Um homem de 40 anos é atropelado ao atravessar a rua.
Rapidamente a ambulância do serviço de emergência chega e a
equipe constata que o paciente está lúcido, respondendo às
solicitações verbais, com visível deformidade na perna esquerda,
que deve corresponder a uma fratura fechada. Apresenta, ainda,
dor no membro inferior esquerdo (MIE), dor torácica intensa e
dificuldade respiratória. Constatam-se também escoriações
importantes no hemitórax esquerdo. No exame físico sumário, o
paciente está taquicárdico (PR = 120 bpm) e algo hipertenso
(PA = 140 mmHg x 90 mmHg). A ausculta cardíaca não mostra
irregularidades e a pulmonar revela diminuição do murmúrio
vesicular (MV) no hemitórax esquerdo (HTE), mas sem ruídos
adventícios. À palpação do HTE, constatam-se sinais de prováveis
fraturas costais e da junção costocondral.
Após imobilização do membro inferior fraturado, há que se
pensar que:
✂️ a) esse paciente certamente apresenta quadro de pneumotórax
hipertensivo e deve ser drenado de emergência no local do
atendimento; ✂️ b) o quadro de hipertensão acompanhado de taquicardia se
deve à restrição diastólica, devendo então ser realizada
punção pericárdica de urgência para se constatar possível
início de um tamponamento cardíaco; ✂️ c) esse paciente deve ser transportado ao hospital com
compressão do hemitórax onde são palpadas as fraturas; e lá
chegando as fraturas devem ser comprovadas, e o
tratamento deve ser definido; ✂️ d) esse paciente deve ser transportado em decúbito lateral
esquerdo na tentativa de estabilização das prováveis
fraturas torácicas; no hospital, deve ser colocado em prótese
respiratória; ✂️ e) ainda na ambulância, o paciente deve ser submetido a
entubação traqueal com uso de pressão expiratória final
positiva para se evitar balanço do mediastino.