Discípulos de Hipócrates, defensores do ar puro, os médicos do século XIX acreditam nas virtudes do “ar livre”, nos danos do “ar mefítico”, viciado pelas grandes densidades populacionais. Atribuem à promiscuidade das multidões urbanas, aos amontoamentos dos cortiços (palavra dominante nos anos 1880) a propagação de doenças difundidas por contato, por “contágio”: epidemias, e logo a tuberculose.
(Michelle Perrot. Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros, 2017.)
Na Europa, essa “promiscuidade” e os “amontoamentos” decorreram