Leia o fragmento abaixo:
(...) Quantos eram e de onde vinham os africanos? É inútil
buscar informações sobre a presença africana entre os
escravos de Santa Catarina na historiografia. Graças a
Oswaldo Cabral, Walter Piazza e Fernando Henrique
Cardoso, a escravidão africana em Santa Catarina é vista
como diferente daquela de outras regiões do país, por
causa de um supostamente distinto “sentido da
colonização”. Para esses autores, a ocupação efetiva da
ilha de Santa Catarina e do litoral adjacente em meados do
século XVIII, por política expressa da Coroa portuguesa,
que implicou na fortificação da Ilha e na vinda de casais
açorianos como colonos, ter-se-ia resumido a interesses
militares estratégicos. Partindo desse distinto “sentido da
colonização”, tais autores mostraram a escravidão na ilha e
no litoral adjacente sempre como menos importante do
que aquela das regiões agroexportadoras. Não tendo esse
território sido explorado para produção voltada à
exportação, os “poucos” escravos teriam servido como
apoio à produção de alimentos para o abastecimento, e
sido elementos de distinção social, predominantemente
domésticos e urbanos.
Fonte: MAMIGONIAN, Beatriz. Africanos em Santa Catarina: Escravidão e
identidade étnica (1750-1850), p.570. In: FRAGOSO, João; FLORENTINO,
Manolo; JUCÁ, Antônio Carlos e CAMPOS, Adriana (Orgs.). Nas rotas do
Império: eixos mercantis, tráfico e relações sociais no mundo português.
Vitória: EDUFES, 2014.
A partir da análise do texto e considerando o debate
historiográfico apresentado pela autora, podemos concluir
que:
O município de Marechal Thaumaturgo, no Acre, originou-se do Seringal Minas
Gerais e foi povoado por seringueiros brasileiros que adentraram terras peruanas. Qual
tratado internacional, assinado em 1909, definiu os limites entre o Brasil e o Peru,
influenciando diretamente a região onde hoje se localiza Marechal Thaumaturgo?
Entre 7 de abril de 1831 e 24 de julho de
1840, o Brasil foi governado por regentes. Isso
deveu-se à abdicação de D. Pedro I ao trono
brasileiro em favor de seu filho que tinha então
cinco anos e quatro meses de idade. Esse Período
regencial, de pouco mais de 9 anos, teve
inicialmente duas regências trinas, e após um ato
adicional, em 1834, que alterou o modelo de
regência previsto na Constituição Imperial de 1824,
teve, também, duas regências unas.
Essa época da história brasileira foi marcada por