1Questão
A originalidade da pólis grega é que ela estava centralizada na ágora (praça pública), espaço onde se debatiam
os problemas de interesse comum. Separavam-se na
pólis o domínio público e o privado: isso significava que
ao ideal de valor de sangue, restrito a grupos privilegiados em função do nascimento ou fortuna, se sobrepunha a justa distribuição dos direitos dos cidadãos como
representantes dos interesses da cidade. Desse modo
era elaborado o novo ideal de justiça, pelo qual todo
cidadão tinha direito ao poder. A noção de justiça assumia caráter político, e não apenas moral, ou seja, não
dizia respeito apenas ao indivíduo e aos interesses da
tradição familiar, mas à sua atuação na comunidade.
(Aranha e Martins, 2009)
Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, o surgimento da pólis grega foi resultado
(Aranha e Martins, 2009)
Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, o surgimento da pólis grega foi resultado
2Questão
John Locke contrapõe-se tanto à concepção de Thomas
Hobbes de um soberano absoluto quanto à dos defensores dos direitos divinos dos reis. Segundo a concepção de
Locke, a sociedade resulta de uma reunião de indivíduos,
visando garantir suas vidas, sua liberdade e sua propriedade, ou seja, aquilo que pertence a cada um. É em nome
dos direitos naturais do ser humano que é realizado o contrato social entre os indivíduos que instaura a sociedade, e
o governo deve, portanto, comprometer-se com a preservação destes direitos.
(Marcondes, 2010. Adaptado)
Danilo Marcondes (2010) ressalta que, para John Locke, o princípio fundamental da sociedade é
(Marcondes, 2010. Adaptado)
Danilo Marcondes (2010) ressalta que, para John Locke, o princípio fundamental da sociedade é
3Questão
Mais de quatro séculos nos separam da época em que
viveu Maquiavel. Muitos leram e comentaram sua obra,
mas um número consideravelmente maior de pessoas
evoca seu nome ou pelo menos os termos que aí têm
sua origem. Maquiavélico e maquiavelismo são adjetivo e
substantivo que estão tanto no discurso erudito, no debate político, quanto na fala do dia-a-dia. Seu uso extrapola
o mundo da política e habita sem nenhuma cerimônia o
universo das relações privadas.
(Sadek, 2006. In: Weffort, 2006)
Segundo Maria Tereza Sadek, as acepções comuns do maquiavelismo estão associadas a
(Sadek, 2006. In: Weffort, 2006)
Segundo Maria Tereza Sadek, as acepções comuns do maquiavelismo estão associadas a
4Questão
A chave para entender o pensamento de Thomas Hobbes
é o que ele diz do estado de natureza. Sabemos que
Hobbes é um contratualista, quer dizer, um daqueles filósofos que, entre o século XVI e o XVIII, afirmaram que a
origem do Estado e/ou da sociedade está num contrato:
os homens viveriam, naturalmente, sem poder e sem
organização – que somente surgiriam depois de um pacto firmado por eles, estabelecendo as regras de convívio
social e de subordinação política.
(Janine Ribeiro. In: Weffort, 2006)
Para Renato Janine Ribeiro, a justificativa para o contrato social em Hobbes baseia-se
(Janine Ribeiro. In: Weffort, 2006)
Para Renato Janine Ribeiro, a justificativa para o contrato social em Hobbes baseia-se
5Questão
John Locke tornou-se célebre principalmente como autor
do Segundo tratado, que, no plano teórico, constitui um
importante marco da história do pensamento político e, a
nível histórico concreto, exerceu enorme influência sobre
as revoluções liberais da época moderna. O Segundo
tratado é um ensaio sobre a origem, extensão e objetivo
do governo civil. Nele, Locke sustenta a tese de que nem
a tradição nem a força seriam fontes legítimas do poder
político.
(Leonel I. Almeida Mello. In: Weffort, 2006)
Para Leonel I. Almeida Mello, a única fonte legítima de poder político segundo John Locke é
(Leonel I. Almeida Mello. In: Weffort, 2006)
Para Leonel I. Almeida Mello, a única fonte legítima de poder político segundo John Locke é
6Questão
A teoria da propriedade de Locke, que é muito inovadora
para sua época, difere bastante da de Hobbes. Para
Hobbes, a propriedade inexiste no estado de natureza
e foi instituída pelo Estado-Leviatã após a formação da
sociedade civil. Assim como a criou, o Estado pode também suprimir a propriedade dos súditos.
(Leonel Itaussu Almeida Mello. In: Weffort, 2006)
Como ressalta Leonel I. Almeida Mello, para John Locke, por outro lado, a propriedade
(Leonel Itaussu Almeida Mello. In: Weffort, 2006)
Como ressalta Leonel I. Almeida Mello, para John Locke, por outro lado, a propriedade
7Questão
Até Montesquieu, a noção de lei compreendia três dimensões essencialmente ligadas à ideia de lei de Deus. As
leis exprimiam uma certa ordem natural, resultante da
vontade de Deus. Elas exprimiam também um dever-ser,
na medida em que a ordem das coisas estava direcionada para uma finalidade divina. Finalmente, as leis tinham
uma conotação de expressão da autoridade. As leis eram
simultaneamente legítimas (porque expressão da autoridade), imutáveis (porque dentro da ordem das coisas) e
ideais (porque visavam uma finalidade perfeita).
(Albuquerque, J. A. G. In: Weffort, 2006)
Como aponta José-Augusto Guilhon-Albuquerque, Montesquieu abandona a concepção de lei associada a uma ideia de Deus para definir as leis como
(Albuquerque, J. A. G. In: Weffort, 2006)
Como aponta José-Augusto Guilhon-Albuquerque, Montesquieu abandona a concepção de lei associada a uma ideia de Deus para definir as leis como
8Questão
Peter Singer aponta que: “John Rawls defendeu, na sua
influente obra Uma Teoria da Justiça, que a igualdade
pode ser fundamentada nas características naturais dos
seres humanos, desde que escolhamos aquilo que ele
chama uma propriedade de base geral. Suponhamos que
desenhamos um círculo numa folha de papel. Todos os
pontos contidos nesse círculo têm a propriedade de estar
contidos nesse círculo e têm essa propriedade por igual
– é essa a “base geral”. Alguns pontos podem estar mais
perto do centro e outros mais próximos da periferia, mas
todos eles são igualmente pontos no interior do círculo”.
(Singer, 2018. Adaptado)
Para Peter Singer, a propriedade geral comum aos seres humanos apontada por John Rawls é
(Singer, 2018. Adaptado)
Para Peter Singer, a propriedade geral comum aos seres humanos apontada por John Rawls é
9Questão
Na maioria das sociedades ocidentais, grandes diferenças de salário e de estatuto social são comumente
aceitas como normais, desde que nasçam de situações
de igualdade de oportunidades. A ideia é a de que não
existe qualquer injustiça no fato de Maria ganhar dez
vezes mais do que José desde que José tenha tido a sua
oportunidade de estar no lugar que Maria ocupa hoje.
Suponhamos que a diferença de salário se deva ao fato de
Maria ser médica enquanto José é trabalhador rural. Isto
seria aceitável se José tivesse tido a mesma oportunidade
que Maria de se tomar médico: se os resultados escolares de José tivessem sido tão bons como os de Maria, ele
teria também podido estudar Medicina, tornar-se médico e
ganhar dez vezes mais. A vida, nesta perspectiva, é uma
espécie de corrida na qual é justo que os vencedores recebam os prémios, desde que todos tenham tido condições
iguais na partida.
(Singer, 2018. Adaptado)
Para Peter Singer, essa concepção de igualdade de oportunidades
(Singer, 2018. Adaptado)
Para Peter Singer, essa concepção de igualdade de oportunidades
10Questão
Em “Do que se tem pensado sobre o trabalho”, Suzana
Albornoz argumenta que: “Para Marx, o trabalho é pressuposto em uma forma que o caracteriza como exclusivamente humano. O trabalho do homem tem uma qualidade específica, distinta de um mero labor animal. [...] ‘O
que distingue o pior arquiteto da melhor das abelhas é
que o arquiteto ergue a construção em sua mente antes
de a erguer na realidade.’ [...] No entanto, isso que torna
o trabalho do homem propriamente humano, o projeto e a
visão antecipada do produto, não está sendo possível na
produção industrial mecanizada e em série”.
De acordo com Suzana Albornoz, a perda da capacidade de antecipação mental do produto pelo trabalhador conduz à
De acordo com Suzana Albornoz, a perda da capacidade de antecipação mental do produto pelo trabalhador conduz à
11Questão
No texto “As diferentes concepções de natureza na sociedade ocidental: da physis ao desenvolvimento sustentável”, Diogenes Rafael de Camargo e Kátia Vanessa
Tarantini Silvestri afirmam: “O desenvolvimento sustentável se apresenta, formalmente e em ‘traje de gala’, na
década de 1980, nos ‘discursos dos diferentes setores da
sociedade, como a solução caída do céu, portadora de
toda verdade e, por isso mesmo, capaz de resolver qualquer problema tangente à crise socioambiental de nosso
tempo’. Mas, o grande problema desta proposição está
na: ‘baixa problematização de suas premissas e meios
de realização, dando ares de que seja uma proposta de
legitimidade frágil e questionável’” (Adaptado).
Camargo e Silvestri ressaltam que a noção de desenvolvimento sustentável
Camargo e Silvestri ressaltam que a noção de desenvolvimento sustentável