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Homem, 57 anos, hipertenso, diabético e dislipidêmico, faz uso crônico de losartana, hi...

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1Q60329 | Medicina, Clínica Médica

Homem, 57 anos, hipertenso, diabético e dislipidêmico, faz uso crônico de losartana, hidroclorotiazida, metformina, dapagliflozina, sitagliptina, amlodipina, ômega-3 e atorvastatina. Apresenta ainda como antecedente, carcinoma de pele tipo espinocelular, ressecado há 3 anos, e quatro crises de artrite gotosa nos últimos dois anos. Refere que, apesar de estar mantendo o peso ideal, praticando caminhadas e tomando os medicamentos regularmente, tem apresentado dificuldade no controle do diabetes e os níveis de colesterol LDL encontram-se fora da meta. A função renal está normal e a hemoglobina glicada está em 7,2%.

Uma estratégia pertinente e obrigatória nesse momento é a suspensão da
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💬 Comentários

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David Castilho
Por David Castilho em 31/12/1969 21:00:00
Gabarito: b)

A hidroclorotiazida é um diurético tiazídico frequentemente utilizado no tratamento da hipertensão arterial. No entanto, os diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, podem causar aumento da glicemia e do colesterol LDL em pacientes diabéticos e dislipidêmicos, o que pode dificultar o controle do diabetes e dos níveis de colesterol LDL.

Portanto, uma estratégia pertinente e obrigatória para melhorar o controle do diabetes e dos níveis de colesterol LDL nesse caso seria a suspensão da hidroclorotiazida. É importante ressaltar que a suspensão de qualquer medicamento deve ser sempre realizada sob orientação e acompanhamento médico.
Fernando Henrique
Por Fernando Henrique em 31/12/1969 21:00:00
Esse caso exige uma análise integrada das comorbidades do paciente e, principalmente, dos efeitos colaterais das medicações em uso. Trata-se de um paciente com alto risco cardiovascular, portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemia, além de histórico relevante de crises recorrentes de artrite gotosa, totalizando quatro episódios nos últimos dois anos. Apesar de adesão ao tratamento e medidas de estilo de vida adequadas, ele mantém controle glicêmico apenas razoável (HbA1c de 7,2%) e LDL fora da meta, o que reforça a necessidade de otimização terapêutica, sem perda de foco nos fatores agravantes associados.

O ponto central da questão está na associação entre o uso de hidroclorotiazida e a recorrência de crises de gota. Os diuréticos tiazídicos promovem aumento da reabsorção de ácido úrico no túbulo proximal, levando à hiperuricemia, que é o principal fator fisiopatológico da gota. Em pacientes com história de crises recorrentes, como neste caso, o uso de tiazídicos é considerado um fator precipitante importante e sua manutenção contribui diretamente para a perpetuação do quadro. Por esse motivo, diretrizes e condutas clínicas recomendam a suspensão dessa classe de medicação nesses pacientes.

As demais medicações não apresentam indicação de suspensão obrigatória neste contexto. A losartana, inclusive, possui efeito uricosúrico e pode ser benéfica na gota. Metformina permanece como base do tratamento do diabetes. Sitagliptina pode ser reavaliada para intensificação terapêutica, mas não é fator agravante direto. A atorvastatina é essencial devido ao alto risco cardiovascular do paciente. Dessa forma, a medida mais pertinente e obrigatória neste momento é a retirada da hidroclorotiazida, visando reduzir o risco de novas crises de gota e melhorar o manejo global do paciente.

Portanto, a alternativa correta é a letra b) hidroclorotiazida.
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