Um paciente com cinquenta e cinco anos de idade foi admitido no pronto-socorro com os seguintes sinais clínicos: taquipneia, tiragem intercostal e uso de musculatura acessória. O paciente tinha antecedentes de infarto agudo do miocárdio e hipertensão arterial sistêmica. De acordo com a avalição inicial, observaram-se os seguintes resultados: AP: MV + diminuído na base E, com estertores difusos; pressão venosa pulmonar > 25 mmHg. A radiografia de tórax mostrou aumento da área cardíaca, aumento da trama vasobrônquica, opacidade dos ângulos costofrênico e cardiofrênico a E. Os resultados obtidos, ao se realizar gasometria, foram: pH = 7,35; PaCO2 = 45; PaO2 = 50; HCO3 - = 26; BE = 2 e SatO2 = 87% em ar ambiente. A hipótese diagnóstica foi de edema pulmonar cardiogênico.
Com relação ao caso clínico precedente e as aspectos diversos a ele relacionados, julgue os itens que se seguem.
Em relação à sequência de formação do edema pulmonar, o paciente apresentava-se na fase III, ou seja, fase de congestão pulmonar.Um método espectrofotométrico por absorção em ultravioleta para doseamento de determinado fármaco em comprimidos contendo 100 mg do princípio ativo foi validado, apresentando linearidade na faixa de concentração entre 4,0 ?g/mL e 400 ?g/mL; limite de detecção de 1,3 ?g/mL; limite de quantificação de 4,0 ?g/mL; e equação da regressão linear média y = 0,2x + 0,1, em que y é a absorbância e x é a concentração (?g/mL). A amostra para doseamento foi preparada com a pesagem e pulverização de 20 comprimidos, que, no total, pesavam 4 g. Em seguida, uma quantidade do pó equivalente a 10 mg do fármaco foi diluída em balão volumétrico de 50 mL.
Considerando essas informações, julgue os itens a seguir.
Uma amostra para doseamento desse fármaco poderia ser corretamente preparada diluindo-se o pó pulverizado de um comprimido em 100 mL de água.Um homem com sessenta e cinco anos de idade, fumante desde os dezoito anos de idade, foi atendido no pronto-socorro, com dispneia progressiva aos esforços e tosse, com expectoração espessa e frequência respiratória de 30 irpm. Os resultados da gasometria arterial foram: pH = 7,25; PaCO2 = 68 mmH2O; PaO2 = 50 mmHg; HCO3 = 32 mEq/L; SatO2 = 87% com cateter de oxigênio a 3 L/m. A espirometria após broncodilatador apresentou: CVF(L) = 2,22 (79% do previsto); VEF1 (L) = 1,03 (42% do previsto); e VEF1/CVF = 46,30 (53% do previsto). Os dados obtidos das pressões respiratórias máximas foram: PImáx = 55 cmH2O (60% do previsto); e Pemáx = 60 cmH2O (63% do previsto).
Acerca desse caso clínico, julgue os seguintes itens.
Pacientes com quadro clínico semelhante ao do paciente do caso em tela tendem a apresentar, no exame físico do tórax, percussão torácica, hipersonoridade e frêmito toracovocal diminuído.