Um paciente de 43 anos, portador de enfisema pulmonar severo por deficiência de alfa1 antitripsina, estava dependente de O2 há um ano. A espirometria mostra: FEV1 de 440 ml (14%), PaCO2 de 62 mmHg, DLCO de 15% e PAP de 28 mmHg. A cintilografia revelou 58% de perfusão no pulmão esquerdo.
Sobre essa situação, é correto afirmar que:

Uma paciente de 35 anos submeteu-se a ultrassonografia de rotina, que encontrou nódulo em suprarrenal esquerda. Realizou tomografia computadorizada de abdômen com contraste que mostrou nódulo sólido de 5 cm em adrenal esquerda, com densidade de 20 UH e washout de 30%. Dosagem de metanefrinas, teste de supressão de cortisol e aldosterona/atividade plasmática de renina estavam todas normais.

A melhor conduta nesse caso é:

No manejo do paciente candidato a cirurgia torácica, a determinação dos limites funcionais respiratórios para ressecção pulmonar é fundamental. Um paciente de 50 anos tem indicação de ser submetido a uma pneumonectomia direita. Ele é então submetido a avalição respiratória, que atestará a possibilidade de realização do procedimento quando:

Um paciente de 60 anos, portador de cirrose hepática por vírus C (Child B), evoluiu com nódulo de 2,5 cm em segmento V do fígado e outro de 2 cm em segmento II, ambos com características radiológicas de hepatocarcinoma. A alfa-fetoproteína sérica estava em 840 ng/mL.

A melhor terapêutica nesse caso é:

Um paciente de 48 anos, portador de nódulo pulmonar de 2,5 cm no lobo superior direito que se revelou tratar-se de adenocarcinoma primário de pulmão, foi submetido a lobectomia superior direita com linfadenectomia mediastinal videoassistida, sem intercorrências. Não havia aderências, as fissuras eram completas entre os lobos médio, superior e inferior e o dreno foi retirado no 2° DPO, quando recebeu alta hospitalar. No dia seguinte, retornou ao hospital apresentando febre e hemoptoico. Estava taquicárdico, hipotenso e com desconforto respiratório progressivo. A radiografia do tórax mostrou o hemitórax direito opaco. A broncoscopia mostrou o brônquio lobar colapsado.
Nesse cenário, a melhor conduta é:
Um homem de 40 anos é atropelado ao atravessar a rua. Rapidamente a ambulância do serviço de emergência chega e a equipe constata que o paciente está lúcido, respondendo às solicitações verbais, com visível deformidade na perna esquerda, que deve corresponder a uma fratura fechada. Apresenta, ainda, dor no membro inferior esquerdo (MIE), dor torácica intensa e dificuldade respiratória. Constatam-se também escoriações importantes no hemitórax esquerdo. No exame físico sumário, o paciente está taquicárdico (PR = 120 bpm) e algo hipertenso (PA = 140 mmHg x 90 mmHg). A ausculta cardíaca não mostra irregularidades e a pulmonar revela diminuição do murmúrio vesicular (MV) no hemitórax esquerdo (HTE), mas sem ruídos adventícios. À palpação do HTE, constatam-se sinais de prováveis fraturas costais e da junção costocondral.
Após imobilização do membro inferior fraturado, há que se pensar que:
Um agricultor de 50 anos que residia em local de difícil acesso, com história prévia de tratamento para tuberculose pulmonar, foi internado com quadro de dor torácica esquerda insidiosa e perda ponderal discreta. Na avaliação radiológica do tórax, foi observada calcificação pleural associada a derrame pleural à esquerda. Foi então indicada e realizada torococentese diagnóstica esquerda, que evidenciou saída de líquido de aspecto leitoso, o qual foi enviado para exame.
Os resultados bioquímicos que sugeriram tratar-se de um psedoquilotórax foram os seguintes:
Jovem de 18 anos, masculino, branco, estudante, não tabagista, iniciou quadro de dor torácica à direita, de caráter intermitente, não relacionada a esforço físico. Evoluiu com dor cervical e turgência jugular à direita, broncoespasmo, dispneia aos grandes esforços, além de sensação de “pressão na cabeça”. Concomitantemente, apresentou episódios febris. Negava tosse, hemoptise ou perda ponderal. Nos exames de imagem (RX simples PA/perfil), demonstrava hipotransparência arredondada em topografia de mediastino anterossuperior com maior projeção à direita e com limites bem definidos. Na TC, foi definida a massa mediastinal heterogênea, lobulada, com área hipodensa central, de 13 X 7,8 X 14,4 cm em íntimo contato com estruturas adjacentes e com linfonodomegalia paratraqueal superior esquerda. Hemograma, TAP/PTT, bioquímica, alfafetoproteína e beta-hCG normais. Foi suubmetido à mediastinoscopia com biopsias da massa e do linfonodo da cadeia 2R, ambas positivas para seminoma. Palpação e US de testículos foram negativas.
A conduta para esse caso deve ser:

Uma menina de cinco anos foi encaminhada ao cirurgião torácico apresentando, do lado direito do tórax, ausência da porção costoesternal do músculo peitoral maior, hipoplasia da mama e do mamilo e aplasia de costelas (5º a 7º).

