Sobre John Locke, analise as afirmativas a seguir. I. Não pretendeu...

Sobre John Locke, analise as afirmativas a seguir. I. Não pretendeu transformar o discurso do cristianismo em discurso racional: para ele, fé e razão constituem âmbitos diferentes.


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Sobre John Locke, analise as afirmativas a seguir.

I. Não pretendeu transformar o discurso do cristianismo em discurso racional: para ele, fé e razão constituem âmbitos diferentes.

II. As leis, às quais os homens comumente referem as suas ações, são de três tipos diversos: as leis divinas; as leis civis; e, as leis da opinião pública ou reputação.

III. O empirismo lockiano possui bases na tradição empirista inglesa e, por isso, se opõe às ideias cartesianas de tal modo a produzir antagonismo.

A respeito de John Locke está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

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  • Sumaia Santana
    Sumaia Santana EQUIPE
    13/10/2025 • 14:26
    Gabarito: Alternativa B
    I. "Não pretendeu transformar o discurso do cristianismo em discurso racional: para ele, fé e razão constituem âmbitos diferentes."
    Essa afirmativa está correta. Locke acreditava que a fé e a razão são domínios distintos, embora relacionados. Ele não tentou reduzir a fé a um discurso racional, mas buscou compatibilizá-los, reconhecendo limites para a razão no que diz respeito a questões de fé.

    II. "As leis, às quais os homens comumente referem as suas ações, são de três tipos diversos: as leis divinas; as leis civis; e, as leis da opinião pública ou reputação."
    Essa afirmativa também está correta. Locke distingue essas categorias de leis:
    >Leis divinas: regras religiosas e morais, oriundas de Deus.
    > Leis civis: leis do Estado e da sociedade, que regulam a vida em comum.
    >Leis da opinião pública ou reputação: normas sociais informais baseadas no julgamento e reconhecimento dos outros.

    III. "O empirismo lockiano possui bases na tradição empirista inglesa e, por isso, se opõe às ideias cartesianas de tal modo a produzir antagonismo."
    Essa afirmativa é parcialmente correta, mas exagera. Locke realmente é um empirista e se opõe à ênfase cartesiana nas ideias inatas e na razão como fonte principal do conhecimento. No entanto, o antagonismo não é absoluto; há pontos de diálogo e Locke não rejeita completamente a razão, apenas limita seu papel à experiência sensorial como base do conhecimento. Portanto, o antagonismo não é tão radical quanto a afirmativa sugere.

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