação pela
ausência de uma motivação consciente, externa e clara, como
ganhos financeiros ou isenção de obrigações.