vaBAKHTIN, em Estética da Criação Verbal, explica que: ?O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo de atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. [...] Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso?.
Depreende-se do texto que, na caracterização de um gênero discursivo, deve-se considerar, principalmente,
Segundo KOCH e TRAVAGLIA (1995), "a coerência não é apenas uma característica do texto, mas depende fundamentalmente da interação entre o texto, aquele que o produz e aquele que busca compreendê-lo". Nesse sentido, para os autores, a coerência está relacionada
Considere as seguintes proposições:
I. VARGAS, em Verbo e práticas discursivas (2011) explica que um fenômeno recente no português é o uso de ?construções com o verbo ir no presente, acompanhado do verbo estar e de uma forma de gerúndio, dando origem ao que se convencionou chamar de ?gerundismo??. Para a autora ?os usos das formas verbais e suas respectivas marcas de subjetividade, de temporalidade e de aspectualidade são verdadeiras operações de produção de sentido, que envolvem sujeitos situados nas mais variadas circunstâncias de interação social?.
II. ABREU (2003) alerta que construções denominadas ?gerundismo? envolvendo futuro + gerúndio justificam-se ?apenas quando a ação do verbo apresentar aspecto durativo?.
III. FIORIN (2011) explica que ?quando uma forma linguística atende a uma necessidade de comunicação, ela se difunde. Eis o caso do gerundismo. Os operadores de telemarketing descobriram que era útil. Porque soa como uma forma polida de falar, tal como o futuro do pretérito é usado por quem quer ser gentil, e dá uma ideia de descompromisso e desobrigação: ?vou estar enviando? não é tão afirmativo quanto ?vou enviar??.
O enunciado em que o emprego das formas verbais com gerúndio está correto por ter aspecto durativo prolongado é
GARCIA (2003) aponta que o paralelismo sintático e semântico remete à lógica da correlação e associação de ideias, por isso sua ausência pode provocar incoerência. No entanto, autores de várias épocas usaram-na com propósito estilístico.
O enunciado que corresponde a essa asserção é: