No palco da história do século 21, o novo ciclo de expansão do capitalismo transnacional redesenha o mapa do mundo.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com adaptações.
Com base na premissa apresentada no texto, julgue o item a seguir.
A atual inserção do Brasil na divisão internacional do trabalho, como um país de economia dita emergente em um mercado mundializado, carrega a história de sua formação social, imprime um caráter peculiar à organização da produção, às relações entre o Estado e a sociedade, e atinge a formação do universo político-cultural das classes, dos grupos e dos indivíduos sociais.
As transformações sociais, econômicas e políticas, que ocorreram a partir do século 16 na chamada Europa moderna, expressaram-se na forma de crises nos diversos âmbitos da vida material, cultural e moral. O avanço do capitalismo como modo de produção dominante na Europa Ocidental foi desestruturando, com velocidade e profundidade variadas, tanto os fundamentos da vida material como as crenças e os princípios morais, religiosos, jurídicos e filosóficos em que se sustentava o antigo sistema. Marx, Durkheim e Weber, em suas respectivas abordagens teórico-metodológicas, debruçaram-se na tentativa de explicar o referido contexto.
QUINTANEIRO, T. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002, com adaptações.
Considerando o texto apresentado a respeito das matrizes clássicas do pensamento social, econômico, filosófico e político, julgue o item a seguir.
Weber considera que, embora configurações burocráticas tenham existido no Egito e na China antigos, e seja também desse modo que se organize a Igreja Romana, é por excelência a forma do Estado moderno que assim expressa a racionalização da dominação política por parte dos grupos que o controlam, seja em uma sociedade capitalista ou em uma socialista.
Para compreender as mudanças na dinâmica do capitalismo, é necessário reconhecer o significado histórico das crises no seu desenvolvimento.
MOTA, A. E. Crise contemporânea e as transformações na produção capitalista. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009, com adaptações.
Acerca das transformações contemporâneas no padrão de acumulação, julgue o item a seguir.
A crise do Estado desenvolvimentista brasileiro ampliou o mercado interno de trabalho e de consumo, garantindo as condições para a implantação do pleno emprego no País.
As transformações sociais, econômicas e políticas, que ocorreram a partir do século 16 na chamada Europa moderna, expressaram-se na forma de crises nos diversos âmbitos da vida material, cultural e moral. O avanço do capitalismo como modo de produção dominante na Europa Ocidental foi desestruturando, com velocidade e profundidade variadas, tanto os fundamentos da vida material como as crenças e os princípios morais, religiosos, jurídicos e filosóficos em que se sustentava o antigo sistema. Marx, Durkheim e Weber, em suas respectivas abordagens teórico-metodológicas, debruçaram-se na tentativa de explicar o referido contexto.
QUINTANEIRO, T. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002, com adaptações.
Considerando o texto apresentado a respeito das matrizes clássicas do pensamento social, econômico, filosófico e político, julgue o item a seguir.
Conforme Marx, a existência das classes sociais vincula-se a circunstâncias históricas específicas, quais sejam, aquelas em que a criação de um excedente possibilita a apropriação privada das condições de produção.
Sendo o Serviço Social regulamentado como uma profissão liberal e dispondo o (a) assistente social de relativa autonomia na condução do exercício profissional, tornam-se necessários estatutos legais e éticos que regulamentem socialmente essa atividade.
IAMAMOTO, M. V. Serviço social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com adaptações.
No que concerne à condição do (a) assistente social como trabalhador assalariado, julgue o item a seguir.
Levando em conta o vínculo histórico e estrutural do trabalho do(a) assistente social com a assistência pública, a categoria tem um papel decisivo a desempenhar, no sentido de contribuir para assegurar e ampliar as conquistas já obtidas constitucionalmente, interferindo no seu processo de regulamentação legal.
Na sociedade burguesa, quanto mais se desenvolve a produção capitalista, mais as relações sociais de produção se alienam dos próprios homens, confrontando-os como potências externas que os dominam.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com adaptações.
No tocante à produção e à reprodução das relações sociais na sociedade capitalista, julgue o item a seguir.
O valor de uso é a forma social do produto do trabalho, sua capacidade de ser trocado em determinada proporção por qualquer outro produto, indissociável, portanto, do fetiche, pois nessa sociedade as relações humanas assumem a forma de relações entre coisas.
A precarização do trabalho é um processo constitutivo do novo metabolismo social que se manifesta na reestruturação produtiva do capital e na formação do Estado neoliberal no Brasil.
ALVES, Giovanni. Trabalho e reestruturação produtiva no Brasil neoliberal: precarização do trabalho e redundância salarial. In: Rev. Katálysis, Florianópolis, v. 12, n. 2, dez. 2009, p. 188-197, com adaptações.
Em relação às feições do capitalismo neoliberal e considerando o texto motivador, julgue o item a seguir.
A crise no mundo do trabalho também se manifestou por meio de um agudo processo político e ideológico de social-democratização da esquerda e a sua consequente atuação subordinada à ordem do capital, ou seja, o sindicalismo de esquerda passou a recorrer, cada vez mais frequentemente, à institucionalidade e à burocratização, que também caracterizam a social-democracia sindical.
Para compreender as mudanças na dinâmica do capitalismo, é necessário reconhecer o significado histórico das crises no seu desenvolvimento.
MOTA, A. E. Crise contemporânea e as transformações na produção capitalista. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009, com adaptações.
Acerca das transformações contemporâneas no padrão de acumulação, julgue o item a seguir.
O chamado pacto fordista?keynesiano possibilitou a incorporação das demandas trabalhistas, o aumento da produção e do consumo operário e o estabelecimento de uma relação negociada entre Estado, capital e trabalho, como expressão concreta de ideologias que defendiam a possibilidade de compatibilizar capitalismo, bem?estar e democracia.
Analisar o Serviço Social brasileiro em suas orgânicas relações com a questão social e a desigualdade fundante que a constitui, no atual contexto de transformações estruturais e conjunturais que se processam sob a dominância do capital financeiro, é enfrentar uma temática bastante ampla e complexa.
YASBEK, M. C. Serviço Social, Questão Social e Políticas Sociais em tempos de degradação do trabalho humano, sob o domínio do capital financeiro. Revista Serviço Social, Londrina, v. 21, n. 1, jul./dez. 2018, p. 183?194, com adaptações.
Considerando o fragmento do texto como referência inicial, no que tange ao Estado, à questão social e à sua relação com o Serviço Social, julgue o item a seguir.
Nos contraditórios tempos presentes, a questão social assume novas configurações e expressões que condensam múltiplas desigualdades mediadas por disparidades nas relações de gênero, nas características étnico?raciais, nas mobilidades espaciais, nas formações regionais e nas disputas ambientais, colocando em causa amplos segmentos da sociedade civil no acesso aos bens da civilização.
Na sociedade burguesa, quanto mais se desenvolve a produção capitalista, mais as relações sociais de produção se alienam dos próprios homens, confrontando-os como potências externas que os dominam.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com adaptações.
No tocante à produção e à reprodução das relações sociais na sociedade capitalista, julgue o item a seguir.
O processo de reprodução do capital abrange tanto o processo direto de produção, quanto a fase de circulação, isto é, seu ciclo periódico que se repete sempre de novo e constitui a rotação do capital.
A precarização do trabalho é um processo constitutivo do novo metabolismo social que se manifesta na reestruturação produtiva do capital e na formação do Estado neoliberal no Brasil.
ALVES, Giovanni. Trabalho e reestruturação produtiva no Brasil neoliberal: precarização do trabalho e redundância salarial. In: Rev. Katálysis, Florianópolis, v. 12, n. 2, dez. 2009, p. 188-197, com adaptações.
Em relação às feições do capitalismo neoliberal e considerando o texto motivador, julgue o item a seguir.
A crescente substituição ou alteração do padrão produtivo taylorista e fordista pelas formas produtivas flexibilizadas e desregulamentadas, das quais a chamada acumulação flexível e o modelo japonês ou toyotismo são exemplos, é uma das tendências do contexto de reestruturação produtiva e crise estrutural do capital.
Sendo o Serviço Social regulamentado como uma profissão liberal e dispondo o (a) assistente social de relativa autonomia na condução do exercício profissional, tornam-se necessários estatutos legais e éticos que regulamentem socialmente essa atividade.
IAMAMOTO, M. V. Serviço social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com adaptações.
No que concerne à condição do (a) assistente social como trabalhador assalariado, julgue o item a seguir.
A condição de trabalhador assalariado, regulada por um contrato de trabalho, impede que o trabalho profissional sofra a incidência dos dilemas da alienação e de determinações sociais que afetam a coletividade dos trabalhadores.
Na sociedade burguesa, quanto mais se desenvolve a produção capitalista, mais as relações sociais de produção se alienam dos próprios homens, confrontando-os como potências externas que os dominam.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com adaptações.
No tocante à produção e à reprodução das relações sociais na sociedade capitalista, julgue o item a seguir.
Toda forma de divisão do trabalho confere ao labor a forma de valor, o qual é uma determinada relação social tomada como coisa.
Sendo o Serviço Social regulamentado como uma profissão liberal e dispondo o (a) assistente social de relativa autonomia na condução do exercício profissional, tornam-se necessários estatutos legais e éticos que regulamentem socialmente essa atividade.
IAMAMOTO, M. V. Serviço social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com adaptações.
No que concerne à condição do (a) assistente social como trabalhador assalariado, julgue o item a seguir.
O (A) assistente social, ao ingressar no mercado de trabalho, vende a própria força de trabalho, ou seja, uma mercadoria dotada apenas de valor de troca expresso no salário.
Na sociedade burguesa, quanto mais se desenvolve a produção capitalista, mais as relações sociais de produção se alienam dos próprios homens, confrontando-os como potências externas que os dominam.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com adaptações.
No tocante à produção e à reprodução das relações sociais na sociedade capitalista, julgue o item a seguir.
O capital, em seu movimento de valorização, produz mais visibilidade para o trabalho e para a supervalorização do humano, condizente com a indiferença ante a esfera das necessidades sociais e dos valores de uso.
Constatam-se algumas tendências problemáticas de referenciais teórico-metodológicos desenvolvidos no âmbito da relação do Serviço Social com as organizações, os movimentos e as lutas sociais.
DURIGUETTO, M. L. Movimentos sociais e Serviço Social no Brasil pós-anos 1990: desafios e perspectivas. In: ABRAMIDES, M. B.; DURIGUETTO, M. L. (Orgs.). Movimentos sociais e Serviço Social: relação necessária. São Paulo: Cortez, 2014, p. 177-194, com adaptações.
Acerca do tema do texto, julgue o item a seguir.
A recorrência às categorias gramscianas, como hegemonia, cultura e intelectual orgânico, como se fossem constitutivas dos fundamentos do exercício profissional, materializa uma dessas tendências, incorrendo na tênue fronteira entre profissão e militância política.
Na sociedade burguesa, quanto mais se desenvolve a produção capitalista, mais as relações sociais de produção se alienam dos próprios homens, confrontando-os como potências externas que os dominam.
IAMAMOTO, M. V. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, com adaptações.
No tocante à produção e à reprodução das relações sociais na sociedade capitalista, julgue o item a seguir.
Existe uma indissociável relação entre a produção dos bens materiais e a forma econômico-social em que é realizada, isto é, a totalidade das relações entre os homens em uma sociedade historicamente particular, regulada pelo desenvolvimento das forças produtivas do trabalho social.
O estudo aprofundado das relações entre trabalho produtivo e improdutivo, manual e intelectual, material e imaterial, bem como a forma assumida pela divisão sexual do trabalho, a nova configuração da classe trabalhadora, entre vários outros elementos, permitiram recolocar e dar concretude à tese da centralidade da categoria trabalho na formação societal contemporânea.
ANTUNES, Ricardo. Perenidade (e superfluidade) do trabalho: alguns equívocos sobre a desconstrução do trabalho. In: SILVA, J. F. S. da. [et. al.] (Orgs.). Sociabilidade burguesa e Serviço Social. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2013. (Coletânea Nova de Serviço Social), p. 15-27.
No que concerne ao trabalho como categoria fundante da sociabilidade humana, julgue o item a seguir.
As novas formas de interpenetração existentes entre as atividades produtivas e as improdutivas, entre as atividades fabris e as de serviços, que vêm sendo reduzidas no mundo contemporâneo, configuram-se como elementos capazes de demonstrar o modo contemporâneo da centralidade do trabalho.
Constatam-se algumas tendências problemáticas de referenciais teórico-metodológicos desenvolvidos no âmbito da relação do Serviço Social com as organizações, os movimentos e as lutas sociais.
DURIGUETTO, M. L. Movimentos sociais e Serviço Social no Brasil pós-anos 1990: desafios e perspectivas. In: ABRAMIDES, M. B.; DURIGUETTO, M. L. (Orgs.). Movimentos sociais e Serviço Social: relação necessária. São Paulo: Cortez, 2014, p. 177-194, com adaptações.
Acerca do tema do texto, julgue o item a seguir.
Uma das tendências consideradas problemáticas é a incorporação da metodologia da educação popular para a formação e a atuação de assistentes sociais nas organizações, nos movimentos e nas lutas sociais, e isso ocorre, muitas vezes, sem as devidas problematizações de sua transposição direta, como metodologia, para a intervenção profissional.
Analisar o Serviço Social brasileiro em suas orgânicas relações com a questão social e a desigualdade fundante que a constitui, no atual contexto de transformações estruturais e conjunturais que se processam sob a dominância do capital financeiro, é enfrentar uma temática bastante ampla e complexa.
YASBEK, M. C. Serviço Social, Questão Social e Políticas Sociais em tempos de degradação do trabalho humano, sob o domínio do capital financeiro. Revista Serviço Social, Londrina, v. 21, n. 1, jul./dez. 2018, p. 183?194, com adaptações.
Considerando o fragmento do texto como referência inicial, no que tange ao Estado, à questão social e à sua relação com o Serviço Social, julgue o item a seguir.
O tratamento analítico atribuído à questão social identifica-se com a situação social problema e com os problemas sociais, situando o complexo de suas causalidades sociais na figura do indivíduo e de sua consequente integração social.