A oferta de divisas no mercado brasileiro de câmbio tem sido particularmente afetada pela entrada de capitais externos, atraídos pela taxa de juros oferecida no mercado financeiro nacional. O influxo de capitais causa, portanto, a valorização do real. Como conseqüência, ocorre um déficit em transações correntes, ou seja, uma entrada de poupança externa. É possível afirmar que o déficit em transações correntes atua como "fator de promoção do desenvolvimento econômico"?
✂️ a) Sim. Na análise histórica dos ciclos de desenvolvimento da economia brasileira o crescimento econômico sempre esteve atrelado a um alto índica de poupança interna. ✂️ b) De forma alguma, pois o maior determinante da poupança no longo prazo é a estagnação econômica. A América Latina tem cronicamente uma baixa poupança, que é das causas da região ter baixo e volátil crescimento econômico. ✂️ c) Com certeza, pois as políticas econômicas voltadas ao controle de preços reduzem a poupança por longos períodos e, deste modo, a dependência da economia em relação aos fluxos de capital volátil diminui consideravelmente ✂️ d) Não. Quando corretamente mensurados, os influxos de capitais na América Latina estão associados com movimento de crescimento da poupança interna e redução do fluxo de capitais externos. ✂️ e) De modo geral, as evidências não confirmam esse princípio. No caso brasileiro, observou-se que o crescimento precede a poupança e não o inverso. É somente depois de um sustentado período de crescimento que a poupança passa a ser importante