Mulher de 23 anos de idade, previamente hígida, chegou no PS com quadro de di...

Mulher de 23 anos de idade, previamente hígida, chegou no PS com quadro de dispneia há 2 horas acompanhada de dor torácica, nega tosse e febre. Ao exame: BEG, corada, afebril, acianótica, orienta...


Mulher de 23 anos de idade, previamente hígida, chegou no PS com quadro de dispneia há 2 horas acompanhada de dor torácica, nega tosse e febre. Ao exame: BEG, corada, afebril, acianótica, orientada, vigil. Pulmões: roncos esparsos, FR=30 ipm, saturando 92%, RCR em 2T, BNF, FC=120 bpm, PA= 100/60mmHg, membros inferiores sem edemas. Calculado o escore de Wells que foi considerado de baixa probabilidade. Qual a investigação mais adequada neste momento?

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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    30/12/2024 • 21:34
    Gabarito: b)

    Nesse caso, a investigação mais adequada a ser realizada é dosar o D-dímero.

    O D-dímero é um produto de degradação da fibrina, uma proteína envolvida na coagulação sanguínea. Quando há suspeita de tromboembolismo pulmonar (TEP), como no caso da paciente com dispneia e dor torácica, o dosagem do D-dímero pode ser útil para auxiliar no diagnóstico.

    Se o D-dímero estiver elevado, isso pode indicar a presença de coágulos sanguíneos no organismo, o que reforçaria a suspeita de TEP e indicaria a necessidade de investigações adicionais, como a angiotomografia computadorizada (Angio TC) de tórax para confirmar o diagnóstico.

    Por outro lado, se o D-dímero estiver dentro da faixa normal, isso pode ajudar a descartar a suspeita de TEP, evitando a exposição desnecessária da paciente a exames mais invasivos.

    Portanto, dosar o D-dímero é a conduta mais adequada neste momento para auxiliar na investigação do quadro clínico apresentado pela paciente.
  • Fernando Henrique
    Fernando Henrique
    19/03/2026 • 07:53
    Esse é um cenário clássico de suspeita de tromboembolismo pulmonar (TEP) em paciente jovem, e a chave da questão está no uso correto do escore de probabilidade clínica + exame complementar inicial.
    A paciente apresenta início súbito de dispneia associado à dor torácica, além de taquicardia (FC 120 bpm), taquipneia (FR 30 ipm) e leve dessaturação (Sat 92%). Mesmo sem fatores de risco evidentes, esse conjunto de sinais levanta suspeita de TEP. Foi aplicado o escore de Wells, que classificou como baixa probabilidade clínica. Esse ponto é fundamental, pois define o próximo passo da investigação.
    Quando a probabilidade clínica é baixa (ou intermediária), a conduta recomendada pelas diretrizes é solicitar o D-dímero como exame inicial. O D-dímero tem alta sensibilidade e alto valor preditivo negativo, ou seja, se vier normal, praticamente exclui TEP, evitando exames mais invasivos e com radiação, como a angiotomografia. Portanto, ele é o exame de triagem ideal nesse contexto.
    A angiotomografia de tórax (angio-TC) é o exame padrão-ouro para confirmação, porém deve ser reservada para pacientes com D-dímero positivo ou quando a probabilidade clínica já é alta. Solicitar diretamente a angio-TC em um paciente de baixa probabilidade não é a melhor estratégia inicial. A cintilografia ventilação-perfusão é uma alternativa em casos específicos (como contraindicação à angio-TC), mas não é a primeira escolha aqui. Ecocardiograma, troponina e BNP são úteis para avaliação de gravidade e repercussão hemodinâmica, não para diagnóstico inicial em paciente estável. Por fim, não investigar seria um erro, pois apesar de baixa probabilidade, ainda há suspeita clínica.
    Dessa forma, a conduta mais adequada neste momento é dosar o D-dímero, que direcionará a necessidade de investigação adicional.

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