Após o exame, o diagnóstico foi de síndrome de:

Em relação à cicatrização de feridas, é correto afirmar que:
Um paciente, de 65 anos, tabagista, hipertenso, diabético, internado no CTI em pós-operatório de uma lobectomia superior esquerda por câncer, evoluiu com pneumonia bilateral que requereu ventilação mecânica por tempo prolongado, e no 10° dia foi indicada e realizada a traqueostomia, sob anestesia geral. Os parâmetros ventilatórios eram FiO2 de 50%, PEEP de 15 cm de H2O e SatO2 95% (apresentava dessaturaçao rápida se modificados os parâmetros). Durante o procedimento, foi ventilado com O2 a 100%, que foi descontinuado por curto período no momento da abertura da traqueia em T (com bisturi frio e tesoura) com o balão do tubo orotraqueal (TOT) vazio. Havia, nesse momento, pequeno sangramento no subcutâneo, e, ao mesmo tempo que a abertura da traqueia foi ocluída com gaze para evitar saída de ar ou secreção, o cirurgião solicitou a desconexão do sistema para a rápida hemostasia. Durante a cauterização, houve uma centelha, e uma labareda contínua emanou da ferida proveniente do óstio da traqueostomia. Foi instilado soro fisiológico na ferida, sem sucesso.
Diante desse cenário, com o risco de queimadura grave da via aérea, a atitude imediata deverá ser:
Um homem de 49 anos se apresenta no consultório com queixa de dor no flanco esquerdo e hematúria macroscópica intermitente. Ele relata que os sintomas começaram há cerca de dois meses. Não tem antecedentes pessoais de doenças relevantes, mas é fumante há 30 anos. Quando do exame físico, há dor à palpação do flanco esquerdo com sinal de Giordano positivo, mas sem outras alterações significativas. Os exames laboratoriais mostram hematúria e leve anemia. Uma ultrassonografia abdominal revela uma massa sólida de 8 centímetros no rim esquerdo. A tomografia computadorizada confirma a presença de uma massa renal com características suspeitas de malignidade, sem evidência de metástases. Esse quadro clínico tem como diagnóstico mais provável:

Um paciente de 35 anos foi submetido a apendicectomia videolaparoscópica por diagnóstico de apendicite aguda. Durante o intraoperatório, foi visto tumor de ponta de apêndice, cujo resultado histopatológico foi tumor carcinoide de 1,5 cm com margens livres de doença neoplásica.

A melhor conduta nesse caso é:

Um paciente portador de bócio mergulhante de tireoide, assintomático, acompanhado pelo endocrinologista há cerca de 15 anos, procura o cirurgião para uma segunda opinião relacionada a possível indicação cirúrgica.
Em relação a esse caso, o cirurgião emite, adequadamente, a seguinte opinião:
Paciente do sexo masculino de 60 anos, etilista e tabagista com história de disfagia, apresenta esofagograma com achado de falha de enchimento com cerca de 3 cm de extensão no terço médio do esôfago. Observou-se ainda, durante o exame, dificuldade de passagem do contraste nessa região, indicando estenose da luz esofágica e dilatação proximal.
Essas informações apontam para o provável diagnóstico de:
Uma paciente de 80 anos foi admitida em uma UPA vítima de queda da própria altura com trauma torácico direito. Apresentava-se lúcida, eupneica e hemodinamicamente estável. Relatou história de internação e cirurgia aos 30 anos por tuberculose pulmonar (toracotomia direita). Trouxe com ela uma radiografia simples do tórax que mostrava imagem compatível com um amontoado de “bolas de pingue-pongue” no terço superior do hemitórax direito colapsando o pulmão.
O radiologista, após avaliar a radiografia, afirmou que ela havia sido submetida, à época, ao seguinte procedimento cirúrgico:
Um paciente de 20 anos apresenta quadro de tosse e dor torácica evolutiva há três meses. A TC de tórax revela massa heterogênea com densidade de partes moles de gordura, calcificações, hipodensas, císticas, bem delimitada, medindo 11 X 11,9 X 9,8 cm e ocupando região anterossuperior do mediastino no hemitórax esquerdo, Beta HCG não detectada, DLH normal e a alfafetoproteína 234 ng/ml (VR: < 9,0).
A principal hipótese diagnóstica para esse caso é:
Em uma criança de 6 anos do sexo masculino, com queixa de dor torácica e evidência de uma massa na goteira costovertebral à esquerda, o diagnóstico provável será:
Durante uma consulta ginecológica em uma paciente assintomática de 30 anos, foi solicitada uma radiografia do tórax de rotina, cujo laudo revelou massa de cerca de quatro centímetros de diâmetro localizada no mediastino posterior.
Nessa situação, o melhor exame para avaliar essa massa e a hipótese diagnóstica mais provável são, respectivamente:
O transplante pulmonar com doadores vivos é uma realidade, e sua principal condição é o paciente apresentar um quadro incompatível com a espera indeterminada por um doador cadavérico. Existem critérios para seleção de um doador de lobo pulmonar.
Entre os possíveis doadores, está elegível um(a):
